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Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Uso de Fármacos (Cuidados Paliativos)

Uso de Fármacos (Cuidados Paliativos)

Em cuidados paliativos e de acordo com as indicações de especialistas internacionais de cuidados paliativos, credíveis, como a EAPC (european association ofpaliative care) ou a IAHPC (associação internacional de cuidados paliativos), foi elaborada uma lista de medicamentos essenciais nesta área que identifica um grupo vasto de alternativas farmacológicas que podem ser usadas por várias vias de administração.
Os fármacos abaixo indicados podem ser usados, em alternativa, por via subcutânea (com claros benefícios e comodidade para doente e família):
– Salbutamol.
– Furosemido.
– Dexametasona.
– Metoclopramida.
– Morfina,
– Tramadol.
– Haloperidol.
– Midazolam.
– Cloropromazina.
– Ceftriaxone.
– Butilescopolamina.
– Diclofenac.
– Octreótido.
– Ranitidina.

medico remedios 01 180x180 - Novos medicamentos na Doença de Alzheimer

Novos medicamentos na Doença de Alzheimer

O número de casos de doença de Alzheimer tem vindo a aumentar como consequência do envelhecimento da população. A doença de Alzheimer conduz a uma deterioração mental progressiva com consequências dramáticas para o paciente, a família, a sociedade.
A descoberta de novos medicamentos com marcado efeito sintomático, ou suscetíveis de retardar a progressão da doença, é por isso prioritária. Vários ensaios clínicos em curso testam a hipótese de que a interferência com a formação e agregação do péptido amiloide no parênquima cerebral possa atrasar a progressão da doença. A possibilidade da participação do doente num ensaio clínico de boa qualidade realizado num centro de referência tem, pois, de ser mencionada no contexto da terapêutica da doença de Alzheimer.

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Recomendações Práticas II

Dar tempo para a família amadurecer as suas decisões. Se necessário, utilizar facilitadores como assistentes sociais, psicólogos, ou capelões.
— Evitar falta de elasticidade e atitudes de confronto em relação às hesitações ou decisões da família e colegas, o consenso é indispensável e a nossa opinião não é necessariamente mais equilibrada do que a dos outros intervenientes. Raramente esta é baseada apenas em factos científicos ou em experiência clínica, envolve todo o nosso sistema de valores e como tal é só mais uma opinião.
— Responder com empatia aos sentimentos de desgosto, hostilidade e culpa da família.
— Nunca utilizar informação incorrecta ou tendenciosa para obter um consenso, nem ser cínico ou desonesto na acção terapêutica, como em reanimações de fachada em doentes que deveriam ter prescrições explícitas de não ressuscitação.
— O interesse do doente deve sobrepor-se sempre a qualquer juízo de custo/utilidade e deve ser defendido na base da igualdade de acesso a recursos que forem julgados úteis para a sua situação clínica, sem segregação baseada na idade, estilo de vida prévio ou capacidade intelectual.
— Não iniciar um tratamento tem o mesmo significado ético e moral do que iniciá-lo e depois interrompê-lo se não tiver sucesso. Acatar este princípio constitui uma solução de compromisso a favor da vida e pró-tratamento, que assim será testado em vez de a priori recusado. Devemos, pois, utilizar “provas terapêuticas”, mas ser bem explícitos com colegas e família por quanto tempo e que objectivos pretendemos atingir.
— Após decidir pela suspensão terapêutica, ser particularmente rigoroso na qualidade da terapêutica paliativa e de conforto, disponibilizando sempre internamento se o doente ou família assim o desejarem.
— A prescrição de não ressuscitação cardiorrespiratória, vulgo DNR, tipifica um caso particular de não início de uma terapêutica considerada fútil para um determinado doente.
— Documentar cuidadosamente no processo todos os passos e razões do processo decisório.
— Procurar na comissão de ética da instituição não as soluções para o caso concreto, mas a existência de doutrina e registos de precedentes que nos orientem nesse caso, que é, como todo o acto médico, da nossa exclusiva responsabilidade.
— Quer a doutrina da igreja católica, quer o código deontológico da Ordem dos Médicos sancionam os fundamentos e os procedimentos descritos, já a lei portuguesa autoriza o não início de terapêutica considerada inútil, mas não reconhece legitimidade à suspensão de terapêutica de suporte de vida, que possa acelerar o óbito do doente. Não existe, no entanto, um único caso de litígio judicial contra um médico que tenha prescrito a suspensão de terapêutica de suporte, actuando de boa fé, em defesa do interesse e conforto do seu doente, obtendo os consensos recomendados e documentando com rigor todo o processo decisório.

Reumatologia2f 180x180 - Diagnóstico II (Imunoalergologia)

Diagnóstico II (Imunoalergologia)

A caracterização das co-morbilidades atinge uma expressão fundamental quando se considera a clínica do doente alérgico, onde frequentemente existe patologia das vias aéreas e ocular, da pele e das mucosas, de hipersensibilidade a alimentos ou a medicamentos; por outro lado, vários membros da mesma família estão igualmente afectados por alergias, reforçando igualmente a hipótese de diagnóstico. O inquérito imunoalergológico desempenha então um papel essencial no controlo global do problema individual e da família, articulando-se quer com os clínicos que se encontram na 1.ª linha de monitorização e de promoção da saúde das populações (medicina geral e familiar, pediatria), quer com os especialistas vocacionados para a abordagem diferenciada de aspectos particulares da síndrome alérgica (otorrinolaringologista, dermatologista, pneumologista, oftalmologista,…).
Na posse deste informação, de riqueza extrema se bem colhida, estamos então com capacidade para tomar decisões:
— Estamos habilitados para instituir o tratamento e monitorizar a sua evolução, avaliando o grau de controlo obtido.
— Precisamos de exames complementares de diagnóstico.
— Sentimos que devemos referenciar o doente para uma abordagem complementar.
No primeiro caso, provavelmente correspondendo a situações ligeiras a moderadas, deve-se ter consciência que o tratamento se baseia numa actuação racional, tendo disponível medidas de evicção alergénica e/ou abordagem farmacológica, estando habitualmente subdividida em tratamentos de alívio e de controlo. O conhecimento dos fármacos e modos de administração, particularmente relevante quanto à inaloterapia do doente asmático, tal como os custos directos envolvidos, têm que estar presentes. O estabelecimento de metas correspondentes ao controlo da clínica permite que o agendamento de consultas posteriores avaliem da eficácia da actuação.
Se achamos fundamental solicitar exames complementares, então devemos desde logo considerar e antecipar se o resultado dos mesmos vai alterar a nossa actuação: levará a uma referência para outro clínico ou à prescrição de um determinado tratamento?
Saberemos interpretar os resultados? É de facto relevante?
Deve o clínico conhecer os métodos que tem disponíveis para estudar os quadros de patologia imunoalérgica, sendo no entanto muito cuidadoso, ponderando custos e não condicionando uma actuação ou referência a resultados que nem sempre são de interpretação linear (resultados falsos positivos e negativos são muito frequentes).

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Sintomas Respiratórios (Cuidados Paliativos)

O mais frequente é a dispneia, que é também um dos sintomas que gera mais preocupação no doente e na sua família. Ocorre em 70% dos doentes com cancro nas últimas semanas de vida e é grave em 25% dos doentes na última semana. O tratamento farmacológico da dispneia passa por conjugar oxigénio, broncodilatadores, corticosteróides, antibióticos e opióides.

Para la humanización de la atención sanitaria los cuidados paliativos como modelo1 180x180 - Terapêuticas Específicas (Cuidados Paliativos)

Terapêuticas Específicas (Cuidados Paliativos)

Os princípios gerais do controlo sintomático salientam a necessidade de avaliar antes de tratar, definindo objectivos terapêuticos, informar com clareza o doente e sua família garantindo apoio emocional, monitorizar, rever e disponibilizar com fácil acesso todos os registos, promovendo o trabalho de equipa.
Os doentes com cancro avançado experimentam uma variedade de sintomas que vão desde a astenia, anorexia, dor, náusea, obstipação, sedação/confusão, dispneia, delírio, etc. A abordagem destas síndromes clínicas requer uma avaliação cuidadosa da sintomatologia de modo a obter um controlo eficaz dos sintomas.
É usada a ESAS (Edmonton symptom assessment system) para avaliação de nove sintomas relacionados com o cancro, monitorizando assim a dor, astenia, náusea, depressão, ansiedade, ritmo sono/vigília, apetite, sensação de bem-estar ou de conforto global, respiração. A gravidade no tempo da avaliação de cada sintoma vai desde 0 a 10, numa escala numérica onde o 0 é ausência do sintoma e 10 o pior possível.

paliativos riso 180x180 - Organização e Objectivos (Cuidados Paliativos)

Organização e Objectivos (Cuidados Paliativos)

“Os CP afirmam a vida e consideram a morte como um processo natural, procuram um alívio da dor e dos outros sintomas que geram sofrimento, integram os aspectos psicológicos e espirituais nos cuidados aos doentes, oferecem um sistema de suporte para ajudar os doentes a viver tão activamente quanto possível até à morte, e propõem um sistema de apoio à própria família, ajudando-a a suportar a doença do familiar/amigo e o seu próprio luto.”
O objectivo dos CP é obter a melhor qualidade de vida possível para os doentes e as suas famílias. Muitos dos princípios dos CP são igualmente aplicáveis desde o início da evolução da doença, em associação com um tratamento antineoplásico. A prática diária dos cuidados paliativos contempla as necessidades de cada doente, o que terá de ser estimado sob uma cuidadosa avaliação. Os profissionais de saúde têm necessariamente de acompanhar o ponto de vista das prioridades desenvolvidas nos doentes com cancro avançado, devendo empenhar-se em acompanhar realidades que possam ter como ganho uma qualidade de vida funcional.
A avaliação das necessidades de cada doente tem obrigatoriamente que incluir a história da vida pessoal, os valores e expectativas, co-morbilidades, caracterização total da doença.
Descriminando os objectivos a atingir, podemos descrever como alvos definidos:
– Controlar os sintomas físicos, psíquicos e aliviar o sofrimento.
– Manter a autonomia das pessoas em fim de vida o maior tempo possível.
– Prestar cuidados globais através de uma abordagem interdisciplinar.
– Apoiar a família e envolver os doentes e familiares no processo de tomada de decisões.
– Flexibilizar os horários de cuidados.
– Promover disponibilidade para reunião/entrevista familiar.
– Colher dados e participar registos disponibilizando-os para articulação em equipa.
Esta prática deve basear-se num conhecimento de objectivos éticos na abordagem de doentes com cancro avançado, num conhecimento ajustado do controlo sintomático, mas também favorecendo factores e estratégias preventivas contra o burn-out dos profissionais de saúde.
Na organização dos recursos, requere-se, como premissa elementar, que os cuidadores sejam elementos que tenham escolhido livremente o trabalho em CP. Idealmente, as equipas que praticam cuidados paliativos deverão ter uma formação sólida na área técnica a par de qualidades de altruísmo, tolerância, capacidade de escuta, equilíbrio psíquico e emocional, maturidade, e deverão estar habilitados a promover uma boa comunicação.

artrite reumatoide 180x180 - Educação do Doente e da Família

Educação do Doente e da Família

A adaptação progressiva do doente à sua patologia e à dor pode ser difícil e condicionar uma modificação significativa do estilo de vida, nomeadamente por interferência a nível profissional, nas atividades de lazer, e nas suas relações humanas. Esta adaptação será facilitada se o doente obtiver uma boa relação afetiva com o seu médico, que detalhadamente se preocupe em esclarecer o doente acerca da sua patologia, das diversas modalidades terapêuticas e do prognóstico. A educação da família é deveras importante, na perspetiva de facilitar a integração do doente reumatóide no seu ambiente familiar e social.
Será útil a alguns doentes o apoio de técnicos de assistência social, nomeadamente ao nível do local de trabalho onde, com o apoio do seu reumatologista, deverá existir uma adaptação adequada dos défices do doente à sua atividade profissional. O apoio de psicólogos e de especialistas em ergonomia tem também aqui um papel fundamental.
Um dos principais fatores de mau prognóstico da doença é o baixo nível educacional dos doentes. É notável o benefício que pode advir para o doente quando o médico lhe explica o que é a sua doença, de que forma ela o pode afetar e como pode ser tratada.
A natureza e curso da doença deverá ser comparada à de outras mais comuns, para mais fácil entendimento. A AR, pela sua natureza, permite que o doente tenha um papel muito mais participativo no seu tratamento, revelando quais as suas dificuldades funcionais, e estando atento, por exemplo, às toxicidades dos fármacos utilizados.
Pela sua importância na qualidade de vida do doente, o médico deve obter uma história da vida sexual do doente. Quer por limitação física, quer por dor, ou por síndrome depressiva, cerca de 30% dos doentes com AR têm perturbação da sua sexualidade. Cabe ao médico a responsabilidade do aconselhamento e educação sexual dos seus doentes.
O aconselhamento dietético deve ser efetuado de modo ponderado. O doente deve ser aconselhado a manter um peso dentro do esperado para a sua altura e sexo. E óbvio o efeito deletério sobre as articulações de carga do excesso de peso, contribuindo inexoravelmente para potenciar o efeito destrutivo da sua doença. Embora haja estudos contraditórios, algumas evidências apontam para o efeito benéfico de suplementos de óleos de peixe, nomeadamente obtendo-se um efeito poupador dos AINEs. O fundamento teórico da utilização destes suplementos baseia-se na eliminação da dieta dos precursores do ácido araquidónico, levando a diminuição das prostaglandinas e leucotrienos pró-inflamatórios. A utilização diária de suplementos de multivitaminas tem vindo a ser defendida por alguns autores.

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Tratamento (Artrite Reumatóide)

A grande maioria dos doentes beneficia de um plano terapêutico integrado que inclua, para além da educação do doente e da família, a medicina física de reabilitação, um programa terapêutico medicamentoso e, eventualmente, a cirurgia ortopédica.
A perda irreversível da cartilagem articular, por ação da sinovite e do pannus inflamatório, pode iniciar-se muitas vezes alguns meses antes do início dos primeiros sintomas. A utilização experimental da RM ao nível dos punhos tem permitido detetar precocemente a sinovite inflamatória e algumas erosões ósseas não detetáveis pela radiologia convencional.
Os doentes tratados precocemente por profissionais treinados tendem a ter melhor prognóstico a longo prazo para a sua doença. Muitas vezes é necessário tratar estes doentes de uma forma mais agressiva, nomeadamente através de drogas ditas de ação lenta (ou terapêuticas de fundo), de forma a suprimir a atividade do processo imunológico e a inflamação. O principal objetivo é iniciar estas terapêuticas o mais precocemente possível, sem originar morbilidade ou mortalidade devida a efeitos secundários da medicação, alterar a curva descendente que leva à destruição articular, evitar a deformação e preservar a função.
Novos dados reforçam a utilidade da terapêutica precoce, pela possibilidade de utilização de terapêuticas biológicas que se dirigem especificamente para determinados alvos suscetíveis de serem suprimidos dentro da cascata de mecanismos patofisiológicos que originam e contribuem para a manutenção da doença.