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Causas e Riscos (Descolamento da Retina)

O descolamento da retina está associado a uma rasgadura ou buraco na retina através do qual os fluidos podem passar causando uma separação entre as camadas da retina.
As causas mais comuns são: trauma, idade, tumores, processos inflamatórios, mas pode ocorrer espontaneamente. No recém-nascido, pode surgir no contexto de uma retinopatia da prematuridade.

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Clínica (Microbiologia)

Os achados clínicos mais frequentes da pneumonia são febre, tosse produtiva e dispneia.
No entanto, a sintomatologia decorrente de estados inflamatórios agudos do tracto respiratório, sendo muito frequente como motivo de recurso aos cuidados de saúde, raramente se deve a infecção do parênquima pulmonar, sendo necessária a exclusão criteriosa de outras causas de patologia respiratória aguda no sentido de evitar a utilização desnecessária de antibióticos, particularmente preocupante em Portugal l61. Além disso, mesmo nos casos confirmados de PAC, os achados clínicos não apresentam uma correlação útil com a etiologia microbiana. No entanto, alguns aspectos semiológicos merecem atenção especial:
– A presença de expectoração ferruginosa com a pneumonia pneumocócica, caracterizada pelo seu início brusco e na qual a presença de febre alta e calafrios deve fazer suspeitar a presença de bacteriemia, que pode agravar o prognóstico.
– A presença de expectoração esverdeada, mais frequente nas infecções por H. influenzae, ou cor de chocolate, nas infecções por K. pneumoniae.
– A presença de infiltrados bolhosos, geralmente associada à infecção por S. aureus, muitas vezes ocorrendo no contexto de bacteriemia por este agente.
– Os infiltrados broncopneumúnicos ou intersticiais, mais frequentes nas pneumonias virais ou por agentes intracelulares (Chlamydophila spp., Legionella pneumophila, Mycoplasma pneumoniae, C. burnetti ou, no contexto da infecção por VIH, P. jiroveci), que se caracterizam, também, por uma apresentação subaguda, na qual as queixas respiratórias são precedidas de sintomatologia geral ou gripal, na qual se salientam as mialgias.
– A presença de infiltrados heterogéneos de predomínio apical, especialmente quando associados a cavitação, que impõem a pesquisa de bacilos resistentes a ácido-álcool na expectoração, atendendo à elevada prevalência de tuberculose em Portugal.
A idade de apresentação é, também, relevante, quanto ao tipo de agente etiológico envolvido. O Mycoplasma pneumoniae, que, quando sintomático e envolvendo as vias aéreas inferiores, se apresenta geralmente com início insidioso, sem repercussão importante sobre o estado geral do doente, pode ser causa frequente de PAC em adultos jovens, ocorrendo, muitas vezes, em pequenos surtos epidémicos familares. A idade afecta, também, o prognóstico, sendo a idade superior a 65 anos ou abaixo dos 5 anos considerada como um factor independentemente preditivo de mortalidade e que deve ser tomado em conta na ponderação quanto à necessidade de internamento. Nos idosos, a PAC pode manifestar-se, apenas, por estado confusional, prostração, recusa alimentar e/ou descompensação de doença associada. Nos idosos, nos residentes em lares e nos doentes com alterações graves do estado de consciência, a possibilidade de pneumonia de aspiração deve ser considerada.

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Otite Média Com Derrame (Otite Serosa)

Presença de derrame no ouvido médio, sem sinais inflamatórios da membrana timpânica.
Geralmente assintomático, é mais frequente em crianças em idade pré-escolar e escolar.
O diagnóstico é feito por otoscopia, podendo ser confirmado pela presença de uma hipoacusia de transmissão no audiograma e por um timpanograma plano. Nas crianças, a única terapêutica médica comprovadamente eficaz é a antibioticoterapia prolongada associada a uma higiene nasal cuidadosa. No caso de persistência do derrame por mais de 6 meses, associada a hipoacusia de transmissão que condicione alterações no desenvolvimento da criança, ou a presença de otites médias agudas de repetição, a terapêutica é cirúrgica (miringocentese com colocação de tubos transtimpânicos e adenoidectomia).
Quando presente em adultos, principalmente se unilateral, implica a exclusão de patologia da nasofaringe, nomeadamente neoplasia.

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Paniculites

São afecções que se traduzem por nódulos subcutâneos, com ou sem evidência de sinais inflamatórios locais, como resultado de alterações ao nível da hipoderme. As paniculites em que, para além do panículo dadiposo, também há atingimento das paredes dos vasos de médio e/ou de pequeno calibre, com vasculite, integram-se no respectivo grupo de patologias.
Das paniculites propriamente ditas salientam-se o eritema nodoso, a paniculite associada a doença pancreática, a paniculite lúpica, a sarcoidose e a doença de Weber-Christian.
De todas estas, merece relevância especial o eritema nodoso, que se caracteriza pela ocorrência de nódulos eritematosos, dolorosos, localizando-se preferencialmente nas regiões pré-tibiais, acompanhando-se frequentemente de febre, artralgias e impotência funcional, com tendência para a regressão em cerca de 3 a 6 semanas sem deixar cicatriz residual.
Conhece-se uma grande multiplicidade de factores desencadeantes, nomeadamente infecções bacterianas (em especial estreptocócicas e tuberculose), doenças virais (mononucleose infecciosa e hepatite B), micoses superficiais e profundas, doenças sistémicas associadas (sarcoidose, doença de Behçet e doenças inflamatórias do intestino) e medicamentos (sulfonamidas, anticoncepcionais e fármacos halogenados).

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Trombocitose

A trombocitose (plaquetas >450000) pode ser de causa reactiva – associada a processos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos, pós-esplenectomia, hemorragia ou ferropenia – ou primária (trombocitemia essencial). A trombocitose reactiva tem plaquetas em número inferior a 1000000, não aumenta o risco de trombose ou hemorragia e não precisa geralmente de tratamento.

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Anemia da Doença Crónica

Trata-se de um conjunto de anemias associadas a processos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos e auto-imunes, de longa duração, e por vezes também aos seus tratamentos; os mecanismos envolvidos vão da diminuição da absorção de ferro à sequestração de ferro no sistema mononuclear fagocítico, a défice relativo de eritropoietina e à redução do tempo de vida média dos eritrócitos.

especialidades liga reumatologia1 180x180 - Artróclise e Terapêuticas Intra-Articulares

Artróclise e Terapêuticas Intra-Articulares

Uma forma alternativa e complementar da terapêutica da OA passa pela artróclise e pela administração de fármacos por via intra-articular. Dos corticóides aos isótopos radioactivos e, mais recentemente, o ácido hialurónico e seus derivados têm vindo a ser muito utilizados.
A artróclise, ou seja, a simples lavagem da articulação com soro fisiológico, ao remover os mediadores inflamatórios, produz, em regra, um alívio sintomático prolongado.
A utilização de corticóides intra-articulares é uma forma de tratamento que se encontra generalizada embora a British Society for Rheumatology e o Royai College of Physicians tenham concluído que esta forma de intervenção tem apenas efeitos benéficos de forma transitória (1-2 semanas). Esta noção foi reforçada em trabalhos recentes. Uma meta-análise efetuada em 2004 mostrou que as injeções intra-articulares de corticóides no joelho, comparativamente com o placebo, tinham uma probabilidade duas vezes superior de produzir um alívio sintomático mas de curta duração. Um estudo randomizado e controlado contra placebo efetuado em 2007 mostrou também que a injeção intra-articular de corticóide na anca produzia um alívio sintomático de pelo menos 3 meses na generalidade dos casos. O receio de que a administração repetida de corticóides em articulações de carga poderia levar a uma mais rápida progressão foi atenuado com um estudo em que durante 2 anos se efetuaram injeções intra-articulares nos joelhos, de 3-3 meses sem aparente deterioração da interlinha articular. A eficácia deste tipo de procedimento noutras localizações (para além do joelho e anca) é, porém, duvidosa e mantém-se pouco claro se a infiltração com corticóides traz, de facto, uma vantagem adicional em relação à simples lavagem articular. A corticoterapia tem, porém, um papel preponderante no tratamento dos reumatismos abarticulares, tantas vezes associados à situação artrósica, através do recurso a infiltrações locais. Por fim, de salientar que os corticóides administrados por via sistémica não têm qualquer lugar na terapêutica da OA.
A radioterapia intra-articular não parece trazer nenhum benefício adicional, embora existam ainda poucos estudos controlados para que se possam tirar conclusões definitivas.
Mais recentemente tem-se vindo a utilizar o ácido hialurónico e seus derivados a nível intra-articular. Sendo o principal constituinte do líquido sinovial e da cartilagem, atua como lubrificante e como absorvente de cargas. Inibe também a migração e a quimiotaxia dos leucócitos, a sua capacidade de proliferação e promove a diminuição da Pg E2 e do AMPc, assumindo, portanto, de forma adicional, um efeito anti-inflamatório e analgésico. Em modelos animais demonstrou ter também um papel benéfico na cartilagem e no osso subcondral, podendo reduzir a progressão da lesão articular, sendo por isso englobado no grupo dos SY-SADOA. A partir de duas meta-análises, efetuadas em 2003 e 2005, fica a noção de que o ácido hialurónico possa ser mais eficaz que o placebo, embora a relevância clínica desse efeito seja questionada. Se pode exercer algum efeito no alívio da dor, não parece ter qualquer influência em termos de função articular.
Em comparação com AINEs orais e com glicocorticóides intra-articulares, os estudos efetuados parecem apontar para benefícios idênticos.
As contra-indicações da terapêutica intra-articular são as infeções articulares, periarticulares ou sistémicas ou alergia documentada a algum dos produtos utilizados. As reações adversas são, em regra, locais com aumento da dor, rigidez e/ou tumefacção articular nas 24 horas seguintes à injeção intra-articular. Os efeitos sistémicos são em regra mínimos.

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Esclerose Múltipla

A EM (esclerose múltipla) é uma doença inflamatória crónica da substância branca do SNC de etiologia desconhecida. Os mecanismos auto-imunes têm um importante papel na génese da doença, para a qual contribui ainda, provavelmente, uma suscetibilidade genética associada a fatores ambientais ainda por determinar.
Linfócitos T ativados do sangue periférico lesam a barreira hematoencefálica, formando-se infiltrados inflamatórios perivasculares, desmielinização e, ulteriormente, perda neuronal e gliose.
A doença tem uma prevalência muito variada, sendo mais frequente nas zonas temperadas do Globo. A sua frequência é menor nas regiões tropicais e praticamente não existe em latitudes vizinhas do Equador. Na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, a EM é a principal causa de incapacidade por doença primária neurológica no adulto jovem.

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Falência Renal

As indicações e especificações técnicas para o início de terapêutica de suporte renal extracorporal.
Apesar de não haver evidência científica que suporte a escolha de qualquer um dos tipos de modalidade dialítica, intermitente ou contínua, do tipo de membrana extracorporal mais ou menos biocompatível, ou da dose de diálise ideal no tratamento de doentes com sépsis e/ou MODS com insuficiência renal aguda, o autor prefere técnicas contínuas ou híbridas, nomeadamente a hemodiafiltração venovenosa contínua ou o SLEDD (slow low efficiency daily dialysis); débitos de solução dialisante, o melhor determinante da dose de diálise fornecida, não inferiores a 1 L/hora; volumes de reposição nunca inferiores a 1 L/hora; débitos de sangue de 120 a 180 ml/minuto, para obter clearances de ureia superiores a 25 ml/minuto.
As técnicas depurativas contínuas com maiores volumes de ultrafiltração, com o intuito de remover citoquinas e outros mediadores inflamatórios, não provaram ter qualquer vantagem no prognóstico da sépsis/MODS.

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OBSTRUÇÃO CALICEAL

Na sua origem pode estar uma estenose congénita, um cálculo ou um vaso anómalo, ou processos inflamatórios ou infeciosos como, por exemplo, a tuberculose do aparelho urinário, ou uma lesão ocupando espaço no parênquima renal independentemente de ser benigna ou maligna. Não deve ser confundida com a megacaliose. Muitas vezes sintomática, pode necessitar de terapêutica cirúrgica corretiva, não só para alívio dos sintomas, mas sobretudo para preservação da função renal nos casos em que há multiplicidade de cálices envolvidos.