Artigos

20090523203205 180x180 - Diagnóstico Diferencial - Doença de Graves

Diagnóstico Diferencial – Doença de Graves

Se a doença de Graves não estiver numa fase tirotóxica e não houver exoftalmia, o bócio difuso da doença de Graves só pode ser diferenciado do bócio difuso simples pela presença de TRAb.

diagnóstico hipotiroidismo cuidatutiroides 180x180 - Clínica (Doença de Graves)

Clínica (Doença de Graves)

A evolução clínica da doença de Graves é muito variável, podendo ser cíclica, permanecer ligeira/moderada durante um tempo variável ou evoluir para tirotoxicose grave em poucas semanas.
Cerca de 30% da oftalmopatia ocorre no início da doença, que pode ser a única manifestação da doença (doença de Graves eutiroideia).
Em doentes com patologia cardíaca preexistente, a insuficiência cardíaca congestiva pode dominar o quadro clínico, já nos doentes idosos a oftalmopatia é mais rara, o bócio pode estar ausente e a doença de Graves pode manifestar-se apenas com cansaço, fadiga e anorexia.
A retracção e o espasmo palpebrais são manifestações do hipertiroidismo e não da doença de Graves. Estas regridem com o tratamento, enquanto que a oftalmopatia, típica da doença de Graves, tem um curso quase sempre independente.
A oftalmopatia pode manifestar-se apenas com uma sensação de corpo estranho, hiperemia da conjuntiva e edema peri-orbitário ou com exoftalmia (normalmente bilateral e assimétrica), eventual subluxação do globo ocular e diplopia ou complicar-se com úlcera na córnea, papiledema e diminuição da acuidade visual por compressão do nervo óptico.
Analiticamente verifica-se:
—> TSH suprimida.
—> T3 normalmente mais elevado do que T4.
—> TRAb positivo (é diagnóstico de doença de Graves, mas não se correlaciona com as manifestações clínicas).
A GGT pode ter importância no diagnóstico diferencial da doença de Graves com tiretoxicose factícia, tiroidite subaguda ou tiroidite crónica (fase hipertiroidismo).

20090523203205 180x180 - Doença de Graves

Doença de Graves

A doença de Graves é a causa mais comum de hipertiroidismo em doentes com menos de 40 anos, com uma prevalência de 2,7% no sexo feminino, dez vezes maior do que no sexo masculino. Ocorre mais frequentemente na 3.ª-4.ª décadas de vida.