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acne 180x180 - Acne

Acne

A acne resulta da inflamação dos folículos pilosos e glândulas sebáceas, com retenção de sebo, evoluindo por surtos, sob influência hormonal. É geneticamente determinada, tem maior incidência na juventude e na sua etiopatogenia estão implicados quatro factores principais:
-> Hiperplasia sebácea com consequente seborreia, por acção de estímulos androgénicos sobre as glândulas sebáceas, entendendo-se como importante o efeito no órgão alvo e não especificamente os níveis circulantes de hormonas.
—> Hiperqueratose do infundíbulo piloso, a qual condiciona o encerramento folicular.
—> Colonização bacteriana pelo Propionibacterium acnes e Staphylococcus albus, com consequente inflamação folicular (directamente por acção bacteriana ou resultante da capacidade irritante dos ácidos gordos libertados pelo microrganismo).
—> Reacção inflamatória/imunitária, com libertação de vários mediadores da inflamação.
Sendo a clínica da acne sobejamente conhecida, não nos debruçaremos sobre a mesma.

alopecia androgenetica femminile 180x180 - Alopecia Androgenética

Alopecia Androgenética

A alopecia androgenética (AAG) resulta de sensibilidade particular dos folículos pilosos, de determinadas áreas do couro cabeludo, aos androgénios, sensibilidade esta que é geneticamente determinada e que é inerente às próprias células da matriz dos folículos pilosos. Sob a acção androgénica, estes folículos vão-se miniaturizando progressivamente e produzindo cabelos cada vez mais curtos, finos e menos pigmentados. Corresponde a um processo fisiológico tanto no homem como na mulher, embora nesta última possa ser secundária a um distúrbio hormonal. A frequência é variável segundo as raças, mas é rara na mongólica, pouco frequente na congóide e relativamente frequente na caucasiana. Nesta última afecta cerca de 50% dos homens e cerca de 40% das mulheres a partir da quinta década de vida.
A dihidrotestosterona (DHT) é o androgénio que maior influência tem nesta alopecia, sendo sintetizado localmente nos folículos a partir da testosterona pela actividade da enzima 5-alfa reductase. Embora a apresentação clínica e as potenciais influências sistémicas sejam diferentes no homem e na mulher, os mecanismos celulares subjacentes são pressupostamente os mesmos.
O diagnóstico é baseado na história e no exame clínico. A biopsia cutânea é característica, mas muito raramente necessária. O tricograma e o controlo fotográfico são úteis na avaliação da progressão da alopecia e do respectivo tratamento.

3b984dc3 e7ab 4b4b 80a3 5a06dc021770 04 180x180 - Tratamento (Alopecia Areata)

Tratamento (Alopecia Areata)

Os tratamentos disponíveis podem ajudar os cabelos e os pêlos a crescer. Não existe, contudo, evidência suficiente que a terapêutica interfira decisivamente na evolução natural da doença. A maioria dos tratamentos pretende suprimir o processo imunológico de base quando a doença está em actividade. Nos doentes com formas crónicas ou recorrentes, poderá ser necessário tratamento a longo prazo para manter um crescimento capilar cosmeticamente adequado, mas a segurança da terapêutica tem sempre que ser bem ponderada. Para além desta, outros factores devem ser levados em consideração na escolha do tratamento, nomeadamente a idade, a extensão da alopecia, o estado de saúde geral e a motivação do doente. A eficácia das terapêuticas disponíveis é variável, pelo que é indispensável ser discutida com o doente. A extensão da alopecia, a duração até ao início do tratamento, bem como a presença de alterações ungueais, são factores de mau prognóstico. Na pelada mais habitual, única e de dimensões reduzidas, a tendência para a cura espontânea é a regra (ao fim de 3-4 meses), pelo que a abstenção terapêutica poderá ser uma decisão acertada.
—> Corticoterapia intralesional – os corticosteróides intralesionais utilizados são o acetonido de triancinolona, o fosfato dissódico associado ao propionato de betametasona ou a metilprednisolona. As injecções repetidas todas as 4 a 6 semanas são bem toleradas pelos adultos, mas menos bem pelas crianças, pela dor associada. Esta pode ser parcialmente ultrapassada pela utilização de aparelho dermo-injector, quando disponível. Como efeito secundário é de referir a atrofia cutânea local, em regra transitória. Os corticosteróides têm, provavelmente, uma acção imunomoduladora, embora um efeito mais directo no folículo piloso não possa ser excluído. Se, após a 2.ª série de injecções, não se observar resposta, deverá associar-se terapêutica tópica.
—> Minoxidil – a solução tópica de minoxidil a 5% deve ser aplicada 2xdia, sendo habitual o início de crescimento de pêlos terminais ao fim de 2 a 3 meses de tratamento e a resposta máxima ao fim de um ano de tratamento. O mecanismo de acção do minoxidil na alopecia areata não é claro, pensando-se que possa ter um efeito estimulatório ou mesmo imunomodulador a nível dos folículos.
– Corticoterapia tópica – consiste na aplicação, 2xdia, de creme de dipropionato de betametasona ou de outro corticóide potente, sendo que o tratamento de todo o couro cabeludo parece ser mais eficaz do que o tratamento apenas das peladas, particularmente se a alopecia se encontra em fase activa. Os efeitos secundários possíveis decorrentes da aplicação prolongada dos corticosteróides são as foliculites locais e o aparecimento de lesões acneiformes na face.

tireoide 180x180 - Tiroidite de Hashimoto ou Tiroidite Crónica

Tiroidite de Hashimoto ou Tiroidite Crónica

Em 1912, um médico japonês descreveu quatro mulheres com bócio em que a tiroideia parecia ter-se transformado num tecido linfóide e, mais de 40 anos depois, foram descritos anticorpos antitiroideus em doentes com esse tipo de doença.
Assim, verifica-se a existência de um infiltrado inflamatório intratiroideu com ou sem destruição dos folículos com um aspecto clínico que vai desde hipertiroidismo até hipotiroidismo.
Assim, por esta definição, engloba-se tanto a tiroidite de Hashimoto como a doença de Graves.
No caso de destruição folicular, pode ocorrer uma diminuição da síntese das hormonas tiroideias, elevação da TSH e eventualmente bócio.

IMG 4474 180x180 - Diagnóstico Diferencial (Supurações Anais)

Diagnóstico Diferencial (Supurações Anais)

—> Quisto de inclusão epidérmico pré-sagrado infectado.
—> Hidradenite supurativa (afecção crónica supurativa das glândulas apócrinas).
—> Doença pilonodal (é uma doença comum da pele da fenda glútea, mais frequente nos homens jovens; envolve a infecção de folículos pilosos).
—> Abcesso das glândulas de Bartholin.