Artigos

acne 180x180 - Acne

Acne

A acne resulta da inflamação dos folículos pilosos e glândulas sebáceas, com retenção de sebo, evoluindo por surtos, sob influência hormonal. É geneticamente determinada, tem maior incidência na juventude e na sua etiopatogenia estão implicados quatro factores principais:
-> Hiperplasia sebácea com consequente seborreia, por acção de estímulos androgénicos sobre as glândulas sebáceas, entendendo-se como importante o efeito no órgão alvo e não especificamente os níveis circulantes de hormonas.
—> Hiperqueratose do infundíbulo piloso, a qual condiciona o encerramento folicular.
—> Colonização bacteriana pelo Propionibacterium acnes e Staphylococcus albus, com consequente inflamação folicular (directamente por acção bacteriana ou resultante da capacidade irritante dos ácidos gordos libertados pelo microrganismo).
—> Reacção inflamatória/imunitária, com libertação de vários mediadores da inflamação.
Sendo a clínica da acne sobejamente conhecida, não nos debruçaremos sobre a mesma.

vitiligo after henna use1 180x180 - Tratamento (Vitiligo)

Tratamento (Vitiligo)

A procura de tratamento por parte dos doentes é geralmente motivada por preocupações estéticas, embora nalguns casos seja feita pela ocorrência de queimaduras solares nas áreas amelanóticas. Em muitos casos o doente pode ser somente aconselhado a fazer a protecção solar e a camuflagem das lesões das áreas expostas, estando os tratamentos activos indicados sobretudo nos doentes com desfiguramento cosmético e com repercussões psicológicas. Deve-se também ter em consideração que, particularmente nos doentes com fototipos V e VI (mais pigmentados), o vitiligo pode ser bastante desfigurante e que, nalgumas culturas, estes doentes podem ser alvo de discriminação.
As áreas que respondem melhor são a face e o tronco. São os melanócitos que persistem no epitélio folicular que se movem para repovoar a pele envolvida. Pelo contrário, as extremidades, em especial as mãos, respondem habitualmente mal aos tratamentos.
O método terapêutico deve levar em consideração a idade do doente, as áreas envolvidas e a extensão da doença.
—> Protecção solar e camuflagem – recomenda-se a aplicação de protectores solares com índice de protecção igual ou superior a 15 sobre as lesões localizadas em áreas fotoexpostas, de forma a prevenir as queimaduras solares e a minimizar as alterações actínicas crónicas. A pele circundante deve também ser protegida, no sentido de diminuir o contraste entre a pele afectada e a normalmente pigmentada. Existem protectores solares com cor, que podem ser úteis na camuflagem do vitiligo. A camuflagem pode ser feita, também, com cosméticos contendo corantes de anilina e com os chamados “autobronzeadores” (bronzeadores sem Sol), mas tendo em atenção que estes não conferem protecção solar.
– Corticoterapia tópica – os corticosteróides tópicos podem ser eficazes na repigmentação de lesões em fase inicial e em formas de vitiligo localizado ou segmentar, particularmente nas crianças. Devem-se utilizar corticosteróides potentes, 1xdia, e durante um período máximo de 1 mês, que podem ser repetidos. Os efeitos acessórios da corticoterapia tópica, em especial a atrofia cutânea, limitam a sua utilização, nomeadamente na face, nas pálpebras e nas áreas intertriginosas, pelo que, nestas áreas devem ser escolhidos corticosteróides menos potentes.
– Inibidores da calcineurina (ver “Eczema Atópico”) – o tacrolimus e o pimecrolimus têm mostrado alguma acção repigmentante, sobretudo ao nível da face. Têm a vantagem sobre os corticosteróides de não provocarem atrofia cutânea e de poderem ser utilizados por períodos mais prolongados. A associação (aplicação alternada) com os corticosteróides parece ter efeito superior, bem como a associação com a fototerapia.
– Fototerapia – a fototerapia pode ser feita em diversos esquemas: fotoquimioterapia (PUVA) oral ou tópica, fototerapia com UVB de banda estreita (ver psoríase) ou laser de excímero de 308 nm. A fotoquimioterapia oral ou com UVB é reservada para vitiligos extensos, enquanto nas formas relativamente limitadas é preferível a utilização da fotoquimioterapia tópica ou o laser de excímero.
O êxito terapêutico com qualquer uma destas modalidades é muito variável, exige períodos prolongados de tratamento (meses) e só é possível em serviços com disponibilidade de equipamento para tal.

3027318089 911be1206c b 180x180 - Furúnculo

Furúnculo

É uma infecção aguda, geralmente necrótica, do folículo piloso, em que todo o epitélio folicular é atingido. O agente etiológico mais frequente é o Staphylococcus aureus.
Embora possam estar associados a diabetes, má-nutrição, obesidade e síndrome de imunodeficiência adquirida, sobretudo nas formas recorrentes, na sua grande maioria ocorrem esporadicamente em indivíduos sãos. Também se verifica, com frequência, em atletas (por exemplo, nos ciclistas) em consequência da sudação intensa e atrito repetido.
Podem surgir em qualquer área corporal pilosa, sendo a área da barba, pescoço, braços, nádegas e região anogenital particularmente afectadas.
Clinicamente caracteriza-se por aparecimento de nódulo eritematoso, doloroso, inflamatório, perifolicular; alguns dias depois surge massa necrótica e purulenta, com flutuação, cuja ruptura dá saída a rolhão de tecido necrosado. Pontualmente, pode reabsorver DE forma espontânea ou se a terapêutica for iniciada muito precocemente.

PhotoHandler 180x180 - Factores de Prognóstico (Carcinoma Tiroideu)

Factores de Prognóstico (Carcinoma Tiroideu)

– Idade do doente – acima dos 45 anos a recorrência do tumor ocorre mais cedo e o tempo entre recorrência e morte é menor.
– Tamanho inicial do tumor (no carcinoma papilar).
– Extensão extracapsular e metástases ganglionares (principalmente se grandes, múltiplas ou bilaterais).
– Metástases a distância (associadas a uma mortalidade 35-45% aos 5 anos e 70% aos 15 anos).
– Carcinoma papilar, variante de células altas ou colunares com pior prognóstico.
– Carcinoma folicular com invasão extensa ou variante de células de Hurthle com pior prognóstico.
– Diferenciação e aneuploidia.
– Ressecção cirúrgica incompleta.
– Utilização ou não de terapêutica de 131I.
– Tg elevada após cirurgia.

tireoide 180x180 - Tiroidite de Hashimoto ou Tiroidite Crónica

Tiroidite de Hashimoto ou Tiroidite Crónica

Em 1912, um médico japonês descreveu quatro mulheres com bócio em que a tiroideia parecia ter-se transformado num tecido linfóide e, mais de 40 anos depois, foram descritos anticorpos antitiroideus em doentes com esse tipo de doença.
Assim, verifica-se a existência de um infiltrado inflamatório intratiroideu com ou sem destruição dos folículos com um aspecto clínico que vai desde hipertiroidismo até hipotiroidismo.
Assim, por esta definição, engloba-se tanto a tiroidite de Hashimoto como a doença de Graves.
No caso de destruição folicular, pode ocorrer uma diminuição da síntese das hormonas tiroideias, elevação da TSH e eventualmente bócio.