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ALFENTANIL 81 13027 1 180x180 - Alfentanil

Alfentanil

O alfentanil é um opióide sintético, com um pico de ação em 1 minuto. O seu metabolismo é hepático mas não apresenta metabolitos ativos. As doses teoricamente não precisam de ser ajustadas na insuficiência renal ou hepática, mas pode haver necessidade de alguma diminuição de dose.
– Apresentação: 50 M-g/ml em ampolas de 2 ml (1 mg) ou 10 ml (5 mg).
– Bolus: 5 a 10 (ig/kg.
– Perfusão: 5 a 30 ng/kg/hora.
– Sugestão (para 70 kg): diluir 15 mg em 50cc e perfundir 1 a 7 ml/hora (no doente não ventilado não deverão ser ultrapassados os 2 ml/hora).

Morphine vial 180x180 - Morfina

Morfina

A morfina é o opióide clássico com um excelente perfil analgésico. Tem uma farmacocinética muito diferente dos opióides sintéticos, principalmente pela sua baixa solubilidade lipídica. O seu pico de ação é de 1-3 minutos. O metabolismo é hepático com metabolitos ativos que se acumulam. As doses necessitam de ajuste na presença de insuficiência hepática ou renal. Pode provocar a libertação de histamina.
– Apresentação: ampolas de 10 mg (1 ml).
– Bolus: 0,03 a 0,1 mg/kg (lento).
– Perfusão: 1 a 5 mg/hora no adulto.
– Sugestão (para 70 kg): diluir 50 mg em 50cc e perfundir a 1-5 ml/hora.


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W47404B 03 1200 1200 Modelo AirSim Advanced com Arvore Bronquica 180x180 - Definições

Definições

—> SIRS – resposta inflamatória generalizada caracterizada pela presença de pelo menos dois dos seguintes parâmetros:
• Temperatura >38 °C ou <36 °C. • Frequência cardíaca >90/minuto.
• Frequência respiratória >20/minuto ou PCO2 <32 mmHg. • Leucócitos >12000/mm3 ou <4000/mm3. —> Sépsis – resposta inflamatória a infeção, isto é, SIRS em presença de infeção comprovada por microbiologia.
—> Sépsis grave – sépsis associada a falência de pelo menos um órgão.
—> Choque séptico – sépsis acompanhada de hipotensão (tensão arterial sistólica <90 mmHg ou queda de 40 mmHg em relação à pressão basal, após reposição da volemia julgada apropriada) e sinais de hipoperfusão tissular (oligúria, acidose láctica-alteração aguda do estado de consciência, li vedo ou vasoconstrição cutânea...); —> MODS – a falência multiorgânica é a situação extrema do espectro de gravidade iniciado na sépsis/SIRS. Os critérios de definição de falência dos vários órgãos não têm aceitação universal, o autor usa como indicadores:
– Falência cardiovascular-hipotensão com sistólica <90 mmHg, após preenchimento apropriado do território endovascular avaliado pela pressão venosa central ou pressão encravada da artéria pulmonar, necessitando de pelo menos um fármaco vasoconstritor em perfusão contínua. - Falência respiratória - doente em ventilação mecânica ou doente com infiltrados pulmonares bilaterais associados a um rácio PaO2/FiO2 <300. - Falência renal: oligúria <500 ml/24 horas ou creatinina >2,5 mg/dl, na ausência de insuficiência renal crónica conhecida.
– Insuficiência hepática – bilirrubina >2 mg/dl associada a valores de AST/AL>2 vezes o normal.
– Falência gastrintestinal – hemorragia digestiva requerendo transfusão ou impossibilidade de alimentação entérica.
– Falência neurológica – Glasgow Coma Score <14. - Falência hematológica/medular - plaquetas <20000/m3 ou leucócitos <1000/m3. O número de órgãos em falência é determinante para o prognóstico, piorando a mortalidade 20 a 30% por cada novo órgão em falência. O prognóstico da sépsis e MODS é fortemente influenciado por fatores predeterminados que não podemos alterar, como a idade, agressividade e controlo da resposta inflamatória, que sabemos ser determinado geneticamente, co-morbilidades anteriores ao início da sépsis e imunocompetência do hospedeiro. No entanto, existem condicionantes, prognósticos fundamentais em que podemos intervir como a deteção e diagnóstico causal precoce, a rápida ressuscitação hemodinâmica e respiratória e uma terapêutica anti-infecciosa adequada, sempre que possível orientada por isolamentos bacteriológicos.

funcao pulmonar 1024 1 180x180 - Avaliação do doente e exames complementares (Hemoptises)

Avaliação do doente e exames complementares (Hemoptises)

A avaliação do doente com hemoptises inicia-se com a história clínica e o exame objetivo, complementada pelos exames complementares laboratoriais (hemograma, função renal e hepática, provas de coagulação e gasometria arterial) e imagiológicos.
A radiografia de tórax pode revelar alterações que sugerem imediatamente o diagnóstico, mas em 20 a 30% dos doentes é normal. A TC torácica permite uma melhor apreciação das vias aéreas, mediastino e parênquima pulmonar, o que torna possível detetar cavidades, infiltrados parenquimatosos, massas endobrônquicas, bronquiectasias e anomalias vasculares, não visíveis na radiografia de tórax.
Exames adicionais dependem da situação clínica particular. Doentes com evidência clínica de bronquite, bronquiectasias, pneumonia ou enfarte pulmonar não necessitam de efetuar broncoscopia diagnostica, que está particularmente indicada na suspeita de neoplasia.
A broncofibroscopia é uma técnica endoscópica particularmente útil, pois permite em muitas ocasiões a localização da hemorragia e a visualização de patologia endobrônquica responsável pela origem da hemorragia. O timing para a sua realização depende do contexto clínico em causa e terá de ser ponderado numa base individual.
A angio-TC das artérias pulmonares e a cintigrafia pulmonar de ventilação/perfusão são úteis na confirmação diagnostica duma suspeita de tromboembolismo pulmonar.

RIM NA NEFROPATIA DIABÉTICA 180x180 - Casos particulares

Casos particulares

– Nefropatia de contraste – é um cofactor causal de AKI muito frequente, a prevenção passa igualmente por uma gestão de fluidos tão agressiva quanto o contexto clínico permitir, a N-acetilcisteína em dose dobrada, isto é, 1200 mg pela sonda 8/8 horas desde 24 horas antes e no dia do exame, melhoram eventualmente a eficácia preventiva.
– Prescrição de aminoglicósidos – a administração de aminoglicósidos em toma única diária, totalizando a dose calculada para esse dia (não espaçar mais de 24 horas), orientada por níveis séricos ou por algoritmos mais complexos, tem um efeito preventivo de lesão renal, sem perda de eficácia.
– Insuficiência hepática concomitante – na SHR (síndrome hepatorrenal tipo 1), a AKI é de evolução rápida, em geral associada a um desencadeante agudo (peritonite espontânea, hemorragia digestiva ou cirurgia) num doente com cirrose, hipertensão portal, icterícia e encefalopatia. Sabe-se hoje que nesta entidade, além de hipotensão e vasodilatação sistémica, se verifica um aumento significativo na resistência vascular renal e hepática, com aumento da hipertensão portal e craniana. Na terapêutica, além do suporte hemodinâmico, em que se recomenda a noradrenalina e/ou terlipressina, demonstrou-se que a administração de albumina e.v. 1 g/kg/dia melhora substancialmente a evolução. A transplantação, quando possível, é o tratamento de escolha do SHR tipo 1.
– Síndrome de lise tumoral/nefropatia urática aguda – ocorre pós-terapêutica citostática em neoplasias hematológicas. A produção de ácido úrico pode ser reduzida com 1 toma de 600 mg de alopurinol antes da terapêutica e 300 mg/dia depois disso.
A rasburicase 15 mg/kg e.v. pode ser dada profilacticamente e pós-evento como terapêutica, é extremamente eficaz e cara. Diurese alcalina forçada é útil como preventivo, podemos usar duas ampolas de bicarbonato a 8,4% em cada 1000cc de dextrose em água e forçar diurese com diuréticos, sem permitir hipovolemia.
-Síndrome compartimentai abdominal – ocorre após reanimação enérgica com volume pós-cirurgia abdominal, peritonites ou trauma abdominal. A pressão intra-abdominal mede-se introduzindo 50cc na bexiga pela algália, utilizando um sistema hidráulico de pressão venosa central conectado à algália, fazendo o zero ao nível da sínfise púbica. Se a pressão for superior a 25-30 cm H2O, solicitar observação por cirurgia para eventual descompressão abdominal.
– Nefrite intersticial aguda – além da paragem da droga incriminada, 1 mg/kg/dia de prednisona 7 a 10 dias pode acelerar recuperação.

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CONTRA-INDICAÇÕES (Terapêutica Hipocoagulante)

– AVC recente.
– HTA não controlada.
– Cirrose hepática.
– Hemorragia ativa de qualquer etiologia.
Se a hipocoagulação for considerada essencial, deve ser efetuada uma análise individualizada do binómio risco/benefício.