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asma genetica 180x180 - Asma brônquica

Asma brônquica

A asma brônquica constitui um problema de saúde pública mundial. E uma doença inflamatória crónica das vias aéreas em que estão implicadas múltiplas células e mediadores que contribuem para um aumento da reatividade brônquica e alterações estruturais pulmonares. Estes fenómenos conduzem a episódios recorrentes de pieira, dispneia, opressão torácica e tosse que correspondem, normalmente, a obstrução generalizada, mas variável, do fluxo aéreo pulmonar que é frequentemente reversível, espontaneamente ou através de tratamento.
A conjugação de um terreno genético favorável com fatores ambientais desencadeantes propicia a expressão da doença.

Técnicas Específicas de Tratamento Depurativo Contínuo

Técnicas Específicas de Tratamento Depurativo Contínuo
Tal como apresentado, existem várias técnicas contínuas usadas no tratamento da IRA. Usam os mesmos princípios físicos da HDI para conseguir a remoção de fluidos e solutos, mas são operacionalmente diferentes. As suas características fundamentais são:
—> Fluxo sanguíneo (Qb) baixo (100 a 200 ml/minuto).
—> Fluxo de dialisante baixo (1 a 2 L/hora).
—> Saturação completa da solução dialisante limitando a depuração por difusão.
—> A ultrafiltração contínua resulta em perdas significativas de água plasmática que deve ser reposta – solução de reposição.
—> O balanço hídrico é conseguido variando a taxa de administração do fluido de reposição.
—> O tempo não é um fator limitativo na remoção de fluidos e solutos dado que o procedimento se prolonga por mais de 24 horas ao contrário do que acontece com a HDI.

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Benefícios dos Contraceptivos Orais

Benefícios dos Contraceptivos Orais

— Regularização do ciclo menstrual.
— Diminuição do fluxo menstrual.
— Menor probabilidade de anemia ferropénica.
— Melhoria da dismenorreia.
— Regularização das alterações menstruais da perimenopausa.
— Menor incidência de quistos do ovário.
— Menor incidência de gravidezes ectópicas.
— Diminuição dos fibroadenomas/doença fibroquística mamária.
— Menor incidência de doença inflamatória pélvica.
— Menor incidência de neoplasia do ovário e endométrio.
— Melhoria do acne.
— Benefícios emergentes (efeito benéfico na massa óssea, na neoplasia colorrectal, na artrite reumatóide, no hiperandrogenismo, na endometriose e na redução dos fibromiomas uterinos).

1602SER 180x180 - Que antibiótico escolher - Factores Inerentes ao Local da Infecção

Que antibiótico escolher – Factores Inerentes ao Local da Infecção

A penetração dos fármacos nos tecidos resulta, essencialmente, dum processo de difusão passiva, pelo que depende, desde logo, do fluxo sanguíneo no local da infecção, bem como do gradiente de concentrações de fármaco livre estabelecido entre a corrente sanguínea e o local do foco infecioso e da hidrossolubilidade do fármaco. Por outro lado, a lipossolubilidade correlaciona-se de forma positiva com a capacidade de penetração nas células e através da barreira hematoencefálica (BHE). Estas variáveis influenciam o perfil individual de distribuição dos fármacos nos tecidos e fluidos corporais e são determinantes do sucesso terapêutico. Os abcessos são locais com baixa vascularização, pelo que a sua drenagem cirúrgica deve ser sistematicamente considerada como factor essencial para o sucesso do tratamento anti-infeccioso. A redução do fluxo sanguíneo é, também, um fenómeno determinante da dificuldade de tratamento médico das úlceras infectadas do pé diabético, nas quais a limpeza cirúrgica constitui um elemento fundamental do tratamento.
A presença de material prostético providencia um terreno particularmente propício à colonização bacteriana, ao influenciar negativamente a efectividade local da resposta inflamatória do hospedeiro e proporcionar a organização das bactérias em biofilmes.
Esta forma particular de organização das colónias bacterianas cria um ambiente propício à sua multiplicação, protegida da agressão dos antimicrobianos, e é reconhecido, hoje em dia, como um mecanismo específico relevante de resistência bacteriana. Estas estruturas estão descritas em associação com uma grande variedade de dispositivos médicos (cateteres vasculares e urinários, dispositivos intracardíacos permanentes, próteses ortopédicas, vasculares e valvulares) e podem ser formadas por diversos patogénios relevantes (S. aureus, E. coli, K. pneumoniae, P. aeruginosa e Cândida albicans), estando em estudo a validade de estratégias destinadas a tentar reduzir a sua constituição. As vegetações cardíacas constituem outro meio em que a penetração da maioria dos antibióticos é deficiente, impondo a necessidade de tratamentos farmacológicos prolongados e a consideração periódica da necessidade de tratamento cirúrgico. Por outro lado, a taxa de ligação às proteínas séricas é determinante na concentração de fármaco livre para a fase de distribuição, pelo que as características farmacocinéticas de cada fármaco quanto a este aspecto particular podem ser relevantes para o sucesso terapêutico. A maioria dos P-lactâmicos atinge concentrações elevadas nas células do alvéolo pulmonar e nas secreções respiratórias, tal como acontece com os macrólidos, com as FQ e com o linezolide.
No entanto, a distribuição neste meio não é tão boa para a vancomicina e é, mesmo, deficiente para os aminoglicósidos, embora pareça que a sua utilização em dose única diária se pode revelar vantajosa também quanto a este aspecto fl3]. Do mesmo modo, os macrólidos, a vancomicina e os aminoglicósidos têm uma escassa penetração através da BHE, mesmo na presença de inflamação, sendo a penetração da vancomicina ainda diminuída com a administração concomitante de dexametasona. Já a penetração através da BHE da penicilina, do cotrimoxazol, da rifampicina, da ceftriaxona, do meropeneme, da ampicilina, do cloranfenicol, do metronidazol, das quinolonas e do linezolide é bastante boa e compatível com a obtenção de concentrações suficientes para o tratamento das infecções bacterianas do SNC. As infecções por agentes intracelulares, entre as quais se distinguem os causadores da “pneumonia atípica” (Chlamydophila spp. Legionella pneumoniae, Coxiella burnetti, Mycoplasma pneumoniae), o Mycobacterium tuberculosis e as brucelas, impõem a escolha de fármacos com boa penetração intracelular, como as tetraciclinas, as quinolonas e os macrólidos e, no caso da tuberculose (TB), a generalidade dos antibacilares de 1.ª linha. Por outro lado, as concentrações séricas obtidas pela azitromicina podem ser insuficientes para o tratamento de situações bacteriémicas, pelo que é prudente não utilizar este fármaco isoladamente nos casos com bacteriemia confirmada ou fortemente suspeita incluindo na PAC.

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Antes da primeira hemorragia (Hemorragia Digestiva)

Todos os doentes com cirrose devem fazer EDA para despiste de varizes esofágicas; se não têm, devem repetir a EDA de 2/2 anos. Em 25% dos doentes que já têm, as varizes vão sangrar no espaço de 2 anos; a probabilidade aumenta muito quando as varizes são grandes e nos doentes Child B ou C. Assim, está recomendada a prevenção primária desde que uma das varizes tenha >5 mm.
A distorção da arquitectura na cirrose é o factor principal do aumento da resistência vascular ao fluxo sanguíneo no fígado; mas não o único, quase 30% dessa “resistência” é determinada pela circulação hiperdinâmica do cirrótico e consequente aumento do fluxo arterial mesentérico; um p-bloquente não selectivo reduz o fluxo portal por diminuição do débito cardíaco (P-l) e por vasoconstrição adrenérgica esplâncnica.

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HDVVC (Hemodiálise Venovenosa Contínua)

É uma técnica difusiva. O circuito extracorporal adotado tem um desenho VV. A depuração depende do fluxo de dialisante através do dialisador. Coexiste uma ultrafiltração modesta que permite equilibrar o balanço hídrico diário.

est1 180x180 - HDAVC (Hemodiálise Arteriovenosa Contínua)

HDAVC (Hemodiálise Arteriovenosa Contínua)

É uma técnica difusiva. O circuito extracorporal adotado tem um desenho AV. A depuração depende do fluxo de dialisante através do dialisador. Coexiste uma ultrafiltração modesta que permite equilibrar o balanço hídrico diário.

imagen 20071101213513 180x180 - Relação inspiração:expiração (I:E) (Programação do Ventilador)

Relação inspiração:expiração (I:E) (Programação do Ventilador)

Relação inspiração:expiração (I:E) – a relação entre a parte do ciclo dedicada à inspiração e a parte do ciclo dedicada à expiração é normalmente de 1:2 (ou seja o tempo expiratório leva o dobro do tempo do que o tempo inspiratório). Nos doentes com patologias associadas a uma limitação do fluxo expiratório (por exemplo, bronquite crónica ou asma brônquica), este tempo é ainda mais elevado (relação 1:3 ou mesmo 1:4). No doente crítico, a diminuição desta relação (para 1:1 ou mesmo 2:1) é uma tática que pode ser utilizada para melhorar a oxigenação (dado aumentar a pressão média das vias aéreas) em situações de baixa compliance. Pode, no entanto, levar ao aparecimento de auto-PEEP ou a uma diminuição importante do débito cardíaco, pelo que estes devem ser sempre monitorizados.
O tempo inspiratório pode ser reduzido aumentando o fluxo inspiratório ou diminuindo o volume corrente. O tempo expiratório pode ser aumentado diminuindo a frequência do ventilador.

Métodos Indiretos (Não Invasivos)

Existem várias técnicas não invasivas para a determinação da PA, algumas já capazes de determinar a PA batimento a batimento, como é a digito-pletismografia.
A técnica mais conhecida e generalizada é a que recorre à utilização do esfigmomanómetro, sendo o método mais utilizado o descrito por Korotkoff.
A medição da PA com este aparelho pode ser feita pelo método palpatório, que dá apenas uma estimativa da PA sistólica, ou pelo método auscultatório. Pode ser medida em vários locais, sendo habitualmente utilizado o braço, sobre a artéria braquial. O reservatório pneumático é insuflado e depois gradualmente desinsuflado com o estetoscópio colocado sobre a artéria braquial. A medida que a pressão diminui, ouvem-se os sons de Korotkoff, que aparecem quando a artéria deixa de estar colapsada. Os primeiros sons a serem detectados (fase 1) indicam o pico da pressão sistólica. As fases 2 e 3 são o resultado do fluxo turbulento do sangue através de uma artéria parcialmente ocluída. A fase 4 ocorre quando os sons ficam mais suaves e ténues e a fase 5 quando desaparecem.
Habitualmente, as fases 4 e 5, que são medidas indirectas da PA diastólica, fornecem leituras 5 a 10 mmHg superiores às obtidas com os métodos invasivos.
Na medição da PA com o esfigmomanómetro, há um aspecto muito negligenciado, que é a dimensão da manga de pressão em relação ao perímetro do braço do doente. As leituras são tanto mais corretas quanto mais uniforme for o colapso da artéria. Para se obter uma leitura fiável da PA, o reservatório pneumático deve ter pelo menos 80% do perímetro do braço e a largura deve ser pelo menos 40%. A utilização de uma manga de pressão muito pequena conduz a leituras da PA falsamente elevadas.
Hoje em dia a medição não invasiva da PA é feita mais frequentemente com métodos oscilométricos denominados NIBP (non-invasive blood pressure), em tudo idênticos ao
método anteriormente descrito. Contudo a determinação da PA é feita durante a desinsuflação por deteção das oscilações de pressão da manga induzidas pela pulsação, isto é, por pletismografia. Este sinal é depois convertido numa leitura de PA. Apesar do seu uso estar generalizado, a sua precisão, em comparação com os métodos invasivos, é muito baixa. Habitualmente, as leituras do NIBP são inferiores às obtidas numa linha arterial.
Este aspecto é particularmente relevante nos doentes em choque, com baixo débito, nos quais os sons de Korotkoff estão tão diminuídos que a avaliação da PA é subestimada ou mesmo não mensurável. Nestas circunstâncias a diferença entre a determinação directa (invasiva) e a indirecta pode ultrapassar os 30 mmHg. Por isso, os doentes em choque, em particular se estiverem sobre o efeito de fármacos vasopressores, devem ter monitorização invasiva da PA, isto é, devem ter uma linha arterial.

Aparelho de hemodinamica 180x180 - Monitorização Hemodinâmica

Monitorização Hemodinâmica

A hemodinâmica estuda o movimento e a pressão do sangue no coração e nas circulações pulmonar e sistémica, nomeadamente o seu fluxo (ou débito) nos diversos territórios bem assim como a pressão exercida nos vasos.
De todos os parâmetros mensuráveis, a pressão arterial (PA) é o mais importante, pois é o determinante da perfusão orgânica e logo da nutrição e oxigenação tecidular.