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dsc 4749 180x180 - Tratamento (Oclusão Arterial)

Tratamento (Oclusão Arterial)

– A dilatação dos vasos retinianos pela inalação de dióxido de carbono pode ser tentada.
Esta medida permite que a oclusão se desloque para um vaso mais periférico e, assim, se reduza a área da retina afectada.
– A anticoagulação pode impedir a formação de novos coágulos. As hemorragias intra-oculares podem reabsorver e a visão pode melhorar.
-A redução farmacológica da pressão intraocular ou mecânica (punção da câmara anterior para remoção de humor aquoso) pode permitir reverter a oclusão vascular.

Fotos da maquina 07062010 027 180x180 - Doença Óssea de Paget

Doença Óssea de Paget

A doença óssea de Paget, também conhecida por Osteitis Defiormans, é uma alteração metabólica focal do esqueleto caracterizada por aumento da reabsorção e da formação óssea, respetivamente pelos osteoclastos e osteoblastos. O osso resultante desta acelerada destruição e produção de matriz tem uma arquitectura desorganizada com formação de um padrão de mosaico em substituição da normal estrutura lamelar.
Consequentemente o osso fica fraco, adquire uma estrutura mais alargada com aumento do fluxo sanguíneo local e do tecido fibroso na medula óssea adjacente.
A doença é monostótica em 20% dos casos, quando envolve apienas um osso, ou poliostótica em 80% dos casos, se há mais de um osso afetado.
Habitualmente é uma doença assintomática, daí que a sua incidência seja difícil de determinar. Esta rondará os 3 a 3,7% em doentes com idade superior a 55 anos, aumenta com a idade e é igual no homem e na mulher. A sua prevalência parece ser superior na Europa e América do Norte.
A etiologia da doença é desconhecida, mas factores genéticos e/ou infecciosos, nomeadamente os vírus da família Paramixaea podem estar implicados.
Como já foi mencionado, a doença pode ser assintomática (maioria dos casos), mas a clínica pode variar de acordo com a extensão, o local do envolvimento ósseo e a relação do osso pagético com as estruturas adjacentes. As regiões mais afectadas são a cintura pélvica, coluna vertebral, extremidades dos ossos longos e crânio.
As manifestações clínicas mais comuns são a dor e a deformidade óssea, o calor nas áreas afectadas e as fracturas espontâneas. Podem ocorrer tamibém alterações neurológicas resultantes da compressão nervosa, doença cardíaca (insuficiência cardíaca) e pode, em menos de 1% dos casos, evoluir para tumor ósseo – sarcoma.
A doença é caracterizada por uma fase lítica, destrutiva, uma fase mista (lítica e blástica, em que a primeira é parcialmente compensada pela formação óssea), e uma fase esclerótica, (tardia no processo evolutivo da patologia, formando osso desorganizado). As três fases podem estar simultaneamente presentes no mesmo indivíduo.
Em termos de alterações radiológicas, isto pode traduzir-se por áreas radiolucentes transversas, osteoporose localizada, alargamento dos ossos, lesões líticas expansivas e córtex espessado.

429 180x180 - Ranelato de estrôncio (Osteoporose)

Ranelato de estrôncio (Osteoporose)

O ranelato de estrôncio é um fámaco com duplo mecanismo de acção, que in vitro estimula a formação e inibe a reabsorção óssea. Demonstrou eficácia no aumento da massa óssea e na redução do risco de fracturas vertebrais, não vertebrais e da anca.
O ranelato de estrôncio é utilizado na dose diária de 2 g, na forma de granulado para dissolver em água. A sua administração deve estar afastada em pelo menos 2 horas da toma de qualquer alimento, pelo que se recomenda a sua toma ao deitar.

Originaler Finkelstein Test 180x180 - Dedo em Gatilho ou Tenossinovite Nodular Estenosante

Dedo em Gatilho ou Tenossinovite Nodular Estenosante

É um processo inflamatório da bainha sinovial do tendão flexor profundo do dedo com formação de nódulos tendinosos palpáveis, resultantes de hiperplasia estenosante da bainha sinovial, geralmente resultante de microtraumatismos repetidos. Afeta principalmente o 1.°, 3.° e 4.° dedos da mão.
É mais frequente em mulheres depois dos 40 anos, na diabetes e na artrite reumatoide.
O doente pode referir dor e sensação do dedo ficar bloqueado em flexão. A dor localiza-se habitualmente na articulação IFP (interfalângica proximal) dos dedos ou IF (interfalângica) do 1.° dedo. Por vezes existe um nódulo doloroso na região distal da palma da mão, ao nível da comissura de flexão distal.
O exame objetivo revela um nódulo doloroso palpável na palma da mão ao nível da comissura de flexão distai, sobreposto à articulação MCF (metacarpofalângica). O nódulo pode deslizar e o dedo pode bloquear durante a flexão e extensão do dedo afetado.
Geralmente o bloqueio é doloroso na IFP aquando da passagem da posição de flexão para a de extensão. Pode haver tumefacção fusiforme do dedo.

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Patologia (Sarcoidose)

O resultado ao nível dos órgãos envolvidos é a formação de granulomas não caseosos (não necrotizantes), constituídos por células epitelióides e células gigantes multinucleadas, circundadas por linfócitos e plasmócitos ativados. Dada a semelhança destas alterações com as doenças provocadas por micobactérias e fungos, é essencial a sua exclusão.

Sodium Cyclamate NF13 CP95  180x180 - Magnésio

Magnésio

Admite-se que a formação de um complexo entre o oxalato e o magnésio levaria à redução da super-saturação da urina em oxalato de cálcio. Por outro lado, o pH urinário e o citrato urinário aumentam com a administração de magnésio. Igualmente o magnésio tem um efeito inibidor sobre o crescimento dos cristais de fosfato de cálcio.
Estes dados levaram-no a ser indicado no tratamento da litíase cálcica com ou sem hipomagnesiúria. Os efeitos secundários são a diarreia, as alterações do sistema nervoso, a insónia e as paresias. A excreção do cálcio aumenta igualmente. A adesão ao tratamento nos ensaios existentes foi boa. Tendo em conta os ensaios em duplo anonimato, quando comparado com o placebo. Quando se usou o magnésio com o citrato de potássio, os resultados aos 3 anos mostraram uma diminuição da recorrência.
Em resumo, os sais de magnésio sozinhos, isto é, não contendo citrato, necessitam de ser mais investigadores clinicamente para se defender o seu uso solidamente no tratamento da litíase cálcica recorrente.
Nos doentes com litíase úrica, o achado de hipomagnesiúria é frequente. A sua administração oral pode ser um fator favorável para a prevenção da formação de cálculos de ácido úrico, ou até mesmo de oxalato, nestes doentes.
A manutenção de níveis altos de magnésio na urina pode contribuir para o efeito inibidor deste sobre a cristalização, e sinergicamente potenciar o efeito benéfico do aumento do citrato.

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Mecanismos das arritmias

De uma forma geral, os mecanismos responsáveis pelas arritmias são divididos em alterações da formação do impulso, da condução do impulso ou em que coexistem ambos os mecanismos.
As alterações da formação do impulso podem ser devidas a alteração do automatismo ou por atividade desencadeada (triggered) pela presença de pós-potenciais. Exemplos de alteração do automatismo incluem a taquicardia sinusal e os ritmos idioventriculares acelarados. Exemplos de atividade triggered constituem os pós-potenciais precoces da síndrome do QT longo e os pós-potenciais tardios provocados pelos digitálicos.
As alterações da condução do impulso implicam a existência de um bloqueio na condução do estímulo elétrico, anatómico ou funcional, uni ou bidireccional, podendo dar origem a fenómenos de reentrada. Exemplo de perturbações da condução do impulso são o bloqueio sino-auricular, o BAV ou de ramo e com fenómenos de reentrada, a taquicardia ventricular no pós-enfarte do miocárdio e o flutter auricular.