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Protozooses Intestinais

Entre as protozooses, destacamos a G. intestinais, o C. parvum, o /. belli eofi coli.
A giardíase ou lamblíase pode dar quadros agudos ou crónicos. Os quadros agudos da doença, 1-4 semanas, podem ocasionar diarreia de fezes pastosas, amareladas, raramente com sangue, flatulência, dores abdominais e mal estar geral. Nas formas persistentes, a sintomatologia tem menor expressão mas pode originar um quadro de malnutrição.
A criptosporidíase com um período de incubação de 3-10 dias dá origem a uma diarreia intensa, súbita, aquosa, sem sangue, durando 3 a 10 dias, cólicas abdominais e sintomatologia geral. Febre nas crianças. Quadro clínico arrastado em imunodeficientes.
A isosporidíase tem um período de incubação de cerca de 7 dias. Pode dar origem a diarreia aquosa, sem muco e sem sangue, aerocolia e dores abdominais. Autolimitada nos imunocompetentes e arrastada nos imunodeficientes.
A balantidíase muito raramente pode ocasionar choque e perfuração intestinal.
A ciclosporíase provoca diarreia aquosa, sendo autolimitada nos imunocompetentes.
Os fármacos de eleição são: para a G. lamblia os nitroimidazóis e a nitazoxanida; para o C. parvum a nitazoxanida e a paramomicina, para o /. belli o co-trimoxazol ou os nitroimidazóis; para o B. coli, as tetraciclinas ou os nitroimidazóis; para o C. cantonensis, o co-trimoxazol e para o Microspora o albendazol ou o mebendazol.

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Quadro Clínico (Amebíase)

Vários quadros clínicos podem ser descritos. Formas clínicas intestinais (disentéricas ou não) e extra-intestinais.
– Disenteria amebiana – o período de incubação é, geralmente, de 8 a 10 dias.
Cólicas abdominais, tenesmo, náuseas, diarreia muco-sanguinolenta.
– Abcesso amebiano do fígado – o período de incubação é variável, podendo prolongar-se por vários anos, o que justifica uma presunção de diagnóstico mesmo fora das áreas endémicas. O abcesso amebiano do fígado é diagnosticado, a maioria das vezes, em doentes sem queixas do foro gastrenterológico; contudo, em cerca de 50% dos casos, existe uma história prévia de diarreia.
Diagnóstico:
• Ecografia, TC, estudos hematológicos, estudos imunológicos, cintigrafia, radiografia do tórax, estudo do pus do abcesso, RM, peritoneoscopia.
• Dor no hipocôndrio direito, hepatomegalia, febre, subicterícia.
– Outras localizações – as amibas, a partir do foco de desenvolvimento primário, podem também metastizar para outros órgãos como o pulmão, o cérebro e o baço. Para além da propagação da infecção por via hematogénea, a extensão pode efectuar-se por contiguidade, a partir do intestino, para outros órgãos e para a pele. Amebíase Intestinal – Diagnóstico: pesquisa de trofozoítos a fresco; raspado ou zaragatoa das úlceras; pesquisa de quistos; clister opaco; endoscopias c/s biópsias; cultura das fezes.

intestino irritavel 1 180x180 - Helmintíases Intestinais

Helmintíases Intestinais

As helmintíases intestinais caracterizam-se pela sua sintomatologia comum e por uma sintomatologia mais específica.

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Agentes biológicos (Espondilartrites)

– Agentes biológicos – aprovados para as doenças intestinais inflamatórias, artrites psoriáticas e espondilite anquilosante, os fármacos anti-TNF-a (infliximab, etanercept e adalimumab) constituem, hoje em dia, uma opção terapêutica nos doentes refratários às terapêuticas convencionais. Nas formas axiais de espondilite anquilosante constituem a principal opção terapêutica após ineficácia de dois AINEs ou intolerância. Apresentando uma boa eficácia, o início de ação tende a ser rápido e os efeitos sustidos. Os doentes que não respondem ou não toleram um anti-TNF podem responder a outro. A terapêutica anti-TNF diminui também a probabilidade de recorrência de uveítes.
O custo destes fármacos e eventuais problemas de segurança a longo prazo continuam a ser os principais fatores limitantes à sua utilização. As infeções constituem o efeito adverso mais frequente devendo motivar a interrupção transitória destes fármacos e a realização de antibioterapia dirigida. A reativação de tuberculose latente constitui um dos principais receios, em particular nos países latinos. A introdução de testes de rastreio e de terapêutica profiláctica veio diminuir a sua ocorrência.
O risco acrescido de neoplasias (não confirmado), a exacerbação ou agravamento de doenças desmielinizantes, o agravamento de insuficiência cardíaca, alterações hematológicas e das provas hepáticas são efeitos adversos potenciais. Uma adequada monitorização deve manter-se, tentando minimizar eventuais efeitos secundários.

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Bilharzíase

A schistosomíase, bilharzíase ou Ibilharziose, é uma doença parasitária provocada por tremátodos do género Schistosoma e que podem originar diversas manifestações clínicas, destacando-se os quadros intestinais, hepatosplénicos ou geniturinários. O homem é o hospedeiro definitivo de três espécues de Schistosoma: S. japonicum, S. mansoni, e S. haematobium, qualquer delas dependcentes de moluscos como hospedeiros intermediários.
O S. intercalatum e o S. mekongi tíambém se encontram associados a infecções humanas.

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Terapêutica (Helmintíases Intestinais)

A terapêutica das helmintíases intestinais é relativamente simples a título individual, sendo muito mais difícil o seu controlo a nível comunitário.

amebiase 1024x768 180x180 - Diagnóstico (Helmintíases Intestinais)

Diagnóstico (Helmintíases Intestinais)

O percurso diagnóstico geral para as parasitoses intestinais obedece ao indicado no fluxograma.

intestino irritavel 1 180x180 - Parasitoses Intestinais

Parasitoses Intestinais

As parasitoses intestinais (protozooses e helmintíases) incluem um grande grupo de doenças de importância muito variável. Em muitos países, são um problema para a saúde pública. A sua transmissão acontece através das comidas, bebidas e por contacto directo (solos, dedos, …). A terapêutica das protozooses é actualmente mais complicada que a das helmintíases.
Em qualquer caso, torna-se sempre importante detectar e eventualmente tratar a origem da infestação e muitas vezes repetir o esquema terapêutico nas 2 semanas seguintes.

medicina web 1 180x180 - Apresentação Clínica (Microsporidiose)

Apresentação Clínica (Microsporidiose)

No contexto da doença avançada por VIH, podem ocorrer quadros de diarreia crónica associada a deformação grave das vilosidades intestinais, originando uma síndrome de mal-absorção e consequente desnutrição. Estão também descritos casos de envolvimento extra-intestinal, particularmente ao nível das vias biliares por E. bieneusi, originando quadros de colangite esclerosante ou de colecistite, esta frequentemente complicada por superinfecção bacteriana. O envolvimento extra-intestinal por E. intestinal pode ser frequente e ubíquo, estando descritos, entre outros, casos de colangite, queratoconjuntivite, pneumonia, hepatite e doença disseminada. A doença associada com Trachipleistophora spp. manifesta-se, geralmente, por quadros de miosite, sinusite, encelalite e queratoconjuntivite, sem envolvimento intestinal.

Abdomen definition meaning what is it dictionary 180x180 - Abdómen e Pélvis (Complicações da RT)

Abdómen e Pélvis (Complicações da RT)

A irradiação de vísceras ocas é aquela que gera uma maior quantidade de sintomas mal tolerados, sendo o risco maior em zonas de fixação de ansas intestinais, principalmente de intestino delgado. Isto acontece porque, sendo a acção das radiações proporcional à dose absorvida, qualquer órgão que se possa movimentar, e eventualmente deslocar-se para fora do campo de tratamento, está menos sujeito a evidenciar essas lesões.
Os sintomas vão desde as náuseas e vómitos iniciais, de maior ou menor intensidade, até à diarreia mais ou menos intensa. No tratamento da diarreia, é habitualmente empregue a loperamida com eficácia. As náuseas e vómitos são facilmente controlados com os procinéticos do tipo da metoclopramida. A irradiação da ampola rectal pode levar ao aparecimento de tenesmo rectal, embora com pouca frequência, podendo obter-se alívio local empregando enemas com corticóide.
Durante o tratamento de tumores pélvicos pode ainda ocorrer uma sintomatologia típica de cistite. Todos os sinais e sintomas descritos pelo doente são sobreponíveis aos de uma cistite infecciosa, no entanto a análise microbiológica da urina raramente tem critérios de infecção. A irradiação provoca uma lesão no urotélio, em tudo idêntica à devida a uma sobrepopulação bacteriana, donde a semelhança do quadro. O tratamento das situações mais avançadas inclui a hidratação e eventual acidificação da urina, através da administração da vitamina C.
Curiosamente a administração de antibióticos, como numa cistite infecciosa, é eficaz no alívio desta situação, suportando a hipótese de a sintomatologia se dever à acção da população bacteriana da bexiga, pela descida relativa do seu limiar infeccioso (habitualmente estabelecido numa concentração de 100000 bactérias por mm3) condicionado por uma mucosa fragilizada.