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Tratamentos Emergentes (Síndrome do Intestino Irritável)

Uma melhor compreensão dos neurotransmissores das hormonas mediadoras da motilidade e sensibilidade tem levado a novas fórmulas terapêuticas. Dos componentes actualmente em investigação ressaltam os antagonistas dos receptores da colecistoquinina-A, da neurokinina 1 e 3, muscarínico M3, e dos agonistas dos receptores opióides K e alfa-2-adrenérgicos. O renzapride actua sobre receptores da serotonina. Estas novas substâncias podem reduzir a sensibilidade ou a motilidade intestinal.

Atualizados recentemente1 180x180 - Fórmulas Imunomoduladoras

Fórmulas Imunomoduladoras

Trata-se de fórmulas entéricas que incluem um ou mais ditos imunoestimulantes, tal como arginina, glutamina, Q.3 ou nucleósidos. Uma meta-análise comparando imunonutrição com produtos standard concluiu não haver inequívoco efeito na morbilidade (complicações infeciosas, duração de estadia na UCI e duração de ventilação mecânica) ou mortalidade, embora no grupo de doentes submetidos a cirurgia eletiva pareça haver redução de complicações infeciosas e duração de estadia na UCI. Há, por exemplo, suplementação isolada de L-arginina sob a forma de pó (Arginaid) que se mistura na alimentação oral em curso.
—> Glutamina – trata-se de um aminoácido não essencial e a sua depleção leva a atrofia intestinal, ulceração e necrose mucosa. Tal predispõe a translocação bacteriana aumentada e sépsis no rato, embora a evidência deste acontecimento na clínica humana seja muito escassa. Num estudo realizado com doentes queimados a suplementação de 0,5 g/kg/dia foi benéfica.
—> AG Q3 – preconiza-se uma relação Q3/Q6 de 1:4, mas em doentes com situações inflamatórias severas é preconizado por alguns uma relação mais baixa à custa de suplementação de Q3. Em três estudos controlados com doentes com ARDS foi demonstrado que a suplementação com Q3 melhorava as trocas gasosas, diminuía o número de dias sob ventilação mecânica e de estadia na UCI, embora não tivesse qualquer efeito na mortalidade. Por exemplo: Impact, enriquecido em L-arginina, RNA e Q3.

Dieta das Proteinas 180x180 - Soluções Standard ou Poliméricas

Soluções Standard ou Poliméricas

Contêm proteínas intactas, TG de cadeia longa e muitas vezes fibras. O enriquecimento em fibras solúveis pode ser benéfico para doentes com diarreia ou obstipação (fórmulas gastrintestinais control). A fibra é fermentada por bactérias do cólon em AG de cadeia curta, que são utilizados como fonte calórica pelos colonócitos. A fibra também atrasa o esvaziamento gástrico e a absorção de glicose. No rato foi demonstrado que uma dieta elementar pobre em fibra resulta na diminuição da produção cólica de AG de cadeia curta e na atrofia da mucosa do cólon. As dietas standard podem variar não só no conteúdo de fibra, mas também no enriquecimento em AG Q.3 e na alteração da relação P/G/L – por exemplo: Isosource standard, fibra, protein, energy.

dieta da sonda 180x180 - Fórmulas Equilibradas Para Alimentação Por Sonda

Fórmulas Equilibradas Para Alimentação Por Sonda

Há quatro categorias de soluções comerciais: standard, elementares/semi-elementares, específicas e imunomoduladoras.
Algumas das características a considerar nas soluções alimentares: sem resíduos; relação calorias não proteicas/g de azoto (N) (cada g N = g proteínas/6,25); conteúdo calórico: 1-2 Kcal/ml; osmolalidade: proteínas intactas e polissacáridos complexos fornecem uma quantidade considerável de calorias com baixa osmolalidade, enquanto aminoácidos e monossacáridos têm osmolalidade elevada para o mesmo número de calorias. As fórmulas isotónicas têm osmolalidade cerca de 300 mOsm/L, enquanto soluções hipertónicas têm cerca de 400 mOsm/L, e podem causar distensão abdominal, atrasar o esvaziamento gástrico e originar diarreia porque estimulam a secreção intestinal.

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Classificação (Tensão Arterial)

A classificação que adaptamos estratifica os valores de tensão arterial em sete.
Esta classificação permite visualizar um panorama do tipo de doente que temos de tratar mas valerá a pena alertar para alguns pormenores conceptuais práticos:
– Existe uma relação contínua entre os níveis tensionais e o risco CV, que se verifica mesmo em valores inferiores aos considerados normais.
– A necessidade de tratamento da HTA deve ser baseada no risco global que o doente apresenta, isto é, deve-se estratificar o risco individual do paciente utilizando as fórmulas do EuroScore ou de Framingham (por exemplo) e só depois decidir tratar ou não.
– Se um doente apresentar tensões arteriais sistólica e diastólica que caem em categorias diferentes, dever-se-á ter em conta o valor mais elevado.
– A hipertensão sistólica isolada pode ser classificada nos mesmos três graus, de acordo com os valores sistólicos, mas se aquela se associar a uma tensão arterial diastólica normal ou baixa, o risco é mais elevado.