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vacina 10241 180x180 - Vacinação contra o Tétano e Difteria

Vacinação contra o Tétano e Difteria

Nos adultos (ou indivíduos com mais de 13 anos) não vacinados previamente, deve ser feita com a formulação Td (dose diftérica reduzida). A vacina é inactivada, contendo os toxóides tetânico e diftérico, sendo administrada em 3 doses, sendo as duas primeiras separadas por 4 semanas e a terceira 6-12 meses após a segunda. O reforço deve ser dado 10 anos após a última toma, tal como aos indivíduos vacinados na infância. As reações locais são as mais frequentes, com formação de nódulo local, persistente. As reações febris, hipotensão e vertigem estão descritas como mais frequentes em indivíduos com múltiplos reforços vacinais.

21 1 180x180 - Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Agentes e Aspectos Epidemiológicos (Meningite)

Os agentes bacterianos causadores de MAB estão, com frequência, envolvidos em infecções das vias aéreas superiores ou inferiores, salientando-se o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), a Neisseria meningitidis e as estirpes invasivas capsuladas de Haemophilus influenzae, este último relativamente mais raro em adultos e, actualmente, excepcional durante a infância como consequência da introdução da imunização específica contra H. influenzae tipo B (Hib) no Programa Nacional de Vacinação. O envolvimento do pneumococo, que é o agente etiológico mais frequente das infecções do tracto respiratório (otites, sinusite, agudização da bronquite crónica e pneumonia), obriga ao despiste de focos a este nível (sinusite, otite média, designadamente associada à presença de colesteatoma). Outros agentes ocorrem mais raramente e estão, habitualmente, associados à presença de co-morbilidades específicas, embora não seja excepcional a sua ocorrência em indivíduos sem factores de risco detectáveis. Salientam-se:
– histeria monoeytogenes, mais frequente em indivíduos com mais de 60 anos, grávidas, alcoólicos, doentes neoplásicos, doentes sob corticoterapia e doentes imunodeprimidos, designadamente submetidos a transplante renal, sendo rara no contexto da infecção por VIH. A gravidade dos quadros de meningite causados por este agente, muitas vezes com envolvimento encefálico, e a frequência com que têm sido registados casos fora do contexto das co-morbilidades “clássicas” devem levar à sua consideração em todos as situações de MAB.
– Estreptococos do grupo B (Streptococcus agalacíiae), ocorrendo sobretudo durante a gravidez ou puerpério, em diabéticos, indivíduos com mais de 60 anos, alcoólicos, doença hepática crónica, doenças do colagénio, doenças cardiovasculares, neoplasias, insuficiência renal, corticoterapia, bexiga neurogénica e escaras de decúbito.
– Enterobacteriáceas (E. coli, sobretudo portadora do antigénio Kl, Klebsiella spp., Serratia spp., Salmonella spp., Pseudomonas aeruginosa, ocorrendo sobretudo em doentes hospitalizados, particularmente com traumatismo craniano ou intervenção neurocirúrgica recente, em idosos, imunodeprimidos, no contexto de bacteriemia/sépsis relacionada com estes agentes e, por vezes, associada a fase de migração sistémica da estrongiloidíase (síndrome de hiperinfecção).
– Estafilococos. Embora sendo um agente muito frequente em patologia infeciosa humana, particularmente em doentes hospitalizados, o Staphylococcus aureus é um agente etiológico relativamente raro na MAB, sendo isolado como agente causador deste quadro sobretudo no contexto de infecções contíguas, designadamente do foro osteoarticular (espondilites, espondilodiscites), e de bacteriemia, o que obriga ao despiste sistemático de outros focos estafilocócicos, incluindo focos a distância (endocardite). Os estafilococos coagulase-negativos podem causar MAB em doentes com derivação ventrículo-peritoneal.
Outros agentes raros incluem: estreptococos do grupo A, Streptococcus viridans e S. bovis, enterococos, geralmente no contexto de bacteriemias com origem em focos distantes.
Outros agentes bacterianos, como o Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum, borrélias (particularmente B. burgdorferi) e leptospiras podem ser causadores de quadros de MAB, geralmente no contexto de um quadro clínico multiorgânico, mas os achados laboratoriais do LCR nas meningites causadas por estes agentes enquadram-nos geralmente no contexto das meningites linfocitárias.

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Eczema (Dermite) Atópico

O EA (eczema atópico) é uma dermatose inflamatória crónica, pruriginosa, que se inicia em regra na infância, que evolui por fases de agudização/remissão ao longo da vida, bora com tendência para a melhoria ou desaparecimento na adolescência. Contudo, permanece uma acentuada sensibilidade e reactividade cutânea. Forma parte da síndrome atópica, que compreende a asma brônquica alérgica, a rinite alérgica e, com menos frequência, a conjuntivite alérgica, a urticária e outras manifestações alérgicas.
Tem base genética complexa, com múltiplos genes envolvidos. A incidência tem aumentado nos últimos 20-30 anos, calculando-se que cerca de 20% nas crianças até aos 7 anos possam evidenciar alguma manifestação de EA. A prevalência nas crianças é de cerca de 56-60% se um dos pais tem EA, subindo para 80% se ambos sofrem da doença.
Aproximadamente 50% das crianças com EA virão a desenvolver, posteriormente, rinite ou asma.