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Tratamento da hipertensão arterial 1361863427 74 2 180x180 - Tratamento da sépsis e falência multiorgânica

Tratamento da sépsis e falência multiorgânica

A sépsis é uma síndrome clínica que complica a infeção grave, caracterizada por inflamação sistémica e lesões de vários órgãos. Apesar da inflamação ser uma resposta útil do hospedeiro à infeção, a sépsis é hoje olhada como uma desregulação da resposta inflamatória normal, com ativação de neutrófilos e do endotélio vascular, e libertação maciça e descontrolada de mediadores pró-inflamatórios, criando uma cascata de fenómenos celulares e vasculares que levam à lesão tissular generalizada, à distância do insulto original.
Demonstrou-se que as lesões produzidas pela ativação da inflamação podiam complicar igualmente situações não infeciosas (pancreatite aguda, queimaduras, isquemia/reperfusão, ou trauma), pelo que se adotou o termo síndrome de resposta inflamatória sistémica (SIRS), mais abrangente e inespecífico, para denominar as consequências desta resposta inflamatória disfuncional, com ou sem infeção, que, se suficientemente grave e no hospedeiro predisposto, pode levar à síndrome de disfunção multiorgânica (MODS).
A sépsis afeta pelo menos 25% dos doentes internados numa UCI e a sua mortalidade pode exceder os 50%, quando acompanhada de choque séptico, tendo gravidade proporcional ao número de órgãos em falência.

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Mucosite

A inflamação das mucosas é uma complicação frequente em quimioterapia. Todas podem ser afectadas: gastrintestinal, genital, urológica, respiratória, ocular.
A mais frequente e intensamente afectada é a do tracto gastrintestinal.
A estomatite (inflamação da mucosa oral) pode ser muito limitante, chegando a constituir quadros graves traduzidos em dor intensa que pode impedir de forma total a alimentação.
Minimiza-se a sua ocorrência mantendo-se uma higiene oral adequada e bom estado de nutrição; a crioterapia (mastigar cubos de gelo enquanto se administra a quimioterapia) também tem sido usada em alguns regimes nomeadamente com 5-FU em bolus. Uma vez instalado o quadro, podem-se usar dois tipos de agentes: higienizadores e analgésicos. Os agentes mais comuns de higiene oral deverão ser evitados já que a maior parte dos que estão disponíveis são muito irritantes para a mucosa oral; preferir clorexidina, eventualmente diluída, para minimizar o incómodo que o bochecho pode provocar; o bicarbonato de sódio tem a mesma função. Como analgésicos podem-se usar agentes referidos como cicatrizantes como o sucralfate ou antiácidos, anestésicos tópicos como lidocaína viscosa ou ainda analgésicos sistémicos (AINEs ou mesmo opiáceos). O uso de antimicrobianos está dependente de existir ou não infecção concomitante; em tratamento de leucemia ou em transplantação é frequente a reactivação de herpes simplex tipo I contribuir para a lesão das mucosas, estando preconizado o uso de aciclovir em profilaxia ou tratamento.
Outra manifestação de mucosite do tracto gastrintestinal é a diarreia, de intensidade variável. O controlo sintomático passa por: adaptação dietética, eventual reequilíbrio hidroelectrolítico, obstipantes (loperamida, codeína – não devem ser usados durante mais de 24 horas se não tiver sido excluída infecção); octreótido pode ser útil em casos mais graves e prolongados; a atropina ou escopolamina devem ser reservados para quadros também intensos e dolorosos (cólicas).

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Etionamida (Tuberculose)

— Etionamida (ETD) – é um antibiótico sintético derivado do ácido isonicotínico com actividade bacteriostática, que se presume actuar ao nível da síntese do ácido micólico, tal como a INH, estando descrita a possibilidade de ocorrência de resistência cruzada com este fármaco.
• Farmacologia – é bem absorvido por via oral e tem boa distribuição tecidular, penetrando bem através da BHE mesmo na ausência de inflamação, com concentrações no LCR semelhantes às do plasma.
• Segurança – as reacções adversas mais frequentes são náuseas e vómitos, com impacto significativo na adesão ao tratamento. Podem ocorrer neuropatia periférica e alterações do comportamento, que podem responder à administração de piridoxina (10-40 mg/dia). Pode ocorrer hepatotoxicidade reversível em 5% dos doentes.
• Interacções – a etionamida compete com a acetilação da INH, pelo que não devem ser co-administradas.
• Posologia e administração – a DDR é de 10-15/mg/kg (dose média de 500-750 mg), p.o., em toma única.

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Neuropatia Óptica

Inflamação do nervo óptico, que se pode associar a perda de visão.

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Diagnóstico (Vasculites)

Para estabelecer um diagnóstico definitivo é necessária a demonstração histologia de inflamação vascular ou a demonstração angiográfica de aneurismas ao nível dos vasos de médio e grande calibre. As alterações laboratoriais são pouco específicas, consistindo numa síndrome biológica inflamatória e/ou alterações da função renal. Os ANCA (anticorpos anticitoplasma de neutrófilo, são positivos em algumas situações de atingimento renal e pulmonar.
As síndromes vasculíticas dividem-se de acordo com o calibre dos vasos envolvidos em: vasculites de grandes vasos (por exemplo, arterite temporal de células gigantes, doença de Takayasu), vasculites de médios vasos (por exemplo, poliarterite nodosa, granulomatose de Wegener, síndrome de Churg-Strauss) e vasculites de pequenos vasos (por exemplo, púrpura de Henoch-Schõenlein, poliangeíte microscópica, vasculite de hiper-sensibilidade). É de salientar que estas divisões não são rígidas e existe grande sobre-posição no calibre dos vasos atingidos (por exemplo, a doença de Behçet atinge artérias e veias de todos os calibres, a poliarterite nodosa atinge vasos de médio e pequeno calibre, etc.).
Existem critérios para classificação das vasculites que têm em consideração o calibre dominante dos vasos atingidos, a presença ou não de granulomas, o atingimento de órgão e algumas particularidades laboratoriais, mas nenhuma classificação existente é aceite de forma incontestada.

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Terapêutica Específica (Miocardite)

Existe terapêutica específica para alguns casos de miocardite (por exemplo, infeção por Mycoplasma, doença de Lyme, etc); não é, porém, claro se tal terapêutica influi positivamente na inflamação miocardica em si.

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Tendinite Bicipal

A tendinite é uma entidade clínica e anatomopatológica com características comuns de dor e inflamação local, disfunção e degenerescência envolvendo tipicamente o local de inserção do tendão no osso. Resulta frequentemente de movimentos repetitivos, mas pode também fazer parte do quadro clínico de doenças reumáticas inflamatórias ou metabólicas como as doenças por deposição de microcristais (isto é, gota).
Existem duas camadas musculares no ombro: a superficial e a profunda. A camada profunda é constituída pelos músculos da coifa dos rotadores (supra-espinhoso, infra-espinhoso, pequeno redondo e infra-escapular) e pelo tendão da longa porção do bicípite. A função desta camada muscular é estabilizar de forma dinâmica a cabeça do úmero na fossa glenoideia durante os movimentos do ombro, permitindo ao mesmo tempo, os movimentos de rotação (infra-escapular, pequeno redondo e infra-espinhoso) e abdução (supra-espinhoso). No início da abdução ou elevação do ombro, o músculo delltóide, mais volumoso, tem tendência a empurrar a cabeça do úmero em direção ao acrómio. Os músculos da coifa e o tendão do bicípite funcionam como depressores da cabeça umeral, contrariando a tendência para a sua migração superior.
A síndrome do desfiladeiro subacrómio-coracoideu consiste na compressão da coifa dos rotudores, do tendão da longa porção do bicípite e/ou da bolsa subacromial, entre a cabeça do úmero e a abóbada osteoligamentar acrómio-coracoideia formada pelo acrómio e pelo ligamento coraco-acromial. Parece resultar da inflamação de uma ou, frequentemente, de todas estas estruturas originando a tendinite da coifa dos rotadores, a bursite subacrómio-deltoideia e a tendinite bicipital. A tendinite da coifa resulta quase sempre da lesão do tendão do supra-espinhoso. A complicação mais comum é a rutura parcial ou total do supra-espinhoso.
A síndrome do desfiladeiro manifesta-se com dor na face ântero-externa do ombro, que se agrava à noite com o decúbito sobre o lado afetado, e com os movimentos ativos do ombro, sobretudo na flexão (entre 60° e 120°), na abdução, e na rotação interna, e menor dor nos movimentos passivos. Não costuma existir tumefacção, rubor ou calor no ombro. Radiologicamente, o espaço entre a cabeça umeral e a superfície inferior do acrómio pode ser inferior a 8 mm. Na tendinite da coifa dos rotadores, o exame objetivo revela à palpação um ponto doloroso ao nível da inserção do supra-espinhoso no troquíter. Na bursite subacrómio-deltoideia existe um ponto doloroso na palpação da zona de inserção do músculo deltóide no úmero. A palpação dolorosa da zona da goteira bicipital está associada à tendinite bicipital. Quando o tendão do supra-espinhoso está envolvido, a abdução ativa do ombro é dolorosa e limitada entre 60° e 120° (sinal do arco doloroso). A abdução contra-resistência é sempre dolorosa. As manobras de Yergason (supinação contra-resistência do cotovelo com a flexão do mesmo) e de Speed (flexão contra-resistência do ombro com o cotovelo em extensão) reproduzem a dor ao nível da goteira bicipital, na tendinite bicipital.

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Sialoadenite Crónica

Inflamação crónica da glândula salivar, manifestando-se por dor e infecção recorrente.
O tratamento é cirúrgico.

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Classificação do Glaucoma

—> Primário (causa desconhecida) – ângulo aberto, ângulo fechado ou congénito.
—> Ligado ao desenvolvimento – anomalias do desenvolvimento, anomalias na rede de drenagem trabecular.
—> Secundário – condição que determina uma elevação secundária da pressão intra-ocular:
• Inflamação (uveíte, esclerite, queratite).
• Trauma (contuso ou penetrante).
• Hemorragia intra-ocular.
• Doenças sistémicas (amiloidose, diabetes mellitus, doença tiroideia).
O glaucoma de ângulo fechado é a forma mais comum de apresentação como urgência, dado o rápido início e as dores que desencadeia.

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Uveíte

Inflamação da úvea, que inclui a íris, corpo ciliar e a coroideia.