Artigos

hipertensão 2 180x180 - Terapêutica da Hipertensão Arterial Essencial Não Complicada

Terapêutica da Hipertensão Arterial Essencial Não Complicada

A HTA (hipertensão arterial) é um fator de risco cardiovascular importante. Revisões sistemáticas têm provado que o seu tratamento (farmacológico ou não) diminui a incidência de AVC (acidentes vasculares cerebrais) fatais ou não, eventos cardiovasculares e a mortalidade global.
Os principais fatores de risco identificados na HTA incluem grupo etário, género, predisposição genética, dieta, inatividade física, obesidade e determinadas características sociais.

doencas cardiovasculares 1 180x180 - Etiologia

Etiologia

A doença coronária é a causa mais frequente de IC no mundo ocidental, atingindo 60 a 70% dos doentes com disfunção sistólica ventricular esquerda.
A hipertensão arterial, as alterações primárias do músculo cardíaco (miocardiopatias), as doenças valvulares, congénitas, do pericárdio e as arritmias também são causas comuns de IC. A exposição a fármacos cardiotóxicos, em particular citostáticos, pode exacerbar ou causar IC. A IC de alto débito pode ser causada por anemia grave, beribéri, shunts arteriovenosos, doença de Paget e tireotoxicose.
A identificação das causas potencialmente reversíveis, bem como dos fatores precipitantes e de exacerbação da IC, é fundamental para uma eficaz abordagem terapêutica.

Arterite de Takayasu Figura 2 180x180 - Arterite de Takayasu (Vasculites)

Arterite de Takayasu (Vasculites)

– Arterite de Takayasu – a terapêutica preconizada são os corticóides na dose inicial de 1 mg/kg/dia durante 1-3 meses, reduzindo posteriormente a dose. Nas situações de resistência aos corticóides, ou quando há efeitos secundários importantes, podem associar-se imunossupressores (metotrexato de preferência). O controlo da hipertensão arterial é fundamental. No caso de existirem estenoses significativas pode-se recorrer à cirurgia de revascularização.

Ultimos avances en medicina 3 180x180 - HDA na Hipertensão Portal

HDA na Hipertensão Portal

—> Suspeitar de ruptura de varizes esofágicas sempre que há sinais de DHC/hipertensão portal (HP): aranhas vasculares, icterícia, ascite, esplenomegalia, circulação colateral, encefalopatia portossistémica (EPS).
—> Alterações da função hepática, hiponatremia, trombocitopenia, INR prolongado.
—> 90% dos doentes têm cirrose e a mortalidade é elevada, 30%.
—> Outras causas de HP – trombose da porta (pré-hepática), schistosomíase, sarcoidose, doenças mieloproliferativas, doença poliquística, fibrose hepática congénita, Budd-Chiari, pericardite constritiva, doença veno-oclusiva (pós-hepática).
—» As varizes ocorrem nos sítios das anastomoses porto-sistémicas anómalas e rompem no esófago distai ou fundo gástrico (rupturas de varizes gástricas, 10% dos episódios) e mais raras vezes no recto.
—> A ruptura tem a ver com o tamanho das varizes, a pressão (risco grande quando o gradiente pressão hepática encravada/livre é >12 mmHg) e alterações da mucosa esofágica (em parte relacionadas com o refluxo): hematocistos, red spots.
—> Os doentes com DHC/HP podem sangrar de causas diferentes: úlcera ou outras e de gastropatia hipertensiva portal (GHP) ou ectasia vascular do antro gástrico (GAVE).
—> Dada a gravidade e maior mortalidade que em outras causas de HDA, os doentes com suspeita de RVE têm de ser endoscopados de urgência e admitidos em UCI.

diabetes hipertensao 180x180 - Hipertensão (Avaliação Pré-Operatória)

Hipertensão (Avaliação Pré-Operatória)

—> Nunca interromper bloqueantes ou clonidina;
—> A suspensão de IECA ou antagonistas do receptor da angiotensina no dia da cirurgia pode reduzir as flutuações de pressão arterial no peri-operatório.
—> Hipertensão no pós-operatório pode dever-se a dor, hipoxia, agitação/delírio, bexiga não drenada.
—> O tratamento de hipertensão, enquanto não existe via digestiva, pode ser feito provocando balanço hídrico negativo, com terapêutica sublingual, captopril 6/6 horas de preferência, em alternativa nifedipina, ou com o labetalol e.v., 12,5 a 25 mg de 6/6 horas, monitorizando a tensão arterial e a frequência de pulso.

como tratar gripe 180x180 - Clínica (Meningite)

Clínica (Meningite)

Febre, rigidez da nuca e alterações do estado de consciência constituem a tríade clássica de sintomas associados à MAB, embora nem sempre estejam todos presentes no momento da apresentação do doente. As cefaleias são também um achado importante e precoce, sendo holocranianas, de carácter pulsátil e. geralmente, muito intensas, e podendo associar-se a outros sinais de hipertensão intracraniana, tais como vómitos incoercíveis, em jacto e sem náuseas associadas, e fotofobia.
O quadro clínico é particularmente consistente no caso da meningite pneumocócica, podendo ser mais fruste e de desenvolvimento mais rápido no caso do meningococo.
– A rigidez da nuca é manifestada pela incapacidade de juntar o queixo ao peito, quer activamente, quer na pesquisa passiva, que deve ser feita, preferencialmente, através da tentativa de flexão anterior (e não de rotação lateral) da nuca.
– O sinal de Brudzinsky manifesta-se por flexão instintiva dos joelhos à tentativa de flexão da nuca.
– O sinal de Kernig, mais difícil de pesquisar em adultos, manifesta-se por dificuldade em manter os joelhos em extensão aquando da flexão dos membros inferiores ao nível da anca.
Podem ocorrer crises convulsivas no contexto da meningite, mas a sua presença deve fazer suspeitar de envolvimento encefálico concomitante. A presença de sinais de sofrimento do tronco cerebral é característica das meningites por listeria (romboencefalite).
A presença de exantema petequial deve ser sistematicamente pesquisada, sendo fortemente sugestiva de meningite no contexto de sépsis meningocócica. O despiste de focos de infecção ORL deve ser considerado, particularmente nos casos de etiologia pneumocócica.

757840 180x180 - Tratamento (Metastização no Sistema Nervoso Central)

Tratamento (Metastização no Sistema Nervoso Central)

– Medidas farmacológicas gerais:
• Dexametasona – na presença de hipertensão intracraniana, causa frequente dos sintomas, na dose de 15 a 30 mg/dia, e.v., seguido de desmame.
• Antiepilépticos – de forma preventiva não está recomendada, mas devem ser usados se há actividade convulsiva.
– Cirurgia – a realização de biopsia e/ou ressecção pode estar indicada em caso de lesão única, quando não é conhecida a existência de doença oncológica ou esta não está ainda metastizada. Mesmo no doente com doença metastática conhecida é admissível a cirurgia para ressecção de metástase(s) em situações em que esta é muito sintomática ou em que é previsível provocar défice neurológico significativo e em que, de outra forma, o prognóstico do doente é razoável (doença metastática limitada e probabilidade de controlo com terapêutica).
– RT – a RT holocraniana constitui a forma de tratamento mais frequente quer nos doentes não operados, quer nos que foram sujeitos a cirurgia. A sua indicação depende do estado geral do doente e do tipo de neoplasia (alguns com escassa radiossensibilidade). Na carcinomatose meníngea pode ser feita a irradiação de todo o neuro-eixo (de elevada toxicidade aguda) ou de segmentos do mesmo neuro-eixo que estejam a provocar sintomatologia.
– Radiocirurgia – em casos de lesões limitadas mas com escassa probabilidade de ressecção completa e em localização de difícil abordagem cirúrgica, pode estar indicada a radiocirurgia (com acelerador linear ou com Gamma Knife).
– Quimioterapia – raramente a quimioterapia demonstra eficácia no tratamento das metástases cerebrais. No entanto, pode haver vantagem na associação de quimioterapia (temozolamida) com RT em certos tipos de tumor – melanoma, principalmente.
—> Tratamento intratecal – a abstenção terapêutica é muitas vezes uma solução preferível na medida em que os tratamentos disponíveis não são isentos de alguma toxicidade. Pode ser feita a administração intratecal de quimioterapia (habitualmente com metotrexato ou citarabina, associados a dexametasona); para este efeito é recomendável a colocação de um dispositvo subcutâneo ligado ao ventrículo (reservatório de Ommaya) que torna mais cómoda e segura a administração deste tipo de quimioterapia.

dsc 4749 180x180 - Causas (Emergências em Oftalmologia)

Causas (Emergências em Oftalmologia)

—> Diabetes.
—> Hipertensão.
—> Trauma cefálico.
—> Irite aguda.
—> Conjuntivite aguda.
—» Glaucoma agudo.
—> Celulite orbitaria.
—> Oclusão da artéria central da retina.
—> Descolamento da retina.
—> Laceração palpebral.
—> Sangue intra-ocular (hifema).
—> Abrasão da córnea.
—> Corpo estranho no globo ocular.
—> Lesão química.
—> Pancada ou lesão cortante.

SEM Lymphocyte 180x180 - Hiperesplenismo

Hiperesplenismo

Síndrome caracterizada pela existência de esplenomegalia e trombopenia por sequestração. Todas as situações em que há esplenomegalia e hipertensão portal podem acompanhasse de trombopenia; não parece haver relação directa entre o volume do baço e o número de plaquetas.
Habitualmente, a trombopenia é moderada e não exige tratamento; este deve ser dirigido à causa da esplenomegalia e pode incluir a esplenectomia.

A red blood cell in a capillary pancreatic tissue   TEM 180x180 - Anemia Microangiopática

Anemia Microangiopática

Anemia por fragmentação de eritrócitos em consequência de alteração da parede vascular (vasculite, hipertensão), alteração dos mecanismos de coagulação (CIVD, PTT (púrpura trombopénica trombótica), SHU (síndrome hemolítica urémica, neoplasia metastizada) ou prótese valvular cardíaca (geralmente com leak para valvular ou outra anomalia de funcionamento). A morfologia do sangue é geralmente sugestiva com presença de esquizócitos, anemia com trombopenia, LDH elevada, bilirrubina aumentada à custa da livre e diminuição de haptoglobina. É particularmente importante pensar em PTT e SHU nos quadros que se acompanham de alteração da função renal e de alterações neurológicas.