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SOL 04138 7 180x180 - Preparados de Ervas

Preparados de Ervas

Passamos a expor algumas breves palavras sobre os preparados de erva, tão na moda atualmente e utilizados com os mais diversos fins.
Os alcalóides da efedra (usados no emagrecimento) podem provocar uma síndrome simpaticomimética.
A Kava kava (utilizada na ansiedade) tem sido relacionada com necrose hepática.
A Ginkgo biloba (para melhorar o desempenho cognitivo) e o alho (como antibacteriano) podem provocar hemorragias.
O ginseng (aconselhado na astenia) pode induzir hipoglicemia.
Já foram descritas arritmias com chás e laxantes à base de glicósidos cardíacos como a foxglova.

Chronic Lymphocytic Leukemia 180x180 - Diagnóstico (Trombopenia Induzida por Heparina)

Diagnóstico (Trombopenia Induzida por Heparina)

— O diagnóstico é sugerido pelo aparecimento de trombopenia durante uso de heparina (qualquer formulação e qualquer via), excluídas outras causas.
— O número de plaquetas reduz-se pelo menos para 50% do número inicial.
— Surge entre o 5.° e o 14.° dias habitualmente (pode ser precoce no caso de novos episódios).
— A trombopenia raramente é grave ou causa de hemorragias, mas há fenómenos trombóticos em 30 a 50% dos doentes.
— O diagnóstico é essencialmente clínico, mas podem ser feitos testes funcionais (detecção de activação de plaquetas, controlo em presença de soro do doente e heparina) ou antigénicos (detecção de anticorpos anti-heparina-factor 4).

nutricao candidiaseb 180x180 - Formas Clínicas (Hemorragia Disfuncional)

Formas Clínicas (Hemorragia Disfuncional)

Hemorragias ovulatórias: causadas por deficiente produção hormonal e/ou alterações da hemostase endometrial.

20110620091401 180x180 - Coagulação Intravascular Disseminada (CIDD)

Coagulação Intravascular Disseminada (CIDD)

Pode ocorrer em situações como sépsis, trauma grave, queimados, complicações obstétricas ou neoplasias disseminadas (o melhor exemplo é a leucemia promielocítica aguda). A geração descontrolada de trombina leva a consumo de factores e de plaquetas com risco de hemorragias, e em simultâneo à deposição de fibrina e formação de micro-trombos. As consequências da CIVD incluem hemorragia difusa, disfunção orgânica por trombose na microcirculação e também trombose arterial ou venosa.

anemia 1 180x180 - Hemofilia

Hemofilia

É uma doença hemorrágica, hereditária, relacionada com o cromossoma X, caracterizada pela deficiência da actividade coagulante do factor VIII (hemofilia A) ou factor IX (hemofilia B); a prevalência da hemofilia A (80 a 85% dos casos totais de hemofilia) é de 1/10000 indivíduos.
O quadro clínico depende do nível plasmático do factor VIII ou IX e classifica-se como:
-Grave: factor VIII ou IX inferior a 1% (0,01 U/ml) do normal.
– Moderado: factor VIII ou IX entre 1 e 5% (0,01 a 0,05U/ml) do normal.
– Ligeiro: factor VIII ou IX entre 5 e 25% (0,05 a 0,25U/ml) do normal.
A clínica depende da actividade do factor e pode manifestar-se com hemorragias graves espontâneas desde hemartroses, hematomas e hematúria.

Bleeding finger 180x180 - Trombopatias

Trombopatias

As trombopatias são sugeridas na clínica pela existência de hemorragias de pele e mucosas com contagem de plaquetas e testes de coagulação para doença de von Willebrand normais. As formas hereditárias são raras (por exemplo, síndrome de Bernard Soulier ou trombastenia de Glanzman) e ultrapassam o âmbito deste texto; em caso de necessidade, o único tratamento é a transfusão de concentrado plaquetário.
As trombopatias adquiridas surgem no contexto de doenças clonais hematopoiéticas (mieloma, leucemia aguda, mielodisplasia, doenças mieloproliferativas), insuficiência renal e doença hepática, e causadas por fármacos.

CON 029 1 180x180 - Prevenção do tromboembolismo

Prevenção do tromboembolismo

O doente internado, médico ou cirúrgico, acamado deve fazer prevenção de TE com heparina de baixo peso molecular (por exemplo, enoxaparina 40 mg s.c/lxdia), principalmente em situações de maior risco. Em situações em que a anticoagulação esteja contraindicada, como em doentes com hemorragias, ou pré-operatório de neurocirurgia, devemos usar profilaxia mecânica com botas pneumáticas para os membros inferiores. Meias de contenção elástica não têm qualquer eficácia preventiva.

RINS RENAIS 180x180 - Terapêutica substitutiva da função renal

Terapêutica substitutiva da função renal

Quando não é possível com medidas conservadoras controlar as alterações metabólicas resultantes da doença renal crónica (DRC), ou quando existem sintomas de intoxicação urémica (fadiga, anorexia, vómitos, dispneia, hemorragias…), é necessário iniciar uma terapêutica de substituição da função renal.
Em Portugal, nas últimas décadas, verificou-se um aumento do número e descentralização das unidades de tratamento, bem como um aumento dó número de doentes referenciados. Essa melhor acessibilidade levou não só ao aumento de doentes tratados, mas também a uma maior percentagem de doentes idosos ou portadores de outras patologias, nomeadamente com diabetes mellitus, doença cardíaca ou neoplasias. No final de 2008, existiam cerca de 14000 doentes submetidos a uma qualquer forma de tratamento de substituição da função renal; destes, cerca de 9000 faziam hemodiálise, 450 eram tratados por diálise peritoneal e 4500 tinham um transplante renal funcionante. Hoje em dia, qualquer médico, na sua consulta, ou no serviço de urgência, pode ser confrontado com um doente insuficiente renal submetido a TSFR (terapêutica substitutiva da função real), que associa à patologia convencional um conjunto de problemas clínicos muito específicos. Neste capítulo focamos alguns aspetos técnicos e clínicos indispensáveis para que um médico generalista possa colaborar de forma eficaz com o serviço de nefrologia, ou a unidade de diálise, na assistência destes doentes, nomeadamente numa primeira abordagem dos episódios agudos que possam ocorrer durante ou nos intervalos da terapêutica dialítica.