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Diagnóstico (Isosporiose)

Baseia-se na demonstração de oocistos nas fezes de doentes sintomáticos, de preferência a fresco ou em esfregaços corados pelo método de Ziehl-Nielssen, embora esteja descrita a utilidade da auramina 1351 e da imunofluorescência como métodos de diagnóstico alternativos. A carga parasitária nas fezes é geralmente baixa, pelo que é útil realizar a pesquisa num mínimo de três amostras seriadas. A biopsia do intestino delgado ou grosso pode revelar a presença de formas de oocistos ou de formas evolutivas do parasita.

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Diagnóstico (Criptosporidiose)

Baseia-se na demonstração dos oocistos nas fezes, através das colorações de Giemsa, Ziehl-Nielssen modificado ou hematoxilina-eosina. Quando disponível, a imunofluorescência directa é o método mais sensível. Estão disponíveis testes de biologia molecular com elevada sensibilidade e especificidade para a detecção do Cryptosporidium em meios biológicos.

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Diagnóstico (Bilharzíase)

O diagnóstico baseia-se na história epidemiológica, na sintomatologia e na pesquisa de ovos nas fezes ou na urina e, evemtualmente, em endoscopias com biópsias e exames imunológicos e/ou imagiológicos.

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Diagnóstico (Ciclosporidiose)

O diagnóstico baseia-se na demonstração de oocistos nas fezes por intermédio da coloração de Ziehl-Nielssen modificada, estando também disponíveis métodos de imunofluorescência directa e de PCR, embora não esteja avaliado o valor diagnóstico comparativo entre eles.

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Diagnóstico (Obstrução Gastrintestinal)

Clinicamente consiste na presença (no todo ou em parte) de distensão abdominal, náuseas, vómitos, dor abdominal, paragem de emissão de gases e fezes. A radiografia simples do abdómen é frequentemente o primeiro exame e sugere o nível da obstrução.

IMG 0887 180x180 - Fissura Anal

Fissura Anal

A fissura anal é uma fenda linear ou oval, dolorosa, na anoderme distal do canal anal, perpendicular à linha pectínea. Revela-se clinicamente por dor, desencadeada pela defecação e que se pode prolongar por horas, e menos frequentemente por rectorragia, prurido e escorrência anal. A dor anal ou proctalgia, que caracteriza a “síndrome fissurária” é habitualmente severa, descrita como a passagem de vidros ou lâminas de barbear pelo ânus, pelo que o doente teme ou evita a defecação, podendo resultar no endurecimento progressivo das fezes e agravamento do traumatismo defecatório. A rectorragia que acompanha a dor caracteriza-se pela presença de pequena quantidade de sangue vermelho vivo no papel higiénico ou na sanita, embora essas perdas de sangue possam ser pontualmente aparatosas.
A história natural da fissura anal é variável. Na fissura anal aguda, a sintomatologia é intensa mas a evolução para a cura ocorre em cerca de 4 semanas, em 80% dos casos, espontaneamente ou com medidas terapêuticas simples. Nos restantes casos, tem um curso refractário caracterizado por recidivas frequentes, evoluindo para a cronicidade. A definição de fissura anal crónica contempla critérios de ordem cronológica e morfológica. O critério cronológico é algo impreciso, aceitando-se que pelo menos 6 semanas de persistência da fissura deverão ter decorrido. A definição morfológica assenta em bases mais bem definidas, sendo característica a exposição das fibras musculares transversais do esfíncter anal interno no fundo do leito fissurário, os bordos espessados e a presença da “marisca sentinela” ou papila hipertrófica.

Figura41 1 1 180x180 - Hemorragia Digestiva

Hemorragia Digestiva

As causas de hemorragia digestiva têm sido agrupadas em hemorragia digestiva alta (até ao ângulo de Treitz) e hemorragia digestiva baixa (do ângulo de Treitz até ao recto). Para uma mais útil metodologia diagnostica e terapêutica e, sobretudo pelos avanços da endoscopia no intestino delgado, é actualmente aceite uma nova classificação:
—> Hemorragia digestiva alta (HDA) por lesões da boca à papila de Vater.
—> Hemorragia digestiva média (HDM) da papila de Vater à válvula ileocecal.
—> Hemorragia digestiva baixa (HDB) cólon e recto.
Na grande maioria das vezes, diagnostica-se a causa da hemorragia. Em anos recentes tem-se vindo (em vida do doente) a reduzir cada vez mais o grupo das hemorragias de causa não determinada (obscure). Hematemeses, melenas e hematoquézias são as manisfestações habituais (hemorragia digestiva óbvia, declarada, em inglês overt, termo copiado do francês antigo overt=ouvert). Mas bastantes doentes não apresentam (pelo menos na altura em que se consultam ou vão às urgências) qualquer dessas manifestações e, no entanto, têm anemia e sangue oculto nas fezes (SOF) positivo: é a hemorragia oculta. O diagnóstico e terapêutica são os mesmos para os dois grupos; o que difere é o tempo de abordagem, em meio hospitalar ou ambulatório.