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Tratamento (Púrpura Trombopénica Trombótica)

— É uma urgência hematológica.
— O tratamento baseia-se na infusão de plasma fresco congelado (10 a 20 ml/kg de peso do doente) e permuta plasmática (1 a 1,5 volemias diárias), habitualmente até à normalização de plaquetas ou de LDH.
— A corticoterapia com prednisolona 1 mg/kg/dia ou superior é prática corrente.
— Nos casos recidivantes, pode ser útil a imunossupressão (vincristina, ciclofosfamida).
— Em casos isolados pode estar indicado o uso de rituximab e de esplenectomia.

fotolia 6410649 s 0188466001317146187 180x180 - Tratamento (Lesão do Músculo)

Tratamento (Lesão do Músculo)

—> Corticoterapia – é o tratamento de eleição, 1-2 mg/kg/dia. Após melhoria clínica deve tentar-se uma redução para 50-75% da dose inicial, devendo ser esta dose mantida por vários meses, com redução posterior de 5 mg/semana, até uma dose de 0,2-0,3mg/kg/dia, que deve perdurar até um total de 24 meses.
—> Imunossupressão – em casos de intolerância aos corticóides, ou de ineficácia, propõe-se associar azatioprina (2-3 mg/kg/dia) ou outro imunossupressor, como o metotrexato.
—> Imunoglobulinas – foi demonstrada a sua eficácia na dermatomiosite, no esquema habitual de 0,4g/kg/dia durante 5 dias, com repetição mensal do tratamento, mas o número de dias de tratamento depende da resposta clínica.

Herpes zoster 14 180x180 - Tratamento (Herpes Zoster)

Tratamento (Herpes Zoster)

O aciclovir e o valaciclovir estão indicados no tratamento do herpes zoster em doses mais elevadas do que no herpes simples da ordem dos 800 mg p.o. de 4/4 horas, 5xdia durante 7 a 10 dias para o aciclovir, ou 1000 mg p.o. 2xdia, durante 7 dias, no caso do valaciclovir. Contribuem para o encurtamento da doença, diminuição do número de complicações e, segundo alguns, embora tal não seja consensual, para a prevenção da nevralgia pós-herpes zoster. Pode ser usado profilacticamente em doentes com imunossupressão, com situações de elevado risco, como os receptores de órgãos transplantados, fases avançadas da síndrome de imunodeficiência adquirida, doentes com neoplasias medicados com imunossupressores, etc.
A brivudina é um análogo da timidina de administração oral, a qual, na dose recomendada de 125 mg/dia (toma única) durante 7 dias, se mostrou tão ou mais eficaz que o aciclovir ou o valaciclovir. Não deve ser administrada a doentes em tratamento com 5-fluoruracilo, pois pode potenciar a toxicidade deste agente quimioterapêutico.
Para além da terapêutica específica com aciclovir, é necessário tratamento sistémico, dirigido à dor, e tópico, para evitar a infecção secundária das lesões, o que é feito com antisséptico.
A atitude a tomar em relação à nevralgia pós-herpes zoster, relativamente frequente em doentes idosos, depende da situação clínica. Se não é muito intensa, e sabendo-se que tem geralmente tendência para melhorar com o tempo, é muitas vezes suficiente administrar analgésicos e aguardar. Quando intensa e persistente, alguns anticonvulsivantes têm-se mostrado eficazes, nomeadamente a carbamazepina. Em idosos, as doses devem ser inicialmente baixas, da ordem dos 200 mg/dia, aumentando sucessivamente de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias 200 mg/dia até aos 800 mg. Logo que se observe resposta, devem ser reduzidas, também gradualmente.
A gabapentina pode também ser útil administrada em doses crescentes, que poderão chegar aos 3600 mg/dia, dependendo da eficácia e tolerância. Ainda os antidepressivos tricíclicos (por exemplo, a amitriptilina) têm, por vezes, resultados interessantes nestas situações.
Em caso de dores refractárias às terapêuticas referidas, deverão estes doentes ser referenciados a consulta hospitalar de dor.
Terapêuticas habituais, como a administração de altas doses de vitamina BI2, mostram-se inoperantes e sem interesse nesta situação.

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Tratamento (Inibidores da Coagulação)

Tratamento (Inibidores da Coagulação)

Imunossupressão (prednisona, azatioprina, rituximab e outros para reduzir produção de auto-anticorpos).

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Tratamento (Supurações Anais)

O tratamento assenta na drenagem atempada do abcesso perianal. Os antibióticos poderão ter um papel em circunstâncias especiais que incluem a doença valvular cardíaca, a imunossupressão, a celulite extensa ou a diabetes.
Aproximadamente metade dos abcessos resultará em fístulas crónicas da glândula anal inicial para a pele da margem do ânus, local externo da drenagem. O risco de desenvolver uma fístula é idêntico, seja a drenagem cirúrgica ou espontânea.
Como o risco de desenvolver uma fístula é elevado, a fistulotomia primária poderá ser recomendada na altura da drenagem do abcesso quando se identifica o orifício interno, localizado na glândula anal primária iniciadora do processo. Contudo, este procedimento conduz a uma elevada frequência de disfunção ano-rectal. Por exemplo, num estudo randomizado prospectivo, 70 doentes foram randomizados para incisão, drenagem e fistulotomia com esfincterotomia interna parcial, ou somente incisão e drenagem. Após um seguimento de 42,5 meses, a taxa de recorrência ou persistência combinadas foi significativamente mais elevada nos doentes que não fizeram fistulotomia (40% versus 3%). Todavia, os doentes submetidos a fistulotomia tiveram mais disfunção anal (40% versus 21%).
Assim, cerca de 50% dos doentes tratados somente com incisão e drenagem ficam bem, evitando-se a elevada taxa de disfunção ano-rectal associada à fistulotomia. A excepção a esta regra são os abcessos em ferradura, em que se deve proceder sempre à fistulotomia após a drenagem. Na prática, a incisão e drenagem devem ser o mais possível perto da margem do ânus, e sempre que possível canalizado o trajecto da fístula, suavemente, identificando o orifício interno, evitando-se falsos trajectos. Se o trajecto da fístula é baixo, a fistulotomia poderá ser realizada com pouco risco de disfunção do esfíncter.
O exame bacteriológico (cultura) não é necessário por rotina no tratamento dos abcessos anais.

Medicamentos na gravidez 1 180x180 - Parte II - Tearpêutica

Parte II – Tearpêutica

Muitas destas doenças vão requerer terapêutica imunossupressora, por vezes em esquemas de associação e nalguns casos indefinidamente. O estado de imunossupressão facilita as infeções, que podem ser graves e passarem despercebidas, porque alguns sinais de alarme não existem ou podem confundir-se com a doença de base.
A terapêutica induz iatrogenia múltipla, por exemplo, diabetes, hipertensão, cataratas, dislipidemia, osteoporose são alguns dos efeitos induzidos pelos corticosteróides. A depressão medular pode ser induzida pelos vários fármacos utilizados. A hepatite induzida pela azatioprina. A cistite hemorrágica pela ciclofosfamida. O metotrexato, a penicilamina e outros são susceptíveis de provocar lesões pulmonares.
Previamente ao início da terapêutica, é recomendada a atualização de vacinas e a sua programação periódica, incluindo a vacina antipneumocócica e a antigripal.
Igualmente importante é a necessidade de prevenir a osteoporose induzida pela corticoterapia, assim como corrigir os outros estados mórbidos que possam surgir.