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Quimioprofilaxia da Infecção em Doentes Imunodeprimidos

De uma forma geral, a evidência científica actualmente disponível parece indicar um baixo risco de EB após procedimentos que envolvam manipulação do aparelho dentário ou das gengivas, mesmo em indivíduos portadores de patologia valvular prévia.
Neste contexto, o custo/benefício da profilaxia antibiótica antes de procedimentos de medicina dentária parece não ser favorável à sua utilização sistemática, não sendo universalmente recomendada (mesmo em doentes com prolapso mitral com tradução auscultatória e com doença valvular reumática).
No entanto, identificam-se grupos de indivíduos nos quais a profilaxia antibiótica ainda está recomendada, embora com base na gravidade da patologia cardíaca preexistente e nas consequências particularmente deletérias da ocorrência de endocardite nestes doentes, já que os estudos longitudinais controlados nesta área são insuficientes. São estes grupos:
– Os portadores de próteses cardíacas.
– Os indivíduos com antecedentes de endocardite.
– Os recipientes de transplante cardíaco que desenvolvam patologia valvular.
– Os portadores de cardiopatias congénitas sem reparação cirúrgica, com reparação cirúrgica apenas parcialmente sucedida ou com reparação com recurso a remendos protéticos nos 6 meses após a cirurgia (uma vez que se espera que a endotelização total ocorra ao longo deste período).
Nestes grupos, a profilaxia deve ser administrada, idealmente, 2 horas antes do procedimento. Nos casos em que esta norma não tenha sido respeitada, justifica-se a administração da profilaxia até 2 horas após o procedimento.
O antibiótico recomendado é a amoxicilina, por via oral (2 g em adultos e 50 mg/kg em crianças, em toma única). Nos indivíduos intolerantes à amoxicilina, a clindamicina (600 mg em adultos, 20 mg/kg em crianças) parece ser o antibiótico mais adequado, tendo em conta o espectro de actividade e as características farmacocinéticas deste fármaco. Nos indivíduos que não possam fazer a profilaxia por via oral, recomenda-se a mesma dose de clindamicina, i.m. ou e.v.


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Quimioprofilaxia da Infecção em Doentes Imunodeprimidos

O benefício da profilaxia da infecção por P. jiroveci e da toxoplasmose cerebral em doentes com infecção por VIH, a presença de valores de linfócitos TCD4 + <200 células/mm3 (ou abaixo de 15% do total de linfócitos) está, actualmente, bem reconhecido (ver Tratamento das infecções parasitárias associadas a SIDA). A identificação de outras populações de doentes imunodeprimidos com risco aumentado de ocorrência de doenças infecciosas oportunistas veio alargar o âmbito da utilização de QP, embora nem sempre com base em estudos controlados. Em doentes com um risco aumentado de ocorrência de pneumocistose pulmonar e torna mandatório o início de QP. Os seguintes esquemas associaram-se a uma redução significativa da incidência desta patologia: - Co-trimoxazol, 480 ou 960 mg/dia, p.o., em toma única. - Co-trimoxazol, 960 mg em dias alternados, p.o. Em doentes intolerantes ao co-trimoxazol, podem utilizar-se as seguintes alternativas: - Pentamidina, 300 mg em nebulização de soro fisiológico, de 4/4 semanas. - Dapsona (200 mg p.o.)+pirimetamina (75 mg p.o.), em toma única semanal, com 15 mg de folinato de cálcio. A QP pode ser suspensa quando os valores de TCD4+ se situem de forma sustentada acima das 200 células/mm3.

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Otite Externa Maligna

Osteomielite do osso temporal e base do crânio, geralmente causada por infecção de Pseudomonas aeruginosa ou flora mista.
Doença potencialmente fatal, que afecta quase exclusivamente doentes imunodeprimidos (idosos, diabéticos, doenças imunológicas).
Manifesta-se por otalgia e otorreia persistente e presença de tecido de granulação e sequestros ósseos no CAE.
A evolução do quadro leva ao progressivo envolvimento dos pares cranianos.
O diagnóstico é clínico e radiológico. O tratamento é preferencialmente médico (internamento, antibioticoterapia e.v., limpeza do CAE), devendo o tratamento cirúrgico ser reservado para os casos que não respondem à terapêutica médica.

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Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

A recomendação da QP nesta situação não está fundamentada em evidência científica adequada, só devendo ser considerada em doentes com risco elevado (imunodeprimidos) e para estadias de curta duração em ambientes de risco. Não deve substituir a observação das recomendações para a higiene alimentar. O antibiótico escolhido deve ter um espectro de actividade adequado aos agentes microbianos mais frequentemente implicados (enterobacteriáceas) e cobrir outros menos frequentes, como o Vibrio cholerae, V. parahemolyticus e S. aureus. Os elevados índices de resistência de enterobacteriáceas, designadamente E. coli e Salmonella spp., e de Campylobacter ao co-trimoxazol, quinolonas e doxiciclina tornam difícil a escolha de um fármaco adequado. No entanto, a boa actividade da azitromicina contra a maioria dos agentes habitualmente implicados, associada à sua tolerabilidade, tornam-na uma alternativa aceitável para os doentes considerados em risco.
O esquema preferencial é:
– Azitromicina – 500 mg, p.o., durante 3 dias.
Pode-se também optar pelos seguintes esquemas alternativos:
– Ciprofloxacina – 500 mg de 12/12 horas, p.o., durante 3-5 dias.
– Co-trimoxazol – 960 mg 12/12, p.o., durante 5-7 dias.

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Patogénese (Escabiose)

O prurido surge após sensibilização ao S. scabiei. Quando se trata da primeira infestação, a sensibilização pode levar 2-4 semanas a desenvolver-se. Porém, na reinfestação, uma vez que o indivíduo já está sensibilizado, o prurido pode surgir ao fim de 24-48 horas.
Os doentes imunodeprimidos ou com doenças neurológicas podem desenvolver formas particularmente exuberantes de sarna, designadas como sarna norueguesa ou crostosa.
Ao contrário do que acontece na escabiose vulgar, em que geralmente não há mais do que 10 ácaros infestantes, na sarna norueguesa estes podem exceder o milhão, pelo que são formas de extrema contagiosidade, por vezes apenas diagnosticadas quando surgem várias pessoas contagiadas no agregado do doente ou mesmo nos serviços de saúde onde estes doentes estão internados.
Clinicamente caracteriza-se por prurido intenso, disseminado, poupando apenas a cabeça, a região cervical e o dorso, o qual se agrava, caracteristicamente, durante a noite, causando distúrbios do sono. Na escabiose crostosa, mais de metade dos doentes não tem prurido.
A observação podem encontrar-se vários tipos de lesões:
—> Galerias intra-epidérmicas – acinzentadas ou da cor da pele, têm trajectos lineares ou serpiginosos, com cerca de 2-3 mm de comprimento, com pequena vesícula ou pápula na extremidade do túnel. As localizações mais frequentes são: bordos das mãos, faces laterais dos dedos, pregas interdigitais, punhos, cotovelos, bordo interno dos pés e genitais masculinos.
—> Pápulas pruriginosas à volta das axilas, na região peri-areolar, no abdómen, circundando o umbigo, nas coxas e regiões glúteas.
—» Vesículas e vesico-pústulas nas palmas e plantas, em crianças até aos 2 anos.
—> Nódulos eritematosos ou eritemato-acastanhados (nódulos escabióticos) de superfície lisa. Localizam-se preferencialmente no pénis, escroto, axilas, cintura, nádegas e aréola mamária. Podem permanecer semanas ou meses após a escabiose ter sido tratada eficazmente.
—> Lesões eczematiformes e impetiginização podem surgir secundariamente ao prurido.
O diagnóstico é fundamentalmente clínico. Em caso de dúvida, o exame microscópico de escamas retiradas de pápulas ou de galerias e examinadas sob óleo de imersão permite visualizar o ácaro, ovos ou fezes.

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Molusco Contagioso

Dermatose comum em crianças, adultos jovens e indivíduos imunodeprimidos, caracteriza-se por pápulas hemisféricas de cor branco-pérola, com umbilicação central e dimensões entre 1 e 10 mm. O seu número varia de um a várias dezenas e a distribuição depende do modo como é feito o contágio. Observam-se muitas vezes no tronco, área anogenital e face.
A doença é causada pelo vírus do molusco contagioso (MCV). A transmissão faz-se por contacto directo, ou através de objectos infectados. A frequência de piscinas aumenta a probabilidade de contágio e tem maior incidência em atópicos. A duração da dermatose é autolimitada, embora se conheçam casos com vários anos de evolução e grande número de lesões.