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SOL 04138 7 180x180 - Preparados de Ervas

Preparados de Ervas

Passamos a expor algumas breves palavras sobre os preparados de erva, tão na moda atualmente e utilizados com os mais diversos fins.
Os alcalóides da efedra (usados no emagrecimento) podem provocar uma síndrome simpaticomimética.
A Kava kava (utilizada na ansiedade) tem sido relacionada com necrose hepática.
A Ginkgo biloba (para melhorar o desempenho cognitivo) e o alho (como antibacteriano) podem provocar hemorragias.
O ginseng (aconselhado na astenia) pode induzir hipoglicemia.
Já foram descritas arritmias com chás e laxantes à base de glicósidos cardíacos como a foxglova.


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B9 diabetes 180x180 - Fatores de risco - Diabetes

Fatores de risco – Diabetes

Controlar a glicemia para um valor alvo de HbAlc<7,5%, não utilizar a metformina na DRC 4 e 5. E frequente assistirmos a uma melhoria do controlo ou mesmo risco de hipoglicemia com a progressão da DRC, que potencia a vida média dos antidiabéticos.

Paracetamol tablets 180x180 - Paracetamol

Paracetamol

O carvão ativado em doses múltiplas mostrou ser efetivo na adsorção do paracetamol.
Deve diluir-se 30 g de carvão em 240 ml de água e dar até 4 doses no adulto.
A N-acetilcisteína tem a sua maior eficácia nas primeiras 8 horas e as indicações para o seu uso são os doentes que ingeriram doses potencialmente hepatotóxicas e todos os que têm uma história de ingestão com evidência de toxicidade orgânica grave (testes de função hepática alterado, INR aumentado, falência renal, acidose, hipoglicemia ou falência hepática fulminante).
O nomograma de Rumack-Matthew é útil para predizer a hepatotoxicidade nos doentes que têm uma história clara de tempo de ingestão: o primeiro nível plasmático do fármaco deve ser determinado às 4 horas e transposto para o nomograma e o segundo às 8 horas.
Na dúvida deve-se sempre administrar N-acetilcisteína até 24 horas após a ingestão, pois há evidência que mesmo a administração tardia se associa a uma diminuição na encefalopatia hepática e mortalidade.
A dose e.v. inicial é de 140 mg/kg durante 15 minutos ou, então, de 40 mg/kg em 4 horas, seguindo-se uma perfusão de 100 mg/kg durante 16 horas.

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Considerações sobre a terapêutica da Malária grave (Perniciosa)

A terapêutica da malária grave é efectuada de acordo com a complexidade das suas alterações clínicas, fisiopatológicas e imunológicas.
A um tratamento etiotrópico adequado deve juntar-se a terapêutica preventiva ou compensadora das complicações, muitas vezes causa de morte ou de sequelas importantes.
A terapêutica das convulsões, edema pulmonar agudo, insuficiência renal, hipoglicemia e das supra-infecções bacterianas é sempre muito importante e deve ser devidamente adaptada ao nível dos cuidados de saúde disponíveis.
As complicações na malária são frequentes e definem várias formas de perniciosa. O seu tratamento é tão ou mais importante que o tratamento contra os plasmódios. Os principais indicadores de mau prognóstico/complicações são:
– Coma profundo.
– Convulsões repetidas.
– Sinais de insuficiência respiratória.
– Estado de choque. Hemorragias.
– Hipoglicemia.
– Aumento das bilirrubinas e/ou transaminases.
– Aumento da creatininemia e acidose.
– Aumento da lactacidemia.
– Parasitemias elevadas >500000 mm3.
– Mais de 5% de neutrófilos com pigmento malárico.

glucobay tabl 100 mg 30 stk 800x800 180x180 - Inibidores da glucosidase

Inibidores da glucosidase

– Glucobay em doses de 50-100 mg tid.
Reduz a hiperglicemia pós-prandial através da redução da absorção de glicose e, desta forma, reduz a utilização de insulina. Diminui a HbA1c em cerca de 0,5-1%, com uma redução da hiperglicemia pós-prandial em 30-50%.
Os efeitos secundários frequentes são a flatulência (20%) e diarreia (3%).
Quando administrada isoladamente, não há risco de hipoglicemia, excepto quando é associada a sulfonilureias ou insulina.

3002279 180x180 - Glibenclamida (Daonil, Euglucon)

Glibenclamida (Daonil, Euglucon)

Semivida de 1 a 2 horas do fármaco não metabolizado, no entanto, o efeito biológico da glibenclamida claramente atinge as 24 horas. É um hipoglicemiante potente metabolizado no fígado e excretado pelo rim.
Normalmente inicia-se com 2,5 mg/dia administração 30 minutos antes das refeições (dose única) e pode-se aumentar até 5 a 10 mg/dia.
Pode levar a hipoglicemia potencialmente grave, prolongada e ocasionalmente fatal, principalmente em doentes idosos, com doença cardiovascular, hepática ou insuficiência renal.

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Terapêutica (Insuficiência Hepática Aguda)

O reconhecimento da insuficiência hepática aguda obriga a tomar medidas terapêuticas dirigidas às complicações da mesma e específicas da etiologia eventualmente identificada.
O objectivo ideal no tratamento da insuficiência hepática aguda é a regeneração hepática, o restitutio ad integrum; nos doentes com bom prognóstico, importa promover medidas de suporte até à sua total recuperação; nos doentes com mau prognóstico, impõe-se proceder rapidamente ao transplante hepático sem descuidar as habituais medidas de suporte.
As medidas gerais a adoptar no tratamento das complicações da insuficiência hepática aguda são:
1) Monitorização hemodinâmica com colocação de linha arterial.
2) Entubação endotraqueal com ventilação assistida.
3) Nalguns centros, monitorização da pressão intracraniana na encefalopatia grau 3/4.
Tratar com manitol se a pressão intracraniana estiver elevada; a cabeceira da cama a 30° e a sedação com propofol podem também reduzi-la.
4) Prevenção da hipoglicemia com soro dextrosado a 10 ou a 20%.
5) Correcção das alterações hidroelectrolíticas.
6) Administração e.v. de inibidores da bomba de protões para evitar a ocorrência de hemorragia digestiva.
7) Tratar a infecção bacteriana (80%) com antibióticos de largo espectro após a realização de culturas já que a infecção pode impedir o doente de ser transplantado; a infecção por fungos em que a Cândida é o agente mais frequente ocorre em 30% dos casos, pelo que também se deve ponderar a terapêutica antifúngica.
8) Proceder à hemofiltração contínua nos doentes oligúricos porque evita a instabilidade da perfusão cerebral.
Exigem-se medidas específicas dirigidas a determinadas causas bem identificadas.

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Tremor Fisiológico

O tratamento consiste na identificação e remoção do fator de agravamento (por exemplo, exercício, stress emocional, hipoglicemia), podendo ser recomendado o uso concomitante de propranolol.

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Bloqueantes

– Bloqueantes – propranolol (doses diárias de 40-240 mg/dia, divididas em 2 a 3 tomas ou em toma única de libertação lenta), metoprolol (50-200 mg/dia), bisoprolol (5-10 mg/dia). Há menor evidência sobre a eficácia do atenolol e do timolol.
Estão contra-indicados nos indivíduos com asma, insuficiência cardíaca congestiva, bradicardia, perturbações da condução cardíaca e nos diabéticos insulinodependentes (mascararam os sintomas da hipoglicemia). Durante a sua introdução dever-se-ão controlar a tensão arterial e a frequência cardíaca. Os seus principais efeitos adversos são o cansaço, vasoconstrição periférica, broncospasmo, hipotensão, bradicardia, alterações do trânsito intestinal, impotência, insónia e pesadelos.

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Agentes Hipoglicemiantes

O tratamento baseia-se na administração oral ou e.v. de glucose a 50%. Em situações mais graves, pode administrar-se glucagon 1 mg subcutâneo ou i.m. e mesmo octreótido subcutâneo ou e.v. na dose de 50 a 100 (Xg cada 8 horas. Este fármaco inibe a libertação de insulina, reduzindo o período de hipoglicemia.