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Terapêuticas Orais (Disfunção Eréctil)

São três os fármacos inibidores da 5-fosfodiesterase comercializados: o sildenafil (Viagra), o tadalafil (Cialis) e o vardenafil (Levitra). A 5-fosfodiesterase é uma enzima existente nas fibras musculares lisas do pénis que tem como função anular a acção miorelaxante do GMPc, libertado por acção do óxido nítrico que os estímulos eróticos geram no tecido cavernoso. Este tipo de medicamentos, ao inibir a 5-fosfodiesterase, permite potenciar a acção do GMPc, obtendo melhores erecções.
Qualquer desses medicamentos deve ser tomado cerca de uma hora antes do início da actividade sexual. Os preliminares eróticos devem ser estimulados. A duração do efeito vasoactivo do fármaco dura cerca de 4 a 6 horas e, no caso do tadalafil, mais de 24 horas. Isso não significa que a erecção dure esse tempo, mas sim que, durante esse intervalo de tempo, é mais fácil obter uma erecção. Os estudos clínicos realizados mostram uma eficácia clínica global entre 70-80%. É particularmente eficaz nas situações de insuficiência arterial ligeira ou moderada. Nos casos de insuficiência veno-oclusiva, lesão miocavernosa e lesão neurológica periférica – situação típica da diabetes – a sua eficácia pode ser bastante reduzida, não ultrapassando 30-50%. Os efeitos colaterais mais frequentemente referidos são cefaleias (10-15%), rubor (10-20%) e dispepsia (10%). Muito raramente (2%) podem provocar alteração da percepção da visão das cores e um aumento da sensibilidade à luz. Está absolutamente contra- -indicado a administração deste tipo de medicamentos nos doentes a fazer terapêutica cardíaca com nitratos, sob qualquer forma. São também contra-indicações absolutas a angina instável, o AVC e o enfarte do miocárdio recentes, a retinite pigmentosa e a insuficiência hepática grave.
O único fármaco dopaminomimético para o tratamento da DE é a apomorfina (Uprima).
Surgido em 2000, deixou de estar comercializado em 2004, pelo menos no nosso país.
A estrutura química da apomorfina é similar à da dopamina, uma catecolamina que determina a libertação da prolactina e da hormona do crescimento, e que regula o comportamento emocional e a função eréctil. A apomorfina tem uma acção ao nível dos receptores da dopamina do SNC, estimulando a produção do óxido nítrico nos corpos dos neurónios hipotalâmicos, o que vai fazer activar os neurónios autónomos descendentes, parassimpáticos, que contribuem para o mecanismo da erecção peniana. A eficácia clínica global é de cerca de 60-70%. As doses recomendadas são 2 ou 3 mg, administrados por via sublingual, cerca de quinze minutos antes da actividade sexual. O seu tempo de acção é de cerca de 3 horas. Como efeitos secundários têm sido principalmente referidos náuseas e vómitos.

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Terapêutica Inespecífica (Eczema)

Inclui medidas tais como a eliminação de factores desencadeantes ou agravantes, e as terapêuticas gerais não específicas, em especial a aplicação de hidratantes e emolientes.
Da maior importância é a redução dos factores irritantes locais:
– Vestuário – evitar o contacto com lãs, fibras e outros materiais ásperos directamente com a pele, os quais, por haver diminuição de limiar de prurido, desencadeiam sensação de picada e prurido que conduz à coceira. De igual modo, deverá evitar-se o uso excessivo de agasalho, que possa provocar calor e transpiração.
– A lavagem da pele deve ser feita de modo suave, evitando as lavagens frequentes e prolongadas, a utilização de água muito quente e de produtos de lavagem com sabão, o uso de esponjas, luvas ou métodos abrasivos semelhantes.
– A permanência em ambientes aquecidos com baixo grau de humidade (ar condicionado) agrava a xerose cutânea, com o consequente aumento da irritabilidade cutânea.
—> O stress, a ansiedade e a depressão diminuem o limiar do prurido, pelo que a administração de ansiolíticos poderá ter indicação em situações pontuais. O repouso físico e da pele tem efeito benéfico inegável. Neste inclui-se a utilização de ligaduras, de luvas, meias e outros métodos, tendentes a diminuir a irritação mecânica (pelo atrito ou fricção) a que a pele lesada possa estar submetida.
—> Os hidratantes (contêm substâncias que aumentam o conteúdo em água da epiderme, mediante a fixação desta nas camadas mais superficiais) e os emolientes (contêm substâncias que provocam oclusão, diminuindo deste modo a perda transepidérmica de água) visam corrigir a xerose e a barreira cutânea alterada e devem ser utilizados continuadamente, independentemente da fase evolutiva da dermatose. A sua acção é particularmente eficaz se forem utilizados após o banho.
—> A importância da dieta é polémica. Se na primeira infância podem desempenhar algum papel desencadeante ou agravante do EA, em crianças mais velhas e na idade adulta o seu interesse é negligenciável. Os alimentos mais frequentemente implicados têm sido o leite, clara de ovo, frutos secos, peixe, marisco, trigo, os quais deverão ser evitados nos casos pontuais de evidente agravamento com alimentação.
—> Quanto aos aeroalergénios, em especial os ácaros do pó da casa, a importância é variável, podendo assumir um papel nos EA do adulto, com manifestações predominantes nas áreas expostas – face, membros, decote. A eliminação destes, mediante aspiração conveniente, utilização de coberturas antiácaro para colchões e almofadas e eliminação de alcatifas e tapetes no quarto de dormir, tem provado ser benéfica na evolução do EA em alguns doentes.

shutterstock 65088301 1 180x180 - SII com obstipação (Síndrome do Intestino Irritável)

SII com obstipação (Síndrome do Intestino Irritável)

– Laxantes expansores do volume fecal “Farmacofibras” – as fibras solúveis como o psylium e a ispaghula dissolvem-se na água, formam um gel e são fermentadas no cólon em maior proporção do que as insolúveis. As insolúveis pouco modificam o trânsito intestinal, aumentam a massa fecal e podem agravar os sintomas.
“Osmóticos e goma de guar hidrolisada” – para os doentes que não respondem à suplementação de fibras da dieta e farmacofibras, a administração de agentes osmóticos, tal como o polietilenoglicol 3350 ou sais de magnésio e de fosfato, é considerada segura e bem tolerada, contudo, não contribui para o alívio da dor abdominal. Quando há intolerância a fibras ou outros laxantes, a goma de guar é melhor tolerada.
– Tegaserod “agonistas do receptor da serotonina -5-HT4” (não existe comercializado em Portugal) – os seus efeitos resultam do aumento da secreção intestinal de água e electrólitos tal como da diminuição na resposta nociceptiva à distensão rectal.
– Lubiprostona (não existe comercializado em Portugal) “activador dos canais de cloretos” (C1C-2) – ácido gordo bicíclico actua como activador dos canais de cloretos tipo 2 localizados no pólo apical dos enterócitos, aumentando o fluxo iónico para o lúmen do intestino delgado e, consequentemente, de água, promovendo o aumento da motilidade. Eleva o número de movimentos intestinais espontâneos e pode melhorar o desconforto e a distensão abdominal. Os efeitos secundários mais frequentes são a náusea, diarreia e cefaleia, não havendo relatos de eventos adversos graves. Aprovado desde 2006 pela FDA para o tratamento da obstipação crónica e em 2008 para o SII com obstipação em doentes com idade superior a 18 anos, de ambos os sexos. A dose aprovada é de 8 ug/2xdia, administrado com água e alimentos para reduzir os efeitos secundários.

Dieta das Proteinas 180x180 - Soluções Standard ou Poliméricas

Soluções Standard ou Poliméricas

Contêm proteínas intactas, TG de cadeia longa e muitas vezes fibras. O enriquecimento em fibras solúveis pode ser benéfico para doentes com diarreia ou obstipação (fórmulas gastrintestinais control). A fibra é fermentada por bactérias do cólon em AG de cadeia curta, que são utilizados como fonte calórica pelos colonócitos. A fibra também atrasa o esvaziamento gástrico e a absorção de glicose. No rato foi demonstrado que uma dieta elementar pobre em fibra resulta na diminuição da produção cólica de AG de cadeia curta e na atrofia da mucosa do cólon. As dietas standard podem variar não só no conteúdo de fibra, mas também no enriquecimento em AG Q.3 e na alteração da relação P/G/L – por exemplo: Isosource standard, fibra, protein, energy.


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Dieta 1000kcal 180x180 - ALTERAÇÕES DO ESTILO DE VIDA NA TERAPÊUTICA DA HTA NÃO COMPLICADA

ALTERAÇÕES DO ESTILO DE VIDA NA TERAPÊUTICA DA HTA NÃO COMPLICADA

A maior parte dos estudos sobre a modificação do estilo de vida na HTA não incluíram-salvo raras excepções- modulações de outros FR (fatores de risco), isto é, estudaram a diminuição da ingestão de sal, por exemplo, mas não tiveram em conta a redução concomitante do peso.
Esta abordagem de redução do fator de risco individual pode ser insuficiente na prática clínica, já que o médico deverá empregar um conjunto de intervenções simultâneas sobre vários fatores de risco-com o problema de desconhecermos o verdadeiro impacto desta abordagem (por exemplo são aditivos?)
-Recomendações sobre a composição da dieta na HTA:
Restrição de sal na dieta é recomendada (<2,3 g/dia) quer em indivíduos hipertensos quer normotensos. A suplementação com potássio (40-50 mEq/dia) é benéfica. A suplementação com cálcio não é recomendada. O reforço do teor em fibras (frutos e vegetais) deve ser recomendado (3-4 porções/dia). Recomendações sobre o peso na HTA: Todos os doentes com HTA devem tentar atingir o seu peso ideal. Recomendações sobre o tabagismo na HTA: Pelos seus múltiplos benefícios, a cessação tabágica é mandatória na HTA. Recomendações sobre o exercício físico na HTA: O exercício físico é recomendado na HTA, especialmente se for aeróbico, de moderada intensidade e se não houver contra-indicações (reação hipertensiva, por exemplo).