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Anticoncepção e gravidez (Lúpus)

– Anticoncepção e gravidez – os métodos anticonceptivos têm que ser discutidos individualmente, dada a possibilidade de agravamento do LES com a administração de estrogénios e os potenciais riscos de infeção e hemorragia com os DIU. As gravidezes devem ser planeadas para alturas em que a doença se encontre quiescente e vigiadas como gravidezes de risco.

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Aspetos Clínicos (Lúpus)

As manifestações clínicas são muito variadas. O LES pode ter um início agudo com envolvimento multiorgânico ou surgir de forma insidiosa. As queixas sistémicas (fadiga, febre, linfadenopatias, emagrecimento), apesar de inespecíficas, são importantes pois geralmente significam uma doença activa. O atingimento osteoarticular e mucocutâneo são os mais comuns, seguidos das alterações hematológicas, mas qualquer órgão ou sistema pode ser afetado. O envolvimento renal e do SNC são determinantes para o prognóstico, pelo aumento da morbilidade e mesmo da mortalidade que representam.
Existe um subgrupo de doentes com LES e anticorpos antifosfolípidos no soro, que apresenta um elevado risco de tromboses arteriais e venosas e de perdas fetais recorrentes.
A presença de co-morbilidades, nomeadamente de doença aterosclerótica mais grave e precoce, ocorrência de infeções ou neoplasias, contribui significativamente para a redução da esperança de vida dos doentes com LES.

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Imunossupressores (Lúpus)

—> Imunossupressores – no LES moderado a grave a imunossupressão associada à corticoterapia é utilizada na indução da remissão, seguida de um período mais ou menos prolongado de manutenção. Os imunossupressores, apesar de apresentarem efeitos secundários potencialmente graves, permitiram melhorar o prognóstico do LES, reduzir a mortalidade e as sequelas irreversíveis. Os imunossupressores mais utilizados são o metotrexato, a azatioprina, a ciclofosfamida, o micofenolato de mofetil e a ciclosporina. A principal indicação para o uso de metotrexato é a presença de artrite ou de lesões cutâneas refratárias ao tratamento convencional. Utiliza-se geralmente na dose de 10-15 mg/semana e necessita de monitorização regular do hemograma e transaminases. A azatioprina na dose de 1-3 mg/kg/dia é usada como tratamento de manutenção (após uma imunossupressão mais profunda para indução), dado o favorável perfil de segurança em idades jovens e mesmo durante a gravidez.
A ciclofosfamida é o agente alquilante clássico para tratamento das manifestações graves (neurológicas, renais, vasculite). Depleta os linfócitos T e B e reduz a produção de auto-anticorpos. Pode administrar-se por via oral, 1-2 mg/kg/dia, mas os pulsos e.v. intermitentes são preferidos pela melhor relação eficácia/toxicidade. Há vários esquemas de administração da ciclofosfamida e.v., sendo os mais conhecidos o do NIH (National Institute of Health) e o Eurolupus que usa doses mais baixas e por um período mais curto com o intuito de minimizar o risco de infeções, evitar a esterilidade e a potencial oncogenicidade. Mais recentemente o micofenolato de mofetil (1-3 g/dia) vem substituindo a ciclofosfamida no tratamento da nefrite lúpica com eficácia semelhante e menos efeitos adversos. A ciclosporina A tem a sua principal indicação no tratamento da glomerulonefrite membranosa na dose de 3-5 mg/kg/dia.

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Proteção solar (Lúpus)

– Proteção solar – as exacerbações do LES após exposição solar e a necessidade de utilizar uma proteção eficaz é outro dos aspetos a abordar com o doente. Os meios físicos de proteção contra os raios ultravioletas (UV) são os mais eficazes; nas áreas expostas deve ser aplicado um protetor solar com um fator não inferior a 30.

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Diagnóstico (Lúpus)

O diagnóstico de LES tem por base manifestações clínico-laboratorias características, apesar de não serem patognomónicas. Os critérios de classificação desenvolvidos pelo American College of Rheumatology (ACR) são frequentemente utilizados como auxílio no diagnóstico. O doente é classificado como tendo LES se apresentar quatro ou mais critérios, não necessariamente em simultâneo.