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DSC05006 180x180 - Educação dos doentes e medidas gerais (Psoríase)

Educação dos doentes e medidas gerais (Psoríase)

A terapêutica da psoríase passa pela correcta informação e educação do doente, para melhor adaptar a sua vida à doença e à terapêutica. Os fármacos potencialmente agravantes devem ser evitados. Devem ser tratados os focos infecciosos, em particular as infecções estreptocócicas ORL. As medidas dietéticas não parecem ter influência significativa, mas o consumo excessivo de álcool deve ser evitado, bem como as situações de stress psíquico e de agressão cutânea repetida. A higiene corporal deve ser cuidada, evitando detergentes agressivos. A exposição solar em doses adequadas beneficia a maioria dos doentes.

antibiotico 180x180 - Princípios da Terapêutica Antibiótica

Princípios da Terapêutica Antibiótica

Os antibióticos, no contexto do tratamento das infecções bacterianas, constituem um grupo de fármacos definido pela capacidade comum de provocar morte (efeito bactericida) ou inibição do crescimento (efeito bacteriostático) das bactérias. Podem dividir-se em:
-Antibióticos naturais, derivados directos de microrganismos, aproveitando os seus mecanismos adaptativos de defesa naturais em benefício do tratamento de infecções causadas por outros agentes microbianos. São exemplos a penicilina, a eritromicina e a vancomicina, entre muitos outros.
– Antibióticos de síntese, baseados em moléculas sintéticas com acção anti-infecciosa.
São exemplos as quinolonas e as sulfonamidas.
Na prática, porque as suas características farmacológicas são essencialmente semelhantes, é habitual utilizar a designação de antibióticos para os fármacos de ambos os grupos. Para além de compostos com actividade antibacteriana, estão, actualmente, disponíveis fármacos com excelente actividade no tratamento de infecções por fungos e vírus, que são habitualmente designados, no seu conjunto, por antimicrobianos e aos quais se aplicam, na generalidade, os princípios de terapêutica adiante enunciados.

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Rifamicinas (Tuberculose)

– Rifamicinas (Rifampicina (RFP), Rifabutina (RFB)) – são derivados semi-sintéticos da rifamicina B que actuam através da inibição da ARN polimerase dependente do ADN e consequente inibição da síntese proteica micobacteriana, com efeito bactericida sobre micobactérias em fase de crescimento. A resistência em micobactérias surge rapidamente com a monoterapia e depende de uma mutação ao nível do gene que codifica a subunidade da polimerase do ARN. A RFP tem um espectro de actividade anti-bacteriana que inclui bactérias de Gr+, designadamente SASM (S. aureus resistentes à penicilina) e SARM (5. aureus resistentes à meticilina), o que, associado à sua boa penetração no biofilme gerado por estes agentes em material prostético, as torna úteis para o tratamento de infecções graves por estafilococos em combinação com vancomicina.
A RFB tem uma potência/mg superior à da RFP relativamente a micobactérias do complexo MT, maior 11/2 (45 horas), melhor distribuição tecidular e é activa contra micobactérias do complexo M. avium-intracellulare, estando indicada em doentes medicados com fármacos anti-retrovirais devido ao menor potencial para interacções com IP, maraviroc e raltegravir, INNTR (inibidores não nucleósidos de transcriptase reversa).
• Farmacologia – são bem absorvidas p.o., sendo a DDR da RFP de 7-8 mg/kg, em toma única com um máximo de 600 mg e da RFB de 4-5 mg/kg, com máximo de 300 mg. A penetração da RFP no LCR é baixa (0,05% da sérica) na ausência de inflamação, mas pode atingir 50% através de mucosas inflamadas.
• Segurança – as reacções adversas são responsáveis pela interrupção do tratamento em até 20% dos doentes. A hepatite é a reacção adversa mais frequente, podendo ser fatal em 3/100000 doentes, sendo mais frequente em doentes com DHC prévia (tóxica, viral). A ocorrência de elevações transitórias da fosfatase alcalina e y-GT são frequentes e podem resultar da indução enzimática. Raramente estão descritos exantema morbiliforme, urticária, eosinofilia, trombocitopenia, nefrite intersticial e hemólise. Com doses elevadas de RFP, pode ocorrer síndrome gripal. A RFB associa-se com a ocorrência de uveíte anterior, relacionada com a dose de polimialgia e de coloração bronzeada da pele (pseudo-icterícia). Muito raramente pode ocorrer hepatite, exantema morbiliforme.
As rifamicinas associam-se a uma descoloração alaranjada da urina durante todo o tratamento.
• Interacções – as rifamicinas, mas sobretudo a RFP, são indutores potentes da isoenzima 3A4 do CYP450, pelo que as interacções com significado clínico são frequentes. A literatura acompanhante dos medicamentos deve ser sempre consultada quanto à possibilidade de interacção com a RFP e à necessidade eventual de ajuste da dose diária. De entre outros fármacos, reduzem os níveis séricos de fluconazol, itraconazol, rifampicina, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, tipranavir, lopinavir, maraviroc, efavirenze, claritromicina, digoxina, propanolol, quinidina, varfarina, estrogénios, glucocorticóides, barbitúricos, ciclosporina, diazepam, haloperidol. Fenitoína, sulfonilureia, teofilina.
As interacções da RFB são menos significativas do que as da RFP, uma vez que a sua capacidade de indução enzimática é de cerca de metade da da rifampicina, mas cobrem o mesmo espectro de fármacos, pelo que se aplicam as mesmas recomendações quanto à consulta da literatura acompanhante.
• Posologia e administração – as doses bi-semanais de 600 mg de rifampicina e 300 mg rifabutina são semelhantes às DDR. Estão disponíveis combinações fixas de RFP com INH (300 mg de RFP por unidade) e de RFP com INH e PZA (60 mg de RFP por unidade). Está disponível uma formulação para uso parentérico da RFP (só e.v.) mas não da RFB. Em infecções estafilocócicas, a dose de RFP mais frequentemente recomendada é de 300 mg de 12/12 ou de 8/8 horas.

cefotaxima 02 180x180 - Cefotaxima

Cefotaxima

– Cefotaxima – mesmo espectro de actividade e indicações do que a ceftriaxona. A sua t1/2 de 1,4 horas exige administrações mais frequentes, o que reduz o interesse da sua utilização às infecções do recém-nascido, atendendo à toxicidade da ceftriaxona neste grupo etário (ver ceftriaxona).
• Posologia e administração – até 2 g e.v. de 6/6 horas. Nas infecções graves, em adultos, a ceftriaxona é o fármaco de eleição.

sida 1 180x180 - Infecções Parasitárias Associadas a SIDA

Infecções Parasitárias Associadas a SIDA

Apesar da disponibilidade de terapêutica anti-retroviral (TARV) com eficácia reconhecida na recuperação da função imunitária dos doentes com infecção por VIH (virus de imunodeficiência humana), as intercorrências infecciosas oportunistas, designadamente de etiologia parasitária, continuam a ser uma causa significativa de morbilidade e mortalidade nesta população. A abordagem do tratamento deste tipo de infecções tem evoluído na medida directa da sua relevância enquanto patologias intercorrentes, pelo que se justifica a sua actualização periódica.

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Prevenção Primária (Patologia Cervical)

As vacinas contra o vírus HPV previnem as infecções dos subtipos 16 e 18 nas bivalentes (Cervarix) e 6, 11, 16 e 18 nas quadrivalentes (Gardasil).
A população alvo são jovens do sexo feminino, dos 11 aos 26 anos (idealmente a partir dos 13 anos).
O esquema de vacinação deve ser completo – 3 doses. As vacinas bivalentes previnem neoplasias intracervicais (CIN2, CIN3), carcinomas e adenocarcinomas do endocolo e as quadrivalentes (Gardasil) lesões genitais, vulvares, vaginais e cervicais (CIN1/2/3) e os condilomas. As vacinas não têm reacções adversas importantes, só locais.
A implementação das vacinas no programa nacional de vacinação irá, no futuro, diminuir o número de cancros genitais (cervicais vaginais e vulvares).
As mulheres deverão continuar a fazer prevenção secundária com citologia, de acordo com o esquema habitual mesmo após a vacinação. A educação sexual, vacinação, rastreio, além de campanhas de esclarecimento do significado do HPV são importantes na prevenção de patologia do tracto genital inferior. Devemos fazer ensino e prevenção de outras DTS que poderão agravar o prognóstico destas patologias genitais. Importante ressaltar o papel do tabaco na patologia cervical. Todos estes factores irão ter acção na progressão das doenças, sendo fundamental que as campanhas incluam não só a vacinação mas todas as medidas de higiene e saúde.

kiki13.12 180x180 - Leucocitoses

Leucocitoses

Leucocitoses de 12000 a 14000 são comuns em fumadores; em indivíduos assintomáticos, adultos, a causa mais frequente de leucocitose (com linfocitose) é a leucemia linfática crónica. Em situações raras podem existir reacções leucemóides associadas a infecções e neoplasias.

Saùde Viagem 180x180 - Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

Quimioprofilaxia da Diarreia do Viajante

A recomendação da QP nesta situação não está fundamentada em evidência científica adequada, só devendo ser considerada em doentes com risco elevado (imunodeprimidos) e para estadias de curta duração em ambientes de risco. Não deve substituir a observação das recomendações para a higiene alimentar. O antibiótico escolhido deve ter um espectro de actividade adequado aos agentes microbianos mais frequentemente implicados (enterobacteriáceas) e cobrir outros menos frequentes, como o Vibrio cholerae, V. parahemolyticus e S. aureus. Os elevados índices de resistência de enterobacteriáceas, designadamente E. coli e Salmonella spp., e de Campylobacter ao co-trimoxazol, quinolonas e doxiciclina tornam difícil a escolha de um fármaco adequado. No entanto, a boa actividade da azitromicina contra a maioria dos agentes habitualmente implicados, associada à sua tolerabilidade, tornam-na uma alternativa aceitável para os doentes considerados em risco.
O esquema preferencial é:
– Azitromicina – 500 mg, p.o., durante 3 dias.
Pode-se também optar pelos seguintes esquemas alternativos:
– Ciprofloxacina – 500 mg de 12/12 horas, p.o., durante 3-5 dias.
– Co-trimoxazol – 960 mg 12/12, p.o., durante 5-7 dias.

Vacina 180x180 - Vacina Contra Haemophilus Influenzae Tipo B (HIB)

Vacina Contra Haemophilus Influenzae Tipo B (HIB)

É uma vacina inactivada conjugada incluída no PNV para crianças a partir dos 2 meses, tendo eficácia amplamente demonstrada neste grupo. Os dados de eficácia em adultos são escassos, não permitindo uma recomendação para a sua utilização universal. Em adultos, a incidência de infecções por estirpes invasivas de H. influenzae é menor, pelo que o interesse da vacinação deve ser devidamente ponderado. No entanto, não existe contra-indicação para a sua utilização, havendo dados que permitem admitir uma boa imunogenicidade, particularmente em doentes com infecção por VIH.

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Bilharzíase

A schistosomíase, bilharzíase ou Ibilharziose, é uma doença parasitária provocada por tremátodos do género Schistosoma e que podem originar diversas manifestações clínicas, destacando-se os quadros intestinais, hepatosplénicos ou geniturinários. O homem é o hospedeiro definitivo de três espécues de Schistosoma: S. japonicum, S. mansoni, e S. haematobium, qualquer delas dependcentes de moluscos como hospedeiros intermediários.
O S. intercalatum e o S. mekongi tíambém se encontram associados a infecções humanas.