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Leishmaniose

A infecção por Leishmania donovani infantum é endémica em Portugal, sendo perpetuada em reservatórios animais (canídeos, roedores) e transmitida ao homem através da picada da fêmea de mosquitos do género Phlebotomus. O ciclo do parasita inicia-se no intestino do mosquito, que inocula as formas promastigotas no hospedeiro humano através da sua picada. Estas formas são captadas pelos macrófagos locais, onde evoluem para amastigotas. A migração dos macrófagos é responsável pela disseminação sistémica do parasita e pela forma visceral da doença, que se manifesta, sobretudo, ao nível dos órgãos do sistema reticuloendotelial (baço, fígado, medula óssea, intestino).
Em Espanha, no final da década de 90, foi estimado que 60% dos casos de leishmaniose visceral ocorriam em doentes com infecção por VIH. Há, no entanto, dados que permitem admitir uma redução desta elevada incidência com a introdução da TARV.

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Medidas gerais (Síndrome do Intestino Irritável)

Estas são muitas vezes suficientes para o tratamento de síndromes ligeiras e deverão acompanhar sempre a terapêutica farmacológica quando esta se torna necessária.
– Relação médico-doente “centrada numa boa comunicação – compreender e esclarecer”.
A redução da sintomatologia e a diminuição da frequência de consultas estão relacionadas com a excelência da relação terapêutica. À segurança de um diagnóstico positivo tem que juntar-se o perfil sintomático crónico e reverberativo, sem risco oncológico acrescido, o suficiente para influenciar a história natural e o prognóstico desta patologia.
—> Adaptações no estilo de vida “consideradas como empíricas”.
Deve-se incentivar o exercício físico, sugerir uma dieta equilibrada e valorizar a metodologia adequada ao processo defecatório. Promover o registo diário de sintomas, hábitos dietéticos e alterações psicológicas como potenciais factores desencadeantes.
A identificação e correcção de factores psicossociais que desencadeiam ou perpetuam o complexo sintomático reduzem, muitas vezes, a frequência das consultas.
—> Factores dietéticos e medicamentosos “causa de alterações nos hábitos intestinais”.
A visualização, odor e ingestão de alguns alimentos podem desencadear sintomas. As dietas de exclusão demonstraram uma redução sintomática em 15% dos doentes. Podem agravar a diarreia: café, chá, leite, álcool ou alimentos com sorbitol e frutose incluídos nos frutos, doces e bebidas. Alimentos ricos em lípidos ou os citrinos aumentam a viscerocepção e acentuam os reflexos intestinais. A fermentação cólica e a formação de gás ficam aumentadas com o consumo de leguminosas ou couves. A suplementação de fibras dietéticas (20 a 40 g/dia), preferencialmente solúveis, podem aliviar a obstipação, mas têm um benefício limitado. As fibras são polissacáridos solúveis ou insolúveis que a microflora cólica metaboliza em gás, fluidos e ácidos gordos de cadeia curta. Estes diminuem o tempo de trânsito intestinal levando à diminuição da pressão intracólica e aliviando a obstipação, reduzindo potencialmente o desconforto abdominal.

Cefoxitina Sodica ac 180x180 - Cefoxitina

Cefoxitina

Cefoxitina – partilha do espectro de actividade da cefuroxima, mas é mais activa contra anaeróbios, incluindo B. fragilis. É útil para a profilaxia da infecção da ferida cirúrgica em cirurgias contaminadas ginecológicas ou com secção do intestino (colorrectal), pelo que deve ser reservada para este fim.
• Farmacologia – apenas disponível para administração e.v.. Metabolismo mínimo, com excreção quase total pela urina. t1/2 de 1,5 horas.
• Gravidez – classe B.
• Posologia e administração – 1-2 g e.v. no momento da indução da anestesia, a repetir de 2/2 horas durante a cirurgia.

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Candidíase Vulvovaginal

Estima-se que aproximadamente 75% das mulheres tenham um episódio de candidíase vulvovaginal ao longo da vida. A CA (Cândida albicans) é a espécie que mais comummente causa infecção sintomática, cerca de 90% dos casos. A CA coloniza de forma saprófita a orofaringe, intestino grosso e vagina. A doença clínica pode estar associada a doença sistémica como diabetes mellitus, VIH, obesidade, gravidez, medicação (antibióticos, corticóides e anticoncepcionais orais) e debilidade crónica.

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Amebíase

O agente etiológico da amebíase é um protozoário, a Entamoeba histolytica, que se encontra no lume do intestino grosso do homem e que, em determinadas condições, pode atingir alguns órgãos como o fígado, o pulmão, o coração, o cérebro, etc. O abcesso amebiano do fígado é a forma mais frequente da amebíase extra-intestinal.

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Diagnóstico (Isosporiose)

Baseia-se na demonstração de oocistos nas fezes de doentes sintomáticos, de preferência a fresco ou em esfregaços corados pelo método de Ziehl-Nielssen, embora esteja descrita a utilidade da auramina 1351 e da imunofluorescência como métodos de diagnóstico alternativos. A carga parasitária nas fezes é geralmente baixa, pelo que é útil realizar a pesquisa num mínimo de três amostras seriadas. A biopsia do intestino delgado ou grosso pode revelar a presença de formas de oocistos ou de formas evolutivas do parasita.

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Cefazolina

—> Cefazolina – boa actividade contra pneumococo, S. pyogenes e S. aureus resistente à penicilina (não contra SARM). Alguma actividade contra GR-, exceptuando Enterobacter spp., Serrada spp. e pseudomonas. Actividade boa a moderada contra anaeróbios da cavidade oral. E um fármaco com interesse e ampla utilização na profilaxia da infecção na ferida operatória em cirurgias contaminadas que não envolvam secção do intestino.
• Farmacologia – utilização predominante por via e.v. t1/2 de 2 horas, excreção predominantemente renal, sem metabolização.
• Posologia e administração – 1-2 g e.v. na profilaxia da infecção da ferida cirúrgica, em toma única no momento da indução da anestesia (repetir cada 4 horas se a cirurgia se prolongar).

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Obstrução Gastrintestinal

A obstrução gastrintestinal é uma complicação frequente no doente com neoplasia, em particular quando há envolvimento directo abdominal (gastrintestinal ou ginecológico) pelo tumor; outras causas são metabólicas, medicamentosas (citostáticos, opióides) ou em consequência da RT. A obstrução pode ser alta – neoplasia gástrica ou pancreática (por invasão gástrica ou do arco duodenal), do intestino delgado – bridas (que justificam intervenção cirúrgica para lise das mesmas) ou carcinomatose peritoneal, ou do cólon e recto – geralmente por obstrução do lúmen pelo tumor.


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Fístulas Perianais

As fístulas anais são incomuns. Num estudo epidemiológico em Helsínquia, a incidência foi de 8,6 por 100000. O precursor habitual das fístulas anais é o abcesso ano-rectal, que por seu lado se inicia em 95% dos casos nas glândulas anais a nível da linha pectínea.
Na grande maioria dos casos não se identifica uma causa, mas devemos pensar na doença inflamatória do intestino (3%), na tuberculose (<1%) e nas fístulas pós-cirurgia ou traumáticas (3%). Podemos ainda encontrar fístulas anais em outras doenças, nomeadamente nos tumores malignos ano-rectais, na actinomicose, linfogranuloma venéreo, proctite radica e nas leucemias.

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Estratégias de Tratamento (Síndrome do Intestino Irritável)

A terapêutica deve ser individualizada e permanentemente actualizada com base no sintoma perdominante e na gravidade do complexo sintomático.