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farmacos030809 180x180 - Efeitos Secundários e Sobredosagens (Terapêutica Hipocoagulante)

Efeitos Secundários e Sobredosagens (Terapêutica Hipocoagulante)

As principais complicações relacionadas com a utilização da heparina são:
– Hemorragia – em particular nos doentes com endocardite infeciosa, patologia hematológica ou hepática e patologia ulcerativa do tubo digestivo ou geniturinária. Risco aumentado também nos doentes com terapêutica concomitante com trombolítico ou com inibidores da glicoproteína Ilb/IIIa.
– Trombocitopenia – ocorre em cerca de 10% dos doentes tratados com heparina durante mais de 5 dias e, em geral, regride com a suspensão do fármaco.
– Sobredosagem – quando os valores de aPTT são excessivamente altos, em geral a suspensão do fármaco é suficiente para resolver o problema. Se for necessário antagonizar o efeito da heparina (por exemplo, hemorragia major), pode-se administrar sulfato de protamina (cada 1 mg neutraliza 1000 U de heparina; dose máxima de 50 mg em 10 minutos).

como funcionan los antibioticos 1 0 180x180 - Inibidores de Tirosina Quinases

Inibidores de Tirosina Quinases

—> Dirigidos ao bcr-abl e c-kit – o imatinib foi a primeira destas novas moléculas a ser utilizada; o seu mecanismo de acção é paradigmático da especificidade destas moléculas: inibe a transdução de sinal inibindo a mensagem para divisão celular enviada a partir da tirosina quinase anormal codificada pelo gene de fusão bcr-abl (alteração resultante da translocação 9;22 ou cromossoma Filadélfia); inibe também outras tirosinas quinases; como já referido, usa-se na leucemia mielóide crónica e no GIST.
O dasatinib é um inibidor múltiplo de tirosina quinases; usa-se na leucemia mieloide crónica.
– Dirigidos ao EGFR {epidermal growth factor receptor) – o erlotinib actua por inibição da autofosforilação do EGFR; utilizado no carcinoma de não pequenas células do pulmão e no pâncreas. O gefitinib bloqueia reversivelmente o EGFR e tem sido usado no carcinoma de não pequenas células do pulmão.
Já o lapatinib tem um mecanismo duplo: inibe reversivelmente quer o EGFR, quer o HER2; tem sido usado (em associação a quimioterapia) no carcinoma da mama HER2+metastático.
– Inibidores do VEGF (vascular endothelial growth factor) – o sunitinib é um inibidor de diversos receptores de tirosina quinases, do qual resulta um efeito sobre o crescimento tumoral, a angiogénese e a progressão metastática; tem sido utilizado no carcinoma de células renais, bem como no GIST. O sorafenib é um inibidor multiquinase a partir do qual resulta uma provável inibição da angiogénese; utiliza-se no carcinoma de células renais e no carcinoma hepatocelular.

coracao 20120706 size 598 180x180 - Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Estão indicados nos doentes com clínica de insuficiência cardíaca ou com disfunção ventricular esquerda, pois demonstraram reduzir a mortalidade e morbilidade. Devem também ser iniciados na fase aguda do enfarte com ou sem disfunção ventricular esquerda, em doentes com doença coronária estável, nos indivíduos com múltiplos fatores de risco e nos diabéticos com hipertensão ou nefropatia, tendo demonstrado reduzir a mortalidade e morbilidade CV.


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mulher opioide 180x180 - Inibidores da interleucina 6 (Artrite Reumatóide)

Inibidores da interleucina 6 (Artrite Reumatóide)

– Inibidores da interleucina 6.
Recentemente foi aprovado o tocilizumab, fármaco que inibe a interleucina 6 para o tratamento da AR.
Os estudos publicados mostram ser um fármaco muito interessante quer na terapêutica da AR (após falha do metotrexato, ou após ineficácia de um agente anti-TNF).
Em relação ao tratamento com agentes biológicos na AR, os doentes devem ser monitorizados trimestralmente em relação à atividade da doença (DAS28, questionários funcionais), sujeitos a avaliação analítica com hemograma, PCR, VS, transaminases, urina II e radiografia torácica de 6 em 6 meses.
São contra-indicações absolutas para a administração de biológicos: a infeção ativa, a administração concomitante de vacinas vivas, a história recente de (<5 anos) neoplasia (excepto o basalioma), a insuficiência cardíaca congestiva (NYHA classe III e IV) e a história de doença desmielinizante. Os fármacos biológicos não devem ser administrados a grávidas e a mulheres que amamentem. Se ocorrer uma gravidez durante o tratamento, este deve ser suspenso de imediato.

inibidores de agregacao plaquetaria oral 1024x1024 180x180 - Inibidores plaquetários

Inibidores plaquetários

O objetivo da terapêutica cardiovascular com inibidores plaquetários é impedir a ativação e agregação plaquetárias que levam à sua aderência a áreas de endotélio lesado ou de material endovascular (como os stents coronários). Os mecanismos descritos são um passo fundamental no processo de formação de trombos no sistema arterial.
Descrevem-se de seguida as indicações mais importantes para terapêutica com inibidores plaquetários em cardiologia, bem como os fármacos e doses utilizados com maior frequência.

homem 180x180 - Terapêuticas Orais II (Disfunção Eréctil)

Terapêuticas Orais II (Disfunção Eréctil)

Um fármaco oral muito utilizado antes do aparecimento dos inibidores da fosfodiesterase e da apomorfina é a yohimbina (Zumba), um bloqueador dos receptores alfa-2-adrenérgicos. O seu mecanismo de acção não está completamente definido, mas sabe-se que provoca um aumento da taxa de noradrenalina circulante e da pressão arterial. A dose habitualmente utilizada é de 18 mg/dia, divididas em 3 tomas. Geralmente é necessário um período de 2 ou 3 semanas para se obter um efeito terapêutico. A eficácia global é de cerca de 30-40%, sendo especialmente útil na DE psicogénica ou orgânica ligeira.
Está contra-indicado nos doentes hipertensos.
De uma vasta panóplia de medicamentos empíricos, utilizam-se também outros dois fármacos, particularmente nas disfunções menos graves: a nicergolina (Sermion) e a trazodona (Triticum, Trazone). O primeiro é um bloqueador dos receptores alfa-1, que são predominantes nos corpos cavernosos onde mantém o tónus vasomioconstritor.
A dose habitualmente utilizada para melhorar a DE é de 30 mg/dia. A trazodona é um antidepressivo com acção agonista dopaminérgica. É especialmente útil nas DE devidas a ansiedade ou depressão, sendo a dose habitual de 50 a 150 mg/dia, em 1 ou 2 tomas.

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Terapêuticas Orais (Disfunção Eréctil)

São três os fármacos inibidores da 5-fosfodiesterase comercializados: o sildenafil (Viagra), o tadalafil (Cialis) e o vardenafil (Levitra). A 5-fosfodiesterase é uma enzima existente nas fibras musculares lisas do pénis que tem como função anular a acção miorelaxante do GMPc, libertado por acção do óxido nítrico que os estímulos eróticos geram no tecido cavernoso. Este tipo de medicamentos, ao inibir a 5-fosfodiesterase, permite potenciar a acção do GMPc, obtendo melhores erecções.
Qualquer desses medicamentos deve ser tomado cerca de uma hora antes do início da actividade sexual. Os preliminares eróticos devem ser estimulados. A duração do efeito vasoactivo do fármaco dura cerca de 4 a 6 horas e, no caso do tadalafil, mais de 24 horas. Isso não significa que a erecção dure esse tempo, mas sim que, durante esse intervalo de tempo, é mais fácil obter uma erecção. Os estudos clínicos realizados mostram uma eficácia clínica global entre 70-80%. É particularmente eficaz nas situações de insuficiência arterial ligeira ou moderada. Nos casos de insuficiência veno-oclusiva, lesão miocavernosa e lesão neurológica periférica – situação típica da diabetes – a sua eficácia pode ser bastante reduzida, não ultrapassando 30-50%. Os efeitos colaterais mais frequentemente referidos são cefaleias (10-15%), rubor (10-20%) e dispepsia (10%). Muito raramente (2%) podem provocar alteração da percepção da visão das cores e um aumento da sensibilidade à luz. Está absolutamente contra- -indicado a administração deste tipo de medicamentos nos doentes a fazer terapêutica cardíaca com nitratos, sob qualquer forma. São também contra-indicações absolutas a angina instável, o AVC e o enfarte do miocárdio recentes, a retinite pigmentosa e a insuficiência hepática grave.
O único fármaco dopaminomimético para o tratamento da DE é a apomorfina (Uprima).
Surgido em 2000, deixou de estar comercializado em 2004, pelo menos no nosso país.
A estrutura química da apomorfina é similar à da dopamina, uma catecolamina que determina a libertação da prolactina e da hormona do crescimento, e que regula o comportamento emocional e a função eréctil. A apomorfina tem uma acção ao nível dos receptores da dopamina do SNC, estimulando a produção do óxido nítrico nos corpos dos neurónios hipotalâmicos, o que vai fazer activar os neurónios autónomos descendentes, parassimpáticos, que contribuem para o mecanismo da erecção peniana. A eficácia clínica global é de cerca de 60-70%. As doses recomendadas são 2 ou 3 mg, administrados por via sublingual, cerca de quinze minutos antes da actividade sexual. O seu tempo de acção é de cerca de 3 horas. Como efeitos secundários têm sido principalmente referidos náuseas e vómitos.

suplementos depressao 1 180x180 - Antidepressivos III

Antidepressivos III

Em Portugal, à semelhança do que sucede na maioria dos países, estão disponíveis outros antidepressivos, incluídos em grupos químico-farmacológicos diversos. É o caso da mirtrazapina, da trazodona, da tianeptina e da moclobemida. Este último medicamento é sobrevivente único de um grupo de inibidores selectivos e reversíveis da MAO-A; por contraposição aos clássicos IMAO, hoje praticamente abandonados, é um medicamento muito bem tolerado e seguro, mas com uma eficácia problemática pelo menos nas depressões com gravidade clínica, e cuja utilização se encontra em fase de manifesto declínio.
Mais recentemente, um “velho” antidepressivo com tradição de uso sobretudo nos EUA- o bupropião -, após um período de reciclagem como medicamento potencialmente útil na cessação do consumo tabágico, “reapareceu” como antidepressivo, com nova forma galénica e proposta de utilização em doses mais elevadas. É de facto um medicamento longamente conhecido, com uma acção neuroquímica essencialmente potenciadora da transmissão dopaminérgica, traduzida, no plano terapêutico, por propriedades activadoras.
Importa destacar que a depressão não é a única indicação terapêutica dos antidepressivos.
Em medicina é desde há muito reconhecido o benefício terapêutico de alguns tricíclicos em síndromes álgicas de natureza e etiologia diversas, nomeadamente na área das cefaleias e da dor reumatológica. Por seu turno, os SSRI surgem indicados na fibromialgia, na fadiga crónica e na síndrome de tensão pré-menstrual.
No âmbito da psiquiatria, outro aspecto importante relaciona-se com a utilização da clomipramina e de SSRI no tratamento de perturbações da ansiedade, como o pânico, as fobias e a perturbação obsessivo-compulsiva; a ansiedade generalizada é também uma indicação aprovada da generalidade dos SSRI e também da venlafaxina. Em especial, o uso desses medicamentos na perturbação de pânico, com ou sem agorafobia, revela-se dramaticamente eficaz. Merece referência que as doses óptimas na patologia ansiosa não só diferem entre os diferentes tipos de distúrbio ansioso como em relação ao uso dos mesmos medicamentos na depressão.
Pelo facto de serem medicamentos largamente utilizados – e muitas vezes em situações clínicas que se acompanham de insónia – interessa referir os efeitos dos antidepressivos sobre o sono. Os estudos poligráficos mostram que praticamente todos os antidepressivos são supressores do sono REM; já os efeitos sobre a duração e continuidade do sono, bem como sobre o sono lento profundo, são muito variáveis; deste ponto de vista, alguns antidepressivos têm efeitos inconvenientes, enquanto outros têm uma acção promotora do sono. Estas propriedades favoráveis explicam a utilização off label de alguns antidepressivos sedativos no tratamento sintomático da insónia. Esta posição é objecto de controvérsia, afirmando alguns que a modificação do sono REM e o perfil de efeitos secundários desaconselham esse tipo de utilização. No entanto, o efeito hipnótico pode ser conseguido com doses inferiores às que produzem efeitos indesejáveis, para além do facto de as acções sobre o sono REM não se associarem a efeitos deletérios conhecidos. A trazodona constitui, a este propósito, um caso particular, na medida em que está aprovada a sua utilização no tratamento da insónia.

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Inibidores da coagulação

Os inibidores adquiridos podem surgir sem causa aparente ou associados a doenças linfoproliferativas ou outras (excluem-se aqui os induzidos por tratamento com factor VIII por exemplo).

Risco de mortalidade é maior entre diabéticos que se tratam com sulfonilureia dreamstime 180x180 - Inibidores de Proteasoma

Inibidores de Proteasoma

O bortezomib é, por enquanto, o único inibidor de proteasoma disponível e usa-se no mieloma múltiplo e, mais recentemente, em linfomas.