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19 dez pulmao2 1 180x180 - Função Respiratória

Função Respiratória

O ideal será poder entubar traquealmente o doente desde o início da RCR, num adulto com um tubo 7,5 ou 8 F, confirmando o seu correcto posicionamento pela simetria da amplitude do murmúrio vesicular nos vértices dos dois hemitóraces. Se os tubos e o larigoscópio não estiverem disponíveis no início, ou houver pouca experiência, não perder tempo, confirmar que não há obstrução mecânica alta da via aérea, fazer extensão do pescoço (se não houve traumatismo craniano ou cervical), puxar o maxilar inferior para a frente e para cima e iniciar Ambu com uma máscara bem adaptada, alimentado por 8 a 9 L/minuto de oxigénio (ar ambiente se não existir oxigénio no local).
Com o Ambu devemos fazer cerca de 20 insuflações/minuto (uma baixa rápida de PCO2 com hiperventilação é a melhor forma de normalizar o pH intra e extracelular).
Nos casos em que a equipa de RCR é pequena, o doente tiver sido entubado traquealmente e exista um ventilador disponível, podemos ventilá-lo durante a RCR com um FiO2 100%, frequência de 30/minutos, volume/minuto de 16 a 20 L/minutos ou um volume corrente de 600 a 700 ml e os alarmes de volume e pressão desativados.
Se houver obstrução mecânica alta da via aérea impossível de ultrapassar, deve recorrer-se a ventilação transtraqueal, colocando um cateter na membrana cricotiroideia por método de Seldinger ou efetuar uma cricotomia ou traqueostomia percutânea de urgência por médico com experiência neste procedimento.