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OtitisExterna10 180x180 - Otite Externa

Otite Externa

Trata-se de uma infecção bacteriana ou fúngica da pele do CAE (canal auditivo externo).
Consideram-se factores predisponentes a manipulação do CAE, a presença de eczema do CAE ou a entrada contínua de água no CAE (piscina, sauna, praia, lavagem auricular).
Manifesta-se normalmente por otalgia, otorreia e hipoacusia, sempre que se verifique a oclusão do canal. A resolução do quadro passa por uma aspiração cuidada e frequente do CAE e terapêutica tópica com gotas otológicas contendo antibiótico e corticóide.
No caso de infecção fúngica, para além de limpeza cuidadosa e sistemática do CAE, deve fazer-se terapêutica com nistatina e aplicação local de tintura de timerosal.
No caso de otite externa muito exuberante, deve fazer-se também antibioterapia oral (amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, ciprofloxacina). Nos doentes diabéticos, deve fazer-se o controlo da diabetes e terapêutica por via parentérica, sempre que necessário.

1184 180x180 - Dermatoses Infecciosas Fúngicas Superficiais

Dermatoses Infecciosas Fúngicas Superficiais

As micoses são doenças provocadas por fungos, de observação frequente na prática clínica diária.
Regra geral, os mecanismos de defesa imunitária protegem o homem da infecção fúngica com grande eficácia. O aparecimento de uma micose pressupõe, habitualmente, a existência de fragilidade ao nível da superfície cutânea ou mucosa ou alteração do sistema imunitário.
Conhecem-se, actualmente, cerca de 70000 espécies de fungos. No entanto, só algumas centenas são patogénicas para a espécie humana.
Consideram-se fungos antropofílicos e zoofílicos aqueles cujas fontes de contágio são respectivamente, o homem e determinados animais. São geofílicos, quando a origem da contaminação é o solo.
As doenças causadas por fungos dividem-se em três grandes grupos: as superficiais, as subcutâneas e as sistémicas.
A comprovação laboratorial baseia-se, essencialmente, no exame directo do material infectado e respectiva cultura em meios apropriados, e em exames serológicos para determinadas situações. A execução de métodos de análise molecular não tem grande aplicação na micologia clínica.
As micoses superficiais a abordar neste capítulo são as dermatofitias ou tinhas, a candidíase cutânea e a pitiríase versicolor.