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Terapêutica (Osteoporose)

O objetivo da terapêutica da OP é a prevenção das fraturas de fragilidade e das suas consequências.
Para a decisão terapêutica, devem ser ponderados para além do risco fraturado do doente, a eficácia dos fármacos (principalmente a redução de risco) e os seus efeitos acessórios. O risco absoluto, expresso pela probabilidade de fratura a 10 anos e determinado pelo FRAX® deve ser utilizado para a decisão. No entanto, o valor a partir do qual se considera justificada a intervenção terapêutica depende também de decisões de política de saúde, e no nosso país ainda não está determinado. Apesar disso é fundamental ponderar, em cada doente, os fatores de risco que compõem o FRAX® antes de tomar a decisão terapêutica.
As recomendações da SPR/SPODOM consideram que:
Os indivíduos que apresentem uma história de fratura de fragilidade (mesmo que a DEXA revele apenas osteopenia) ou a quem, em densitometria criteriosamente solicitada, tenha sido detetado um índice T inferior a -2,5 desvios-padrão, têm indicação para fazer tratamento da OP.
—» A osteopenia sem fractura, mas com factores de risco importantes, pode justificar uma actuação farmacológica idêntica à do tratamento da OP.
—> A osteopenia isolada, em indivíduos sem factores de risco para OP, não justifica terapêutica farmacológica.
Os RCT (ensaios randomizados e controlados) dos fármacos actualmente existentes para tratamento da OP demonstraram que todos eles têm capacidade para aumentar a DMO de forma significativa quando comparados com placebo. A eficácia demonstrada na redução do risco de fractura (vertebral, não vertebral e da anca) é variável nos diferentes fármacos.
Nas medidas farmacológicas não deve ser esquecido o tratamento das complicações associadas às fracturas vertebrais múltiplas e a intervenção não farmacológica deve ter em conta a prevenção de quedas nos indivíduos em risco.