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Terapêutica Biológica (Doença Inflamatória Intestinal)

Os fármacos biológicos, anticorpos com acção neutralizante do factor de necrose tumoral, aprovados no tratamento da DII, são o infliximab (IFX) e o adalimumab (ADA). São ambos eficazes no tratamento de doentes com DC, do tipo inflamatório ou fistulizante, que não tenham obtido resposta com outras terapias convencionais. Permitem induzir a remissão clínica na DC, devendo todos os doentes que tenham obtido resposta manter a terapêutica biológica como tratamento de manutenção.
Do mesmo modo, doentes com CU, refractários à terapêutica convencional, têm indicação para terapêutica de indução com IFX, que deverá ser mantida se houver resposta.
A dose inicial de IFX recomendada para qualquer das indicações é de 5 mg/kg, administrada por via e.v., num regime de indução de 3 doses às 0, 2 e 6 semanas, devendo a terapêutica de manutenção ser administrada posteriormente de 8 em 8 semanas, nos doentes que tenham obtido resposta.
As indicações para a utilização do IFX incluem:
—» Tratamento da DC ou CU com actividade moderada a grave, em doentes que não tenham obtido resposta terapêutica, apesar de adequada e completa com corticosteróides ou imunomoduladores (tiopurinas, metotrexato). Incluem-se, portanto, doentes resistentes à terapêutica médica (corticosteróides e/ou imunomoduladores) ou que não possam ser submetidos a este tipo de terapêutica por intolerância ou por dependência de corticosteróides.
—> Tratamento da DC fistulizante em doentes que não tenham obtido resposta, apesar de administração adequada e completa com outros tratamentos convencionais (incluindo antibióticos, terapêutica cirúrgica e/ou imunomoduladores).
A utilização da terapêutica biológica deve ser evitada em doentes com hipersensibilidade a estes agentes, infecção activa, doença desmielinizante, insuficiência cardíaca congestiva grave e doença maligna recente ou activa. O rastreio apropriado da tuberculose latente ou activa deve ser efectuado em todos os doentes, candidatos à administração de tratamento biológico.
O adalimumab é um fármaco biológico que difere do IFX, por ser de origem 100% humana. E administrado por via subcutânea numa dose de indução de 160 mg, seguido de 80 mg, e posteriormente de 40 mg, em regime de manutenção, com periodicidade quinzenal. Na actualidade está aprovado nas mesmas indicações da DC que o IFX; a sua utilização na CU não está ainda aprovada, existindo estudos em curso. Uma indicação adicional do ADA inclui doentes com DC, que tenham perdido resposta ou se tornaram intolerantes ao IFX.

esclerose multipla 180x180 - Terapêutica Destinada a Alterar a Evolução da Doença

Terapêutica Destinada a Alterar a Evolução da Doença

Sendo a EM uma doença na génese da qual os mecanismos auto-imunes têm um papel indiscutível, vários têm sido os medicamentos ensaiados com o intuito de alterar o curso da doença. A última década foi pródiga na aprovação de fármacos destinados a alterar o curso da doença.
Presentemente os fármacos aprovados para modificar a história natural da doença repartem-se por três grupos: imunomoduladores, anticorpos monoclonais e imunossupressores.

RCU e CROHN 180x180 - Doença de Crohn esofagogastroduodenal

Doença de Crohn esofagogastroduodenal

Os aminossalicilatos não têm utilidade, pois só são libertados em localização mais distal.
A monoterapia com inibidores de bomba de protões é útil como terapêutica de indução e manutenção de remissão. A prescrição de corticosteróides, imunomoduladores e terapêutica biológica é na maioria das vezes necessária.

medicine pills 180x180 - Farmacoterapia na asma - Metilxantinas

Farmacoterapia na asma – Metilxantinas

Metilxantinas (teofilina, aminofilina) são broncodilatadores e imunomoduladores com um efeito terapêutico modesto no controlo dos sintomas noturnos e na função pulmonar. Não constituem 1ª escolha no controlo da doença, embora possam ser opção válida quando em associação com corticosteróides. As metilxantinas de curta ação não têm indicação no tratamento inicial das exacerbações asmáticas, uma vez que o benefício em adultos não está comprovado. Como efeitos secundários dose-dependentes salientam-se: náuseas, vómitos, cefaleias, palpitações, risco de convulsões e arritmia quando os níveis plasmáticos são >30 ug/ml.