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101101210 180x180 - Clínica Relacionada Com o Défice Hormonal

Clínica Relacionada Com o Défice Hormonal

– Atraso da puberdade nos adolescentes.
– Oligomenorreia, amenorreia, infertilidade.
– Diminuição da libido.
– Atrofia da mama (não ocorre com hiperprolactinemia).
– Diminuição do volume testicular.
– Espermatogénese normal com diminuição do volume ejaculado.
– Diminuição do pêlo corporal e da força muscular.
– Estradiol em níveis de fase folicular.


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shutterstock 103381445 180x180 - Adenomas da Hipófise

Adenomas da Hipófise

Os tumores da hipófise correspondem a 10-15% dos tumores do SNC e podem apresentar-se com sinais e sintomas decorrentes do efeito de massa, disfunção hormonal ou ambos.
Dividem-se em microadenomas (adenomas <1 cm) e macroadenomas (adenomas >1 cm) em que a incidência de défices visuais ou hipopituitarismo está directamente relacionada com o tamanho do tumor.
Etiologicamente podem ser prolactinomas em 60% dos casos, adenomas produtores de GH (20%), de ACTH (10%), adenomas não funcionantes (10%) ou mais raramente adenomas produtores de TSH, gonadotropinas ou cadeias alfa.

alopecia androgenetica maschile 180x180 - Terapêutica Médica Tópica (Alopecia androgenética)

Terapêutica Médica Tópica (Alopecia androgenética)

– Minoxidil tópico – a loção tópica de minoxidil a 2% é uma terapêutica bem estabelecida na alopecia androgenética. Contudo, a loção a 5% condiciona uma resposta clínica mais rápida e evidente.
O mecanismo de acção do minoxidil percutâneo não está completamente esclarecido.
A posologia aconselhada é de 1 ml de solução aplicada de manhã e à noite sobre o couro cabeludo seco. O minoxidil tópico parece não ter eficácia ao nível da região temporal. O tratamento deve ser feito durante pelo menos 6 meses para se poder avaliar a sua eficácia. Uma boa resposta corresponde a paragem da queda excessiva ao fim de 2 a 6 meses, acompanhada pelo início de reponte de cabelos tipo lanugo.
Ao fim do primeiro ano atinge-se uma melhoria estacionária, mas se o tratamento for suspenso, esta melhoria é reversível ao fim de 3 ou 4 meses.
Os melhores resultados são visíveis nos primeiros graus de alopecia androgenética no homem e, isoladamente ou em combinação com terapêutica hormonal, na mulher.
Em regra, quanto mais jovem o paciente, melhor a resposta, diminuindo esta acentuadamente a partir dos 40 anos.
Como efeitos secundários possíveis da aplicação local são de referir o prurido e a hipertricose da face, pelo que na mulher se deve utilizar preferencialmente a solução a 2% que está associada a um menor risco de ocorrência do último. As raras reacções irritativas ou alérgicas descritas (0,1-1% segundo as séries) podem ser provocadas pelo minoxidil ou pelo excipiente.
– Outros tópicos – as formulações tópicas de finasteride a 0,05% e de progesterona a 0,5% não são eficazes, apesar da actividade inibidora da 5-alfa reductase destas substâncias.
No caso de coexistência de dermite seborreica, a utilização de champôs com cetoconazol ou piroctona-olamina pode ser útil na redução da microflora infundibular diminuindo a inflamação que parece agravar a queda de cabelo.
Resultados preliminares de ensaios clínicos de pequena escala com o 2,4-diamino-piramidina-3-óxido, molécula aparentada com o minoxidil, demonstram a sua eficácia antifibrótica, o que facilita a inserção profunda dos folículos na derme com consequente aumento da percentagem de folículos em fase anagénica.

20100509134417 180x180 - PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL

PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL

Ocorre no período menstrual, habitualmente 24/72 horas após o início da menstruação. A patogénese não é conhecida, mas por vezes está associado a endometriose pélvica e torácica. Poderá ter indicação para toracoscopia e administração de terapêutica hormonal.

metodos contracetivos 180x180 - Vias de Administração de Contracepção Hormonal

Vias de Administração de Contracepção Hormonal

— Preparações combinadas contendo estrogénio e progestagénio.
— Via oral (contraceptivos orais).
— Via vaginal (anel vaginal).
— Via transcutânea (sistema transdérmico).
— Preparações contendo apenas progestagénio.
— Via oral (contraceptivos orais com progestagénio isolado).
— Injectável.
— Implante subdérmico.
— Sistema intra-uterino libertador de levonorgestrel.

nutricao candidiaseb 180x180 - Formas Clínicas (Hemorragia Disfuncional)

Formas Clínicas (Hemorragia Disfuncional)

Hemorragias ovulatórias: causadas por deficiente produção hormonal e/ou alterações da hemostase endometrial.

acnepix2 180x180 - Tratamentos Sistémicos (Acne)

Tratamentos Sistémicos (Acne)

Utilizam-se nos casos de acne moderada a grave, habitualmente associados a tratamento tópico.
– Antibióticos orais – actuam não só devido à sua acção antibacteriana, mas associam também acção anti-inflamatória, em especial as tetraciclinas.
As tetraciclinas de 1.ª geração – oxitetraciclina e cloridrato de tetraciclina – e, sobretudo, as de 2.ª geração – minociclina e doxiciclina são as mais utilizadas. As segundas têm vantagem posológica e maior comodidade de administração (1xdia), embora sejam mais caras. Utilizam-se na dose de 100 mg/dia, que se pode reduzir para 50 mg/dia quando se obtém o controlo da dermatose. Com menos frequência podem utilizar-se os macrólidos (eritromicina ou azitromicina) ou, mais raramente ainda, cotrimoxazol, sulfonas ou quinolonas.
A terapêutica antibiótica, se eficaz, deve ser prolongada por 6 meses. Não deve ser feita em monoterapia, e não deve associar-se a antibioterapia tópica (pode associar-se a retinóides tópicos ou peróxido de benzoílo), nem a retinóides orais (tetraciclinas).
Os principais problemas com a antibioterapia oral prendem-se com a emergência de resistências microbianas e com os eventuais efeitos acessórios da minociclina e doxiciclina. A primeira pode provocar síndromes vertiginosas (dose-dependentes), pigmentação cutânea, síndromes de hipersensibilidade ou auto-imunes; a doxiciclina tem potencial fototóxico, pelo que é prudente evitar a utilização durante o Verão.
– Terapêutica hormonal – está, obviamente, restringida ao sexo feminino e tem por objectivo reduzir a actividade androgénica ao nível da glândula sebácea. Combinam, habitualmente, um estrogénio (etinilestradiol) com um anti-androgénio (acetato de ciproterona, dienogest, drospirenona, clormadinona). Está indicada em mulheres com acne de agravamento pré-menstrual, com acne da mulher adulta, associada a outras manifestações de hiperandrogenismo, em jovens sexualmente activas com acne inflamatória, ou como anticoncepcional em mulheres em tratamento com isotretinoína.
– Retinóides orais – a isotretinoína é o fármaco antiacneico mais completo, uma vez que actua nos quatro factores patogénicos da acne. Contudo, dado os potenciais efeitos acessórios, a sua utilização está reservada a casos de acne inflamatória moderada a grave, resistente a outros tratamentos ou com rápida recidiva após tratamento antibiótico correcto, acne nódulo-quística, acne da mulher adulta ou em casos de acne com marcada tendência cicatricial. Deve ser administrada em doses de 0,5-0,7 mg/kg/dia, após as refeições, até atingir a dose cumulativa total de 100-120 mg/kg. A melhoria inicia-se entre o 1.° e 2.° mês de tratamento e induz remissões prolongadas, muitas vezes definitivas.
Os principais efeitos secundários são a secura das mucosas, em especial a queilite, a maior sensibilidade à radiação UV (cuidados extremos na sua administração no Verão) e o potencial teratogénico, que obriga à prevenção da gravidez em mulheres em idade fértil, até 2 meses após a suspensão do tratamento. Deve ser feito controlo laboratorial da função hepática e do perfil lipídico.
Dada a necessidade de experiência no controlo deste fármaco, a sua utilização deve ser reservada ao especialista.

acne 180x180 - Acne

Acne

A acne resulta da inflamação dos folículos pilosos e glândulas sebáceas, com retenção de sebo, evoluindo por surtos, sob influência hormonal. É geneticamente determinada, tem maior incidência na juventude e na sua etiopatogenia estão implicados quatro factores principais:
-> Hiperplasia sebácea com consequente seborreia, por acção de estímulos androgénicos sobre as glândulas sebáceas, entendendo-se como importante o efeito no órgão alvo e não especificamente os níveis circulantes de hormonas.
—> Hiperqueratose do infundíbulo piloso, a qual condiciona o encerramento folicular.
—> Colonização bacteriana pelo Propionibacterium acnes e Staphylococcus albus, com consequente inflamação folicular (directamente por acção bacteriana ou resultante da capacidade irritante dos ácidos gordos libertados pelo microrganismo).
—> Reacção inflamatória/imunitária, com libertação de vários mediadores da inflamação.
Sendo a clínica da acne sobejamente conhecida, não nos debruçaremos sobre a mesma.

medicacao para a diabetes tipo 2 2014 02 28 15 59 25 180x180 - Terapêutica Hormonal

Terapêutica Hormonal

Algumas neoplasias – tipicamente o caso da mama e da próstata – possuem receptores hormonais no citoplasma.
O caso do carcinoma da mama existem receptores de estrogénio e/ou de progesterona (em 60 a 70 % das neoplasias) onde se ligam os estrogénios circulantes e daí resultando a Proliferação celular. O bloqueio destes receptores conduz à morte celular. Na mulher pre-menopáusica a principal fonte de estrogénio (estradiol) é o ovário, enquanto na mulher pós-menopáusica é a conversão periférica dos androgénios da suprarrenal (mediada por um complexo enzimático denominado aromatase).
Do ponto de vista terapêutico, na mulher pré-menopáusica pode-se frenar a produção dos estrogénios mediante a supressão da função ovárica – de forma definitiva por castração cirúrgica ou de forma temporária com o uso de análogos do LH-RH associados a um anti-estrogénio – tamoxifeno. Já na mulher pós-menopáusica, favorece-se a utilização de tamoxifeno ou de inibidores da aromatase. São exemplos de inibidores da aromatase o anastrozol, o letrozol e o examestano.
O fulvestrant (como o tamoxifeno) é um antagonista dos receptores de estrogénio mas que possui uma enorme afinidade para estes receptores.
De forma geral, a hormonoterapia está indicada no tratamento do cancro da mama, que expressa receptores hormonais quer em contexto adjuvante, quer metastático. Em contexto adjuvante, usa-se tamoxifeno (mais ou menos análogo do LH-RH) na pré-menopáusica, e inibidor da aromatase ou tamoxifeno na pós-menopáusica. No tratamento da doença metastática usa-se tamoxifeno e análogo LH-RH na pré-menopáusica, na menopáusica inibidor da aromatase, tamoxifeno ou fulvestrant. Na mulher com doença metastática que respondeu a uma 1.ª linha de hormonoterapia, é razoável oferecer uma 2.ª linha e por vezes mesmo uma 3.ª linha.
No cancro da próstata existem receptores de androgénios; o seu bloqueio ou a supressão dos androgénios leva à morte celular e, portanto, ao controlo da doença.
Na próstata, a supressão dos androgénios pode-se fazer também por castração cirúrgica ou bioquímica (igualmente com análogos LH-RH). Existem ainda vários anti-androgénios: ciproterona, flutamida, nilutamida e bicalutamida. Ocasionalmente pode-se igualmente utilizar prednisona ou cetoconazol (para supressão dos androgénios produzidos na suprarrenal). A hormonoterapia pode ser utilizada quer em contexto adjuvante, era associação a RT (doença localmente avançada), quer, mais frequentemente, na doença metastática. A associação de anti-androgénio e análogo LH-RH (bloqueio androgénico completo) teoricamente garante uma eficácia anti-androgénica superior; no entanto, não é consensual que a sua utilização, na doença metastática, seja melhor do que a utilização sequencial das duas formas de hormonoterapia.

18032693 l 180x180 - Hipotiroidismo

Hipotiroidismo

A prevalência do hipotiroidismo é de cerca de 2% no sexo feminino e 0,2% no sexo masculino. Ocorre de forma mais frequente entre os 40-60 anos.
Existem quatro grandes grupos de défice de hormona da tiroideia:
—> Perda permanente ou atrofia do tecido tiroideu (hipotiroidismo primário).
—> Defeitos transitórios ou progressivos da biossíntese hormonal com aumento compensatório da glândula tiroideia (hipotiroidismo com bócio).
—> Doenças do hipotálamo/hipófise com deficiente estimulação da tiroideia (hipotiroidismo secundário ou central).
—> Defeitos na molécula de TSH.