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Incontinência Urinária

– Incontinência urinária – devem excluir-se infeções do trato urinário ou hiperplasia prostática e pode ser necessário realizar uma avaliação urodinâmica. Esvaziar com frequência a bexiga, reduzir a ingestão de líquidos à noite, ter uma micção imediatamente antes de deitar e se necessário colocar fralda durante a noite são conselhos úteis para estes doentes. A maior parte dos casos de incontinência pós-AVC resulta de uma hiperatividade da bexiga (hiperreflexia do detrusor) ou desinibição do relaxamento do esfíncter vesical, podendo beneficiar de anticolinérgicos (oxibutinina, 5 mg, 1 a 3xdia; imipramina, 25-75 mg/dia); tolterodina, 25 mg, 1/2 a 1,2xdia, ou antiespasmódicos (flavoxato, 200 mg, 1 a 3xdia). Estes medicamentos devem ser evitados nos doentes com hipertrofia da próstata ou glaucoma e podem ter vários efeitos secundários indesejáveis tais como sonolência, confusão ou agitação, secura das mucosas, náuseas ou obstipação. Noutros casos existe dissinergia do esfíncter vesical, que não relaxa quando existe contracção do detrusor ou aumento do termo do esfíncter vesical, podendo ser útil a administração de antagonistas dos recetores alfa-l-adrenérgicos (alfuzosina, 2,5 mg, 1 a 3xdia; tamsulosin, 0,4 mg de manhã). Os bloqueadores alfa-adrenérgicos podem causar hipotensão ou síncope e arritmias.

diarreia o que e 180x180 - Diarreias Crónicas

Diarreias Crónicas

Perante um doente com uma diarreia que se prolonga por mais de 4 semanas, é importante excluir a possibilidade de intolerância secundária à lactose na sequência de um episódio de diarreia aguda (infecciosa). O doente deve fazer uma dieta sem lactose durante alguns dias para testar esta possibilidade.
Deve procurar excluir-se logo de início a síndrome do cólon irritável e a incontinência fecal, pois nestas situações não nos encontramos face a uma verdadeira diarreia.
Embora ao contrário das diarreias agudas, a desidratação não seja um aspecto muito importante do quadro clínico, não se deve perder de vista que a correcção hidroelectrolítica é uma medida prioritária na abordagem clínica de um doente com diarreia.
Alguns dados clínicos podem indicar maior ou menor probabilidade de se tratar de doença orgânica. Por exemplo, a presença de pelo menos três dos seguintes critérios, indica cerca de 90% de probabilidades de se tratar de doença orgânica (o contrário não nos indica que se trate de doença funcional):
– Diarreia com duração menor que 3 meses.
– Diarreia predominantemente nocturna.
– Diarreia contínua.
– Diarreia de início agudo.
– Perda ponderal superior a 5 kg.
– VS elevada.
– Anemia.
– Hipoalbuminemia.
– Eliminação de mais de 400 g de fezes nas 24 horas.
Por vezes, a história clínica e alguns exames complementares orientados pela anamnese e exame objectivo indicam a probabilidade diagnostica. As infecções gastrintestinais também são uma causa frequente de diarreias crónicas (i.e. amebíase, giardíase, diarreia por C. difficile). As doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, colite ulcerosa, colite microscópica), medicação de uso regular, aditivos alimentares e abuso de laxantes são as causas mais frequentes de diarreias crónicas não infecciosas.