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Medidas Gerais a Implementar em Caso de Exposição Acidental

Após a exposição da pele, deve-se lavar o local do contacto com água e sabão, evitando utilizar substâncias abrasivas (lixívia, antissépticos). Em caso de exposição das mucosas, deve-se lavar o local com água corrente ou soro fisiológico durante cerca de 2 minutos.
O sangramento natural das feridas deve ser mantido até à coagulação, mas sem espremer, nem elevar o local, nem realizar outras manobras que possam facilitar a entrada em circulação dos agentes infecciosos. Os detalhes do acidente devem ser registados e considerada a necessidade de obter sangue para testes serológicos (VIH, AgHBs, anti-VHC, VDRL, de acordo com o tipo de exposição).

2812 antibioticos getty 180x180 - Tratamento no Hospital - Escolha do antibiótico inicial

Tratamento no Hospital – Escolha do antibiótico inicial

No doente com critérios de internamento hospitalar, devem ser ponderados os factores de risco para o envolvimento de agentes infecciosos específicos, designadamente a possibilidade de aspiração, as co-morbilidades significativas e a exposição recente a antibióticos.
Tendo em conta que os agentes etiológicos implicados têm origem na comunidade, aplicam-se as mesmas considerações feitas relativamente à pneumonia tratável no domicílio quanto à escolha dos antibióticos de acordo com o perfil esperado de susceptibilidade.
A terapêutica inicial deve incluir, de preferência e tendo em conta as recomendações actuais, um P-lactâmico em combinação com um macrólido. De facto, alguns estudos apontam para alguma vantagem desta associação em termos da redução da duração da estadia hospitalar e da mortalidade, mas nem sempre estes benefícios são igualmente significativos. Por outro lado, o benefício da associação de um P-lactâmico com uma quinolona não foi evidente. Embora a monoterapia com levofloxacina ou moxifloxacina possa ser uma alternativa aceitável em termos de eficácia, os riscos associados à utilização alargada de quinolonas em meio hospitalar, designadamente quanto à emergência de doença associada ao Clostridium difficile e à menor evidência de eficácia em doentes com pneumonia grave devem recomendar a sua utilização apenas nos doentes intolerantes aos esquemas em combinação propostos.

midia indoor ciencia e saude medico medicina cirurgiao cirurgia operacao hospital doenca enfermeiro plano de saude paciente cirurgico 1270576593305 1024x768 180x180 - Indicações para Cirurgia  (Endocardite Infecciosa)

Indicações para Cirurgia (Endocardite Infecciosa)

Embora o tratamento médico correctamente instituído possa ser suficiente na maior parte dos casos de EIVN e em casos seleccionados de EIVP, a necessidade de tratamento cirúrgico deve ser ponderada em todos os casos e reavaliada de acordo com a evolução clínica de cada um. Consideram-se indicações formais para cirurgia:
– Sinais de insuficiência cardíaca (IC) decorrente da disfunção da válvula afectada.
– Evidência de insuficiência mitral ou aórtica graves.
– Detecção de focos infecciosos perivalvulares, com formação de abcessos ou fístulas
– Sinais de atingimento do aparelho valvular com iminência de rupura de corda tendinosa.
– Endocardite por fungos.
– Falência do tratamento médico.
A cirurgia deve, ainda, ser considerada em casos de:
– Embolismo periférico múltiplo.
– Vegetações volumosas (>10 mm), mesmo na ausência de embolismo, particularmente quando móveis.
A cirurgia de reparação, quando possível, deve ser preferida à cirurgia de substituição, atendendo aos riscos já referidos de infecções em dispositivos prostéticos. Em todos os casos, o grau de esterilização obtido com o tratamento médico está relacionado com o sucesso da cirurgia, incluindo a redução do risco de complicações infecciosas.
Nas EIVP, a cirurgia é necessária numa proporção muito significativa dos casos. São indicações formais para a necessidade de cirurgia:
– Falência cardíaca.
– Deiscência evidenciada por métodos imagiológicos adequados.
– Agravamento da insuficiência ou estenose valvular apesar da terapêutica médica correctamente instituída.
– Formação de abcessos ou outras complicações locais.
Para além disso, a ocorrência de fenómenos embólicos repetidos e a falência da terapêutica médica podem beneficiar de tratamento cirúrgico em doentes com EIVP. Por outro lado, doentes com infecção não recidivante causada por bactéria sensível e sem evidência de complicações podem ser tratados com sucesso apenas com terapêutica médica.

keriocelsi 180x180 - Dermatoses Infecciosas Bacterianas

Dermatoses Infecciosas Bacterianas

A pele humana normal funciona como barreira mecânica eficaz na protecção contra os microrganismos infecciosos, removendo-os pela constante descamação fisiológica. No entanto, outros factores de defesa deverão ser considerados, tais como a inter-relação entre a flora comensal normal e os potenciais agentes infecciosos e a eficácia de acção do sistema imunitário.
As infecções bacterianas da pele constituem o grande grupo das piodermites e podem ser primárias ou secundárias, consoante ocorram em pele aparentemente sã ou como complicação de lesões preexistentes.

img o que sao as plaquetas e para que servem 452 orig 180x180 - Trombocitose

Trombocitose

A trombocitose (plaquetas >450000) pode ser de causa reactiva – associada a processos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos, pós-esplenectomia, hemorragia ou ferropenia – ou primária (trombocitemia essencial). A trombocitose reactiva tem plaquetas em número inferior a 1000000, não aumenta o risco de trombose ou hemorragia e não precisa geralmente de tratamento.

90 1 180x180 - Anemia da Doença Crónica

Anemia da Doença Crónica

Trata-se de um conjunto de anemias associadas a processos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos e auto-imunes, de longa duração, e por vezes também aos seus tratamentos; os mecanismos envolvidos vão da diminuição da absorção de ferro à sequestração de ferro no sistema mononuclear fagocítico, a défice relativo de eritropoietina e à redução do tempo de vida média dos eritrócitos.