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Bupropiona

A bupropiona é um antidepressivo comercializado em Portugal desde 2000. E eficaz na cessação tabágica de fumadores >10 cigarros/dia, tendo os estudos realizados evidenciado maiores taxas de abstinência em comparação com a TSN.
É considerada uma opção útil para fumadores numa tentativa inicial de evicção, especialmente aqueles que não toleram a TSN, que preferem um tratamento não-TSN ou que falharam em tentativa prévia com TSN. Constitui igualmente uma boa opção para os fumadores preocupados com o aumento de peso ou com antecedentes de depressão. A associação deste fármaco com a TSN transdérmica possui uma maior eficácia aos 6 meses, relativamente ao adesivo de nicotina isolado.
Deve existir cuidado redobrado nos indivíduos com condições predisponentes para um baixo limiar de convulsão, como história de traumatismo craniano, abuso de álcool e fármacos por exemplo, antipsicóticos, antidepressivos, teofilina, corticosteróides sistémicos. As múltiplas interações medicamentosas descritas por exemplo, P-bloqueantes, antiarrítmicos, captopril, loratadina, codeína, cimetidina, levodopa, zolpidem, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina impõem uma correta monitorização e eventual ajuste da dose.
Em 2009 a Food and Drug Administration (FDA) lançou o alerta para o risco de sintomas neuropsiquiátricos graves em doentes sob bupropiona. Recomenda-se assim um cuidadoso acompanhamento após o início do fármaco, com suspensão do mesmo se identificados sinais de alerta.

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Leucocitoses

Leucocitoses de 12000 a 14000 são comuns em fumadores; em indivíduos assintomáticos, adultos, a causa mais frequente de leucocitose (com linfocitose) é a leucemia linfática crónica. Em situações raras podem existir reacções leucemóides associadas a infecções e neoplasias.

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Tumores Malignos (Laringe)

Mais frequentes no sexo masculino e em fumadores, são quase exclusivamente carcinomas pavimentocelulares. Quando localizado na glote ou supraglote, manifesta-se fundamentalmente por disfonia; se invade a subglote é mais provável dar origem a dispneia. A metastização para os gânglios linfáticos cervicais é mais rápida nos tumores da supraglote e subglote. Mestástases à distância são geralmente tardias. O diagnóstico é clínico, imagiológico e anatomopatológico. A terapêutica é cirúrgica, associada ou não a quimioterapia e radioterapia. O prognóstico é dependente da localização e extensão tumoral. E importante realçar que qualquer disfonia persistente deve ser investigada por um otorrinolaringologista.

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Consequências do tabagismo

Todos os produtos do tabaco são nocivos, não existindo um limiar de segurança de exposição. Atualmente, o consumo de tabaco é um fator major para diminuição da esperança de vida saudável e aumento da mortalidade. É responsável por 1,6 milhões de óbitos por ano na Europa. Um trabalho recente estima em 11,7% as mortes atribuíveis ao tabagismo em Portugal. Se os fumadores abandonassem os hábitos tabágicos, a mortalidade e os anos de vida ajustados por incapacidade seriam reduzidos em 5,8%.
Existe uma vasta lista de doenças provocadas ou agravadas pelo tabaco. Salienta-se o risco relativo aumentado dos fumadores, face aos não fumadores, para patologia cardio e/ou cerebrovascular (HTA, cardiopatia isquémica, acidente vascular cerebral, doença arterial periférica), patologia respiratória (DPOC, pneumonia) e neoplasias malignas (pulmão, cavidade oral, laringe, esófago, bexiga, rim, pâncreas, estômago e colo do útero). O tabagismo está também relacionado com a infertilidade e é o mais importante fator de risco modificável associado a um mau prognóstico na gravidez.
A cessação tabágica proporciona benefícios a curto, médio e longo prazo a todos os fumadores.

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Cessação Tabágica

O consumo e a dependência do tabaco constituem um importante problema de saúde pública, calculando-se que um terço de população mundial adulta possua hábitos tabágicos.
O relatório de Controlo do Tabaco, emitido pela Organização Mundial de Saúde em 2007, refere uma prevalência de fumadores na Europa de 40% no sexo masculino e 18% no feminino.
Em Portugal, os dados mais recentes, veiculados pela Direcção-Geral da Saúde, estimam a prevalência dos fumadores em 16,4%. O mesmo documento refere que 54% dos fumadores fizeram uma ou mais tentativas de evicção tabágica.