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SOBREDOSAGEM (Terapêutica Hipocoagulante)

A atitude perante valores de INR elevados e/ou manifestações hemorrágicas varia consoante a gravidade do quadro. É sempre essencial procurar a causa do desequilíbrio (nomeadamente interações medicamentosas) e, em caso de manifestação hemorrágica, ponderar investigar a patologia subjacente.
Assim:
– Valores elevados de INR, sem manifestação hemorrágica – suspensão transitória e adaptação da dose.
– Hemorragias minor – suspensão e adaptação da dose.
– Hemorragias graves – internar; vitamina K e.v. 1-10 mg e eventualmente plasma. A vitamina K reverte parcialmente o efeito hipocoagulante às 6 horas.
É importante recordar que doses de vitamina K superiores a 5 mg podem tornar o doente refratário ao efeito de hipocoagulantes orais até 1 semana, pelo que a sua reintrodução deverá ser feita em sobreposição com heparina, com rigoroso controlo do INR.

inibidores de agregacao plaquetaria oral 1024x1024 180x180 - Hipocoagulação oral (Terapêutica Hipocoagulante)

Hipocoagulação oral (Terapêutica Hipocoagulante)

Os anticoagulantes orais, conhecidos como cumarínicos, inativam a vitamina K nos microssomas hepáticos, interferindo com a formação dos fatores de coagulação dependentes desta vitamina, nomeadamente com a protrombina. São necessários 2 a 7 dias para o seu início de ação após a toma.
Os maiores riscos associados a estes fármacos resultam de valores terapêuticos inadequados, podendo conduzir a complicações tromboembólicas ou hemorrágicas.
A sua monitorização deve ser efetuada através do INR (international normalized ratio), que é um valor de longe mais sensível do que o da taxa de protrombina.
Além de uma monitorização cuidadosa através do valor do INR, aspetos importantes a ter em conta são:
— Interações medicamentosas (muito frequentes com este grupo de fármacos).
— Existência de patologia associada que deva implicar uma adaptação da dose do fármaco (insuficiência hepática, insuficiência renal, disfunção tiroideia).
— Outros fatores (idade, aspetos dietéticos).
A segurança da hipocoagulação oral passa pela educação do doente, explicando os valores de INR pretendidos, cuidados a observar, e chamando a atenção para as interações medicamentosas (a regra mais segura será não tomar fármacos sem consultar o médico assistente).

julia 180x180 - Variáveis na prescrição de hemodiálise

Variáveis na prescrição de hemodiálise

Ao prescrever um determinado programa de hemodiálise, ter-se-á em conta a “dose” de diálise necessária para atingir uma depuração adequada, a tolerância do doente particularmente do ponto de vista hemodinâmico, a necessidade de corrigir certas alterações hidroelectrolíticas, o balanço hídrico e a existência de eventuais alterações hemorrágicas.

3599826195757 180x180 - Febres Hemorrágicas Virais

Febres Hemorrágicas Virais

Incluem os vírus Ebola e Marburg (filovírus), o vírus da febre de Lassa e arenaviroses do Novo Mundo (Guanarito, Machupo, Junin e Sabia), e as febres hemorrágicas do vale do Rift e do Congo-Crimeia. Embora alguns dos vírus causem doenças febris ligeiras e autolimitadas, outros podem causar quadros fatais, geralmente com componente de lesão vascular grave, podendo evoluir para quadros de falência multiorgânica e morte.
Não estão, actualmente, disponíveis vacinas para a imunização activa contra estes agentes.
Embora o risco da sua transmissão associado com viagens turísticas seja baixo, sobretudo se a estadia for em hotéis; pode ser maior fora dos circuitos turísticos habituais, particularmente em viajantes para zonas rurais de região endémica (profissionais de saúde em trabalho, cooperantes ou contratados para trabalhos de construção, jornalistas). Os viajantes devem ser aconselhados a não permanecer em zonas onde existam surtos activos ou recentes. Quando a viagem for necessária, deverão ser aconselhados a evitar, particularmente, o contacto com roedores (zonas endémicas para o vírus da febre de Lassa ou Bunyavirus), com gado (febre do vale do Rift), observando estritamente as medidas de prevenção contra a exposição a insectos vectores. Nos profissionais de saúde, deve ser reforçada a necessidade de observação das precauções básicas contra a transmissão de doenças infecciosas.

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Deficiência de Vitamina K

Geralmente é causada por mal-absorção ou ingestão escassa; a vitamina K é necessária para a síntese pelos hepatócitos dos factores II, VII, IX e X (e das proteínas C e S).
O tratamento com vitamina K pode ser feito por via oral, subcutânea ou e.v. (mas há risco de anafilaxia) e o seu benefício na melhoria da coagulação é obtido em 12 a 48 horas. Se há manifestações hemorrágicas ou o doente tem de ser submetido a procedimento invasivo, deverá ser feita transfusão de plasma fresco congelado (PFC) – cerca de 400 a 600 ml, duas a três unidades.


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Diagnóstico (Anemia Aplástica)

– Sintomas de anemia, manifestações hemorrágicas, febre, alterações das mucosas (por neutropenia).
– Pancitopenia com reticulocitopenia.
– Medula predominantemente constituída por gordura (a impossibilidade de aspirar medula indicia fibrose ou infiltração medular, na aplasia há geralmente aspirado de grumos adiposos), com representação variável de células medulares (geralmente hipocelularidade marcada); em histologia, decisiva para o diagnóstico, há pobreza celular, sem displasia (por vezes a distinção de formas hipocelulares de mielodisplasia pode ser difícil e exigir um estudo citogenético).
– São distinguidas aplasia moderada (menos que grave), grave (dois de três critérios presentes: plaquetas <20000, neutrófilos <500 e reticulócitos <1% ou 25000) e muito grave (igual a grave mas neutrófilos <100).

20091126100851 180x180 - PROGNÓSTICO (Doença Glomerular)

PROGNÓSTICO (Doença Glomerular)

O prognóstico da doença glomerular é incerto, a resposta à terapêutica imprevisível, muitas vezes negativa. lnduzimos uma imunossupressão agressiva, sujeita a complicações infeciosas ou hemorrágicas que condicionam negativamente o prognóstico.
A esperança de parar a progressão esperada para a insuficiência renal crónica é tanto mais bem sucedida quanto menor a creatinina sérica e a proteinúria à data do diagnóstico, quanto menor os indicadores de cronicidade na biopsia (fibrose intersticial, esclerose glomerular, atrofia tubular), e depende da nossa capacidade de reduzirmos a proteinúria para valores inferiores a 1 a 2 g/dia.