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ectima 180x180 - Ectima

Ectima

O agente causal é o Streptococcus, mais raramente o Staphylococcus, podendo, no entanto, ambos estar incriminados.
Clinicamente, surge uma vesícula ou vesico-pústula, que rapidamente ulcera, ficando coberta por crosta aderente acastanhada, que ao curar deixa cicatriz atrófica. Surge mais frequentemente nas situações de má-nutrição ou associado a condições de má higiene e localiza-se, preferencialmente, nos membros inferiores.

Disidrose 180x180 - Terapêutica Inespecífica (Eczemas de Causa Externa)

Terapêutica Inespecífica (Eczemas de Causa Externa)

O tratamento geral dos eczemas assenta nas regras já enunciadas para o EA: eliminação dos factores desencadeantes (irritativos e/ou alérgicos), calmar a pele, hidratar.
-> A eliminação dos factores desencadeantes, quer sejam irritativos, quer sejam alérgicos, é fundamental. Nas dermites alérgicas a identificação do alergénio pelas provas epicutâneas deve conduzir à informação do paciente sobre as fontes de possível contacto e modo de as evitar. De igual modo, nas dermites irritativas, o doente deve ser instruído sobre a melhor forma de se proteger das agressões a que está sujeito (solventes, detergentes, produtos de limpeza, etc). Este passo assume primordial importância nos eczemas das mãos, expostas que estão a múltiplas agressões profissionais, ocupacionais, de higiene ou de lazer.
A aplicação de substâncias suaves e calmantes é muito importante nos eczemas agudos; como regra deverá ter-se em conta que, quanto mais inflamatória e exsudativa for a dermatose, mais suave deve ser o tratamento. Nesta fase a aplicação repetida de pensos húmidos com soro fisiológico ou com soluto de ácido bórico (20:1000), de linimento de óxido de zinco (óleo de zinco), de suspensões ou emulsões com maior conteúdo em água (emulsões O/A) é o que está indicado.
Os hidratantes e os emolientes contribuem para a recuperação funcional da pele.
Devem ser utilizados regular e frequentemente, de acordo com a necessidade e com a área a tratar. Na pele das mãos recomenda-se a aplicação múltiplas vezes ao longo do dia, enquanto noutras áreas pode ser suficiente 1 ou 2xdia.

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Estratégias farmacológicas para o controlo da resistência bacteriana

O combate à infecção hospitalar passa, principalmente, pela observação estrita de medidas de higiene e de isolamento, quando indicado, destinadas a evitar a sua disseminação. No entanto, perante a constatação de que estas recomendações nem sempre são observadas, têm sido tentadas várias medidas para a utilização controlada de antibióticos com o objectivo de tentar preservar ou recuperar a sua utilidade terapêutica. Como exemplo, citam-se as estratégias de “rotação de antibióticos” (cycling, em que a utilização de um antibiótico ou grupo de antibióticos é suspensa durante um determinado período de tempo, sendo ciclicamente substituído por outro antibiótico ou grupo de antibióticos que se presume terem o mesmo âmbito de aplicação clínica) e a de “mistura de antibióticos” (mixing, em que a população hospitalar é dividida em duas partes, sendo estritamente prescrita, para cada uma delas, apenas um dos grupos de antibióticos). Os resultados de uma avaliação comparativa directa parecem favorecer a “mistura de antibióticos” tendo em conta a menor taxa de emergência de estirpes resistentes observada. No entanto, estas intervenções deixam, ainda, algumas questões por esclarecer quanto à sua efectividade, incluindo a da dificuldade em definir os períodos de tempo ideais para cada mudança e a da escolha de grupos de antibióticos com potencial equivalente para indução de resistências, sem que exista prejuízo em termos terapêuticos para os doentes que deles possam beneficiar. Para além disso, é necessário recordar que o hospital não é uma entidade isolada das influências do meio exterior, pelo que as variáveis externas passíveis de influenciar os resultados destas intervenções não podem deixar de ser consideradas.
Assim, parece que, por enquanto, a estratégia que se afigura mais útil e segura passa pela implementação de medidas institucionais para a utilização prudente dos antibióticos, no sentido de reduzir a prescrição desnecessária e a exposição global aos fármacos desta classe. Entre estas medidas, incluem-se:
—> A racionalização do formulário hospitalar, seleccionando, de entre os novos fármacos, apenas aqueles que apresentam uma mais-valia terapêutica relativamente aos já disponíveis.
—> O estabelecimento de protocolos tão consensuais quanto possível de utilização de antimicrobianos para as situações infecciosas frequentes, salientando-se a PAC, pela frequência com que motiva a prescrição, e a utilização de antibióticos para a profilaxia da ferida cirúrgica, relativamente à qual a observação da toma única, habitualmente recomendada para a maioria das situações, não parece ser universalmente cumprida.
—> Criação de uma rede de responsáveis pelo apoio permanente às necessidades de prescrição antibiótica e pelo contacto entre os serviços a que pertencem e as comissões de farmácia e terapêutica.
-> Informação séria e formação continuada quanto a utilização de antibióticos, utilizando, entre outros, os meios de comunicação electrónicos actualmente disponíveis.

Saùde Viagem 180x180 - Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

A recomendação da QP nesta situação não está fundamentada em evidência científica adequada, só devendo ser considerada em doentes com risco elevado (imunodeprimidos) e para estadias de curta duração em ambientes de risco. Não deve substituir a observação das recomendações para a higiene alimentar. O antibiótico escolhido deve ter um espectro de actividade adequado aos agentes microbianos mais frequentemente implicados (enterobacteriáceas) e cobrir outros menos frequentes, como o Vibrio cholerae, V. parahemolyticus e S. aureus. Os elevados índices de resistência de enterobacteriáceas, designadamente E. coli e Salmonella spp., e de Campylobacter ao co-trimoxazol, quinolonas e doxiciclina tornam difícil a escolha de um fármaco adequado. No entanto, a boa actividade da azitromicina contra a maioria dos agentes habitualmente implicados, associada à sua tolerabilidade, tornam-na uma alternativa aceitável para os doentes considerados em risco.
O esquema preferencial é:
– Azitromicina – 500 mg, p.o., durante 3 dias.
Pode-se também optar pelos seguintes esquemas alternativos:
– Ciprofloxacina – 500 mg de 12/12 horas, p.o., durante 3-5 dias.
– Co-trimoxazol – 960 mg 12/12, p.o., durante 5-7 dias.

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Medicina das Viagens – Conselhos gerais

Os conselhos a viajantes que se deslocam a regiões tropicais baseiam-se na prevenção das doenças de transmissão possível ou predominante nestas regiões.
No entanto, as maiores causas de mortalidade e morbilidade são as mesmas de regiões não tropicais como sejam acidentes de viação, agravamento de doenças de que são portadores e os resultantes de certas práticas desportivas. O conhecimento do estado de saúde da pessoa antes da partida é fundamental.
Medidas gerais como toda a higiene alimentar, evitar os alimentos não cozinhados, mal manipulados, bebidas não potáveis, proteger e evitar exposição prolongada ao Sol, proteger das picadas dos insectos e do contacto com água doce são sempre importantes.
A informação transmitida inclui também as informações sobre endemias, as vacinações, as quimioprofilaxias, as protecções em relação ao meio físico e biológico e a constituição de um estojo de medicamentos.
Os alimentos devem ser cozinhados e a fruta deve ser descascada pelo próprio; as bebidas engarrafadas; os lacticínios pasteurizados; os alimentos ingeridos em “quente”; o gelo de água potável; lavar os dentes com água potável; lavar as mãos antes e depois das refeições; reduzir ao possível actividades em áreas poluídas; usar repelentes de insectos; considerar o uso de vestuário impregnado com permetrinas; dormir sob mosquiteiros; tomar precauções adequadas nas relações sexuais; precauções adequadas para acidentes de viação; cuidados com os animais; usar roupas adequadas; evitar banhos em água doce não tratada; usar protector solar adequado; evitar a desidratação; transportar um estojo de medicamentos, etc.
Uma causa frequente de doença é a diarreia dos viajantes geralmente ocasionada por Enterobacteriáceas e vírus, e mais raramente por parasitas.
A diarreia dos viajantes pode ser evitada com uma boa higiene alimentar e, em casos seleccionados, com uma profilaxia à base de uma quinolona oral, diariamente, ou menos com o subsalicilato de bismuto 4xdia.
A terapêutica dos casos menos graves (sem sangue e sem grande número de dejecções) que são os mais frequentes é efectuada com a loperamida, recorrendo-se a uma quinolona, à azitromicina ou ao co-trimoxazol, durante 3 dias nos casos mais graves. Se necessário, usar soros de rehidratação oral ou parentéricos.
As vacinas passíveis de serem utilizadas variam de regiões para regiões sendo algumas obrigatórias e outras aconselháveis. Atender às contra-indicações (por exemplo, gravidez, imunodeficiências, crianças…).
A título indicativo: vacinas para hepatites B e A, febre amarela, febre tifóide, cólera, influenza, sarampo, polio, tétano e difteria, meningococia (serotipos A,C,Y, W135), encefalite japonesa, encefalite para mordedura de carraças, raiva…

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Tratamento (Pediculose Corporis)

A mudança e lavagem de roupa, bem como medidas de higiene pessoal, são suficientes para o tratamento.

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Tratamento (Pitiríase Versicolor)

Com excepção das situações em que as lesões são extensas, com longo tempo de evolução, ou nos indivíduos imunocomprometidos, o uso de antifúngicos tópicos associados à lavagem diária com produtos de higiene contendo cetoconazol, econazol ou outro derivado imidazólico, resolvem a maior parte dos casos. A aplicação destes produtos deverá ser efectuada no tronco (até à cintura) e membros superiores, durante 10-15 dias.
De notar que pode permanecer hipocromia residual durante largas semanas, mas que não justifica a manutenção do tratamento. Nas pitiríases versicolores muito extensas e antigas pode justificar-se o recurso concomitante a antifúngico sistémico, sendo os mais utilizados o itraconazol ou o fluconazol, nas doses terapêuticas habituais e por um período médio de tratamento de 1 semana.
Nos indivíduos com tendência à recidiva sistemática da pitiríase pode justificar-se o tratamento profiláctico, efectuado tópica e sistemicamente uma vez por mês.

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Tratamento (Ectima)

A terapêutica baseia-se na correcção dos factores predisponentes, medidas gerais de higiene, limpeza e desinfecção das lesões e na antibioterapia sistémica e tópica segundo os moldes enunciados para o impétigo.

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Hipersónias de Origem Central

São um grupo de doenças cujo sintoma predominante é a SDE (sonolência diurna excessiva) não provocada por distúrbios do sono noturno ou por alterações do ritmo circadiário. Incluem: narcolepsia, hipersónia idiopática, hipersónias recorrentes, síndroma de sono insuficiente, hipersónia associada a doenças médicas e drogas.
Na abordagem terapêutica destas patologias:
—> É fundamental um diagnóstico preciso. A causa mais frequente de hipersónia é a privação de sono (síndrome do sono insuficiente). Também a sonolência provocada por fármacos, patologia psiquiátrica e outras patologias do sono, particularmente patologias respiratórias ou movimentos periódicos do sono, devem ser cuidadosamente procuradas.
—> A terapêutica deve incluir não só tratamento do sintoma principal, a SDE, mas também o controlo de outros sintomas e alterações do sono.
—» E essencial a manutenção de uma boa higiene de sono.
—> Se a SDE não for controlada com os fármacos estimulantes, deve ser extensivamente procurada outra causa.
– Deve ser enfatizado o impedimento de conduzir até a sonolência estar controlada, bem como de realizar tarefas perigosas no trabalho e em casa.
– Dada a incapacidade associada a estas situações, deve ser fornecido apoio social e ocupacional e fomentada a participação em grupos de apoio.

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Higiene de Sono

Como princípio geral, a terapêutica das patologias do sono deve incluir o ensino das regras de uma boa higiene de sono:
—» Manter uma exposição à luz adequada: pouca exposição à luz à noite, luz solar durante o dia, evitar permanecer junto à televisão ou ecrã do computador perto da hora de dormir.
—> Manter horários regulares para as refeições.
—> Fazer exercício físico regular, mas evitar exercício físico violento 4 horas antes da hora de deitar.
—> Evitar estimulantes (cafeína, álcool, nicotina, chocolate), particularmente à tarde e à noite.
—> Manter o quarto confortável (som, luz, calor).
—> Não dormir com crianças ou animais.
—> Usar a cama só para dormir e sair da cama se não estiver a conseguir dormir.
—> Estabelecer momentos de relaxamento antes de ir para a cama.
—» Adequar o tempo na cama às suas necessidades individuais de sono.