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Amoebic dysentery in colon biopsy 1 180x180 - Microsporidiose

Microsporidiose

Microsporidiae são parasitas intracelulares obrigatórios, considerados por alguns autores mais próximos dos fungos do que dos protozoários, que podem infectar virtualmente todas as espécies de vertebrados e invertebrados. Podem reproduzir-se por esporogonia ou merogonia, resultando num grande números de esporos intracelulares que rompem a célula infectada, libertando-se e gerando, em pouco tempo, elevadas cargas parasitárias. As espécies mais relevantes no doente imunodeprimido são Encephalitozoon intestinalis, Enterocytozoon bieneusi e Trachipleistophora spp. (sobretudo T. hominis e T. anthropophthera).
Os esporos podem ser adquiridos por ingestão de água ou alimentos contaminados ou inalação. O estado de portador assintomático entérico pode ser muito frequente, possibilitando a ocorrência de doença em indivíduos com disfunção imunitária grave (contagens de CD4 <50 células/mm3). Em Portugal, a microsporidiose pode ser responsável por até 30% dos casos de diarreia crónica em doentes com infecção por VIH.

mofo parede 180x180 - Fungos

Fungos

Alergénios importantes quer no exterior quer no interior dos edifícios. A contaminação é habitualmente efectuada do exterior através da janelas, embora fungos como Penicillium e Aspergillus possam ser predominantemente encontrados dentro dos edifícios.
A relação com a gravidade clínica dos doentes sensibilizados não está tão bem determinada.
– Medidas:
• Remover/lavar materiais contaminados – tapetes, mobiliário, papel de parede.
• Aplicação de fungicidas.
• Prevenção da contaminação do exterior – fechar janelas (pode ser contraditório com a necessidade de aumentar a ventilação); recurso a ar condicionado (caro).
• Controlo da humidade relativa – desumidificadores, aumento da ventilação (atenção às cozinhas e salas de banho); ar condicionado.
• Uso de filtros de alta eficiência – filtração do ar e na aspiração.
• Secar bem as roupas antes de serem guardadas.
• Evitar plantas nos quartos de dormir.

doctor 1024 180x180 - Quimioprofilaxia das doenças infecciosas

Quimioprofilaxia das doenças infecciosas

Apesar da disponibilidade de numerosos antibióticos com actividade contra a maioria das bactérias e fungos patogénicos para o homem e do progresso excepcional que a pandemia de infecção por VIH (vírus de imunodeficiência humana) despertou no desenvolvimento de fármacos capazes de controlar as doenças virais, as infecções continuam a estar na 1.ª linha das preocupações das entidades responsáveis pela Saúde Pública. Na realidade, é geralmente aceite que o advento da “era dos antibióticos” resultou, nas populações que deles puderam usufruir, numa redução da mortalidade associada às infecções. Nos EUA, as estimativas indicam que a mortalidade de causa infeciosa diminuiu de 797/100000, em 1900, para 36/100000, em 1980. As doenças que mais contribuíram individualmente para esta redução foram a gripe, a pneumonia e a tuberculose (TB), parecendo indicar que, para além do impacto evidente da melhoria das condições sanitárias, os antibióticos terão, em conjunto com as vacinações, contribuído para o resultado. No entanto, este estudo mostra, também, que a taxa de mortalidade infecciosa aumentou de modo consistente desde 1980 até ao final do século, com um acréscimo de mortalidade que, depois de descontada a relativa à SIDA, se cifrou em 22% e que é, na maior parte, relacionada também com mortes devidas a gripe e pneumonia.
Se considerarmos que este aumento ocorre numa época em que o armamentário antibiótico em pouco difere daquele de que dispomos hoje, é lícito questionar se o benefício decorrente da disponibilização de antibióticos terá atingido o seu limite. Neste contexto, é importante e urgente reconsiderar a estratégia de luta global contra a infecção, dando prioridade às estratégias preventivas que parecem passar, inclusivamente, pela redução dos níveis de utilização de antibióticos, numa perspectiva de utilização criteriosa.
Os dados referidos indicam, claramente, que a melhoria dos índices sanitários é um factor primordial no combate às doenças infecciosas, designadamente pelo impacto que tem sobre a sua transmissibilidade. Embora não caiba abordar neste manual as estratégias de controlo da infecção hospitalar baseadas na observação das medidas básicas de higiene e na gestão adequada das medidas de isolamento, a sua importância não pode deixar de ser sublinhada. Para além disso, deve ser recordado que os esforços na prevenção da transmissão de doenças infecciosas se devem concentrar, antes de tudo, na profilaxia da exposição aos agentes infecciosos.

1184 180x180 - Dermatoses Infecciosas Fúngicas Superficiais

Dermatoses Infecciosas Fúngicas Superficiais

As micoses são doenças provocadas por fungos, de observação frequente na prática clínica diária.
Regra geral, os mecanismos de defesa imunitária protegem o homem da infecção fúngica com grande eficácia. O aparecimento de uma micose pressupõe, habitualmente, a existência de fragilidade ao nível da superfície cutânea ou mucosa ou alteração do sistema imunitário.
Conhecem-se, actualmente, cerca de 70000 espécies de fungos. No entanto, só algumas centenas são patogénicas para a espécie humana.
Consideram-se fungos antropofílicos e zoofílicos aqueles cujas fontes de contágio são respectivamente, o homem e determinados animais. São geofílicos, quando a origem da contaminação é o solo.
As doenças causadas por fungos dividem-se em três grandes grupos: as superficiais, as subcutâneas e as sistémicas.
A comprovação laboratorial baseia-se, essencialmente, no exame directo do material infectado e respectiva cultura em meios apropriados, e em exames serológicos para determinadas situações. A execução de métodos de análise molecular não tem grande aplicação na micologia clínica.
As micoses superficiais a abordar neste capítulo são as dermatofitias ou tinhas, a candidíase cutânea e a pitiríase versicolor.