Artigos


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 2 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
Amoebic dysentery in colon biopsy 1 180x180 - Microsporidiose

Microsporidiose

Microsporidiae são parasitas intracelulares obrigatórios, considerados por alguns autores mais próximos dos fungos do que dos protozoários, que podem infectar virtualmente todas as espécies de vertebrados e invertebrados. Podem reproduzir-se por esporogonia ou merogonia, resultando num grande números de esporos intracelulares que rompem a célula infectada, libertando-se e gerando, em pouco tempo, elevadas cargas parasitárias. As espécies mais relevantes no doente imunodeprimido são Encephalitozoon intestinalis, Enterocytozoon bieneusi e Trachipleistophora spp. (sobretudo T. hominis e T. anthropophthera).
Os esporos podem ser adquiridos por ingestão de água ou alimentos contaminados ou inalação. O estado de portador assintomático entérico pode ser muito frequente, possibilitando a ocorrência de doença em indivíduos com disfunção imunitária grave (contagens de CD4 <50 células/mm3). Em Portugal, a microsporidiose pode ser responsável por até 30% dos casos de diarreia crónica em doentes com infecção por VIH.

azitromicina 180x180 - Azitromicina

Azitromicina

—> Azitromicina – a sua actividade contra GR+ é algo inferior à da eritromicina, mas é mais activa contra GR-, designadamente contra H. influenzae, M. catarrhalis, N. gonorrhoeae e Campylobacter spp., demonstrando mesmo actividade clinicamente significativa contra enterobacteriáceas, designadamente E. coli, Salmonclla spp. E Shigella spp. A sua actividade contra organismos intracelulares tais como a L. pneumophila e Chlamydophila spp. é sobreponível à da eritromicina. É activa contra micobactérias do complexo M. avium, e a sua actividade contra T. gondii pode ser útil em doentes sem alternativas terapêuticas.
• Farmacologia – a biodisponibilidade relativa de uma dose oral de 500 mg é de cerca de 37%, embora com uma redução de cerca de 50% na presença de alimentos e a sua longa semivida de eliminação (35 a 40 horas após a administração de uma dose oral de 500 mg) permite a administração numa toma única diária. A azitromicina tem uma boa distribuição nos tecidos com elevadas concentrações intracelulares. No entanto, as concentrações séricas são baixas e podem ser insuficientes para tratar de forma eficaz situações com bacteriemia.
• Segurança – a azitromicina é geralmente bem tolerada do ponto de vista gastrintestinal, com um perfil de segurança mais favorável do que o da eritromicina.
• Gravidez – classe B.
• Interacções – a azitromicina, sendo pouco inibidora do citocromo P450, afecta pouco o metabolismo da teofilina e da varfarina, embora possa condicionar aumentos dos níveis séricos da ciclosporina, digitálicos e pimozide.
• Posologia e administração – a sua eficácia clínica foi demonstrada no tratamento das infecções do tracto respiratório superior e inferior com um regime de 500 mg/1xdia durante 5 dias. No tratamento da pneumonia por Legionella pneumophila, o tratamento deve prolongar-se por 10 dias. Está ainda aprovada para a profilaxia das infecções por micobactérias do complexo M. avium, na dose de 1200 mg/semana. Está disponível, em Portugal, uma formulação em grânulos de libertação modificada que parece apresentar uma eficácia semelhante à da formulação sólida no tratamento das infecções do tracto respiratório superior, com uma toma única de 2 g. Devido às baixas concentrações séricas obtidas com a azitromicina, não deve ser utilizada em monoterapia em situações em que se suspeite de bacteriemia.

malária queda no jurua 1 180x180 - Malária ou Paludismo

Malária ou Paludismo

A malária ou paludismo é uma doença causada por protozoários intracelulares obrigatórios do género Plasmodium.
A transmissão de malária ocorre em mais de 100 países de Africa, Ásia, Oceânia, América Latina, em certas ilhas das Caraíbas e na Turquia. A incidência global anual de paludismo é de 200 milhões de casos. Só na África subsariana, há mais de 100 milhões de casos anuais, com uma mortalidade calculada em 1 milhão, sobretudo de crianças.
O P. falciparum é a espécie de plasmódio mais frequente nas regiões tropicais e subtropicais, predominando em África, Haiti e Nova Guiné. Esta espécie é a causa da grande maioria das mortes por malária. O P vivax existe em muitas regiões de clima temperado, mas também em regiões tropicais e subtropicais, predominando na América Latina e no subcontinente indiano, sendo mais raro em África, pois a maioria dos indivíduos de raça negra é geneticamente resistente a este parasita. O P malariae tem uma distribuição geográfica semelhante à do P falciparum, mas é muito menos frequente. O P ovale existe nas regiões tropicais, encontrando-se sobretudo em Africa e raramente noutros continentes.
O ciclo evolutivo dos plasmódios ocorre no Homem (ciclo assexuado ou esquizogonia) e no mosquito (ciclo sexuado ou esporogonia).

medicamentos 4 180x180 - Tratamento no Domicílio - Esquemas Preferenciais

Tratamento no Domicílio – Esquemas Preferenciais

– Macrólido (claritromicina ou azitromicina, recomendados com base na evidência resultante de ensaios controlados em adultos, na maior comodidade de administração relativamente à eritromicina e na sua melhor tolerabilidade relativamente a este fármaco).
– Amoxicilina, nos casos em que o início agudo ou a presença de condensação tornem pouco provável a etiologia por agentes intracelulares.

roxitromicina 300 mg 1 180x180 - Roxitromicina

Roxitromicina

Roxitromicina – a sua actividade antibacteriana contra bactérias GR+, GR- e agentes intracelulares é sobreponível à da claritromicina, embora ligeiramente mais activa contra L. pneumophila. É também activa contra micobactérias do complexo M. avium.
• Farmacologia – a sua biodisponibilidade oral é excelente e não afectada pela presença de alimentos, antiácidos ou de antagonistas dos receptores H2, permitindo obter picos plasmáticos da ordem dos 6,6 a 7,9 u.g/ml 2 horas após 1 toma oral de 150 mg, o que representa uma exposição sistémica cerca de 16 vezes superior à obtida com uma dose oral de 250 mg de eritromicina. A t1/2 é de cerca de 10 horas em adultos e de 20 horas em crianças. A sua distribuição tecidular é boa, atingindo valores semelhantes ao da concentração plasmática nas secreções respiratórias e nas amígdalas tonsilares e de cerca de 10 vezes superiores ao nível da pele.
– Segurança – reaccções adversas gastrintestinais (náuseas, dores abdominais, diarreia) ocorrendo em 3 a 4% dos doentes, estando ainda descrita a ocorrência de cefaleias intensas, tonturas, exantema, alterações transitórias da função hepática, linfopenia e eosinofilia. A sua escassa metabolização hepática, com cerca de metade da dose oral recuperada sem alteração nas fezes, condiciona a não existência de interacção clinicamente significativa com teofilina, carbamazepina, varfarina ou ciclosporina.
• Posologia e administração – eficaz no tratamento das infecções do tracto respiratório superior e inferior, como alternativa às penicilinas. A sua boa distribuição ao nível da pele torna-a útil nas infecções das estruturas cutâneas causadas por S. aureus (sensíveis à meticilina) e por Streptococcus spp. A dose diária recomendada para adultos é de 300 mg (em toma única ou dividida em 2 tomas).

rim 180x180 - Tratamento Geral (Acidose Metabólica)

Tratamento Geral (Acidose Metabólica)

O tratamento da acidose metabólica bem como de qualquer distúrbio ácido-base deve ser essencialmente o tratamento da entidade nosológica que o provocou. O objetivo do tratamento da acidose metabólica é a normalização do pH; a utilização de bicarbonato paralelamente com o tratamento da causa da acidose só se impõe se o pH for 7,20, em que o risco de arritmias e de hipocontractilidade miocárdica é agravado.
A administração parentérica de bicarbonato, principalmente se rápida, envolve riscos de sobrecarga de volume e osmolar, hipocaliemias, hipocalcemia e aumento rápido de PCO2 por reação com H+, que o doente pode Já não conseguir compensar com mais hiperventilação. A elevação de bicarbonato no espaço extracelular não é equilibrada com a do liquor, provocando uma acidose relativa dentro da barreira hematoencefálica que mantém hiperventilação, produzindo sintomas neurológicos e a chamada overshooting alkalosis, que na realidade é uma alcalose mista metabólica e respiratória. A velocidade de administração de bicarbonato dependerá da gravidade da acidose, da velocidade previsível de formação de H+ e da condição cardiovascular do doente.
Se o doente estiver ventilado e não aumentarmos o seu volume/minuto durante a administração de bicarbonato, o PCO2 elevar-se-á. Não esquecer que hiperventilar mecanicamente melhora o pH muito mais rapidamente do que dar bicarbonato, além de reduzir rapidamente a fixação do H+ às Proteínas intracelulares, que é o principal mecanismo lesivo da acidose.
Na acidose com AG elevado, uma vez corrigida a causa, o anião orgânico em causa (lactato, cetoácido), que pode ser medido diretamente ou avaliado indiretamente pela grandeza do AG, será metabolizado em bicarbonato, o que pode ocasionar hipercorreccões se formos muito agressivos no tratamento inicial. Por outro lado, a administração de bicarbonato na acidose láctica, sem outras medidas de terapêutica etiológica, vai aumentar a produção de lactato intracelular, não corrige a acidose, nem a lacticidemia e agrava o catabolismo intracelular pelo consumo de glicose e aminoácidos na produção de piruvato/lactato.
Para o cálculo da dose de bicarbonato a administrar, determinamos o défice em HCO3 para atingir o nosso objetivo (inicialmente nunca corrigir para cima de 20 mEq/L) que assumimos com um volume de distribuição de cerca de 50% do peso corporal, ficando = (0,5xpeso kg)x(20-HCO3 mEq/L), a administrar na forma isotónica em frascos de 500cc a 1,4% (167 mEq/L de HCO3 e de Na, osmolalidade 334 mOsm/kg) ou hipertónica em frascos de 100cc a 8,4% (1000 mEq/L ou 1 mEq/cc, com 2000 mOsm/kg), conforme as restrições de volume ou de osmolalidade existentes.