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Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Boa e Consistente (Nível A)

– Contracepção oral combinada:
• Sem contra-indicação na doença mamária benigna ou na presença de história familiar de cancro da mama.
• Segura no lúpus ligeiro sem anticorpos antifosfolípidos.
• Não é recomendada a mulheres com tromboembolismo venoso de causa desconhecida ou associado a gravidez ou a uso de estrogénios exógenos, a não ser que estejam anticoaguladas.
• Prescrição com precaução a mulheres com mais de 35 anos e fumadoras.
– Sistema intra-uterino libertador de levonorgestrel:
• Apropriado a mulheres com diabetes sem retinopatia, nefropatia ou outras complicações vasculares.

Antibabypille 180x180 - Patologias em que os Contraceptivos com Progestagénio Isolado são mais apropriados

Patologias em que os Contraceptivos com Progestagénio Isolado são mais apropriados

— Enxaquecas, especialmente as que apresentam sinais neurológicos focais.
— Mulheres com mais de 35 anos, fumadoras ou obesas.
— História de doença tromboembólica.
— Hipertensa com doença vascular ou com mais de 35 anos.
— Lúpus eritematoso sistémico com doença vascular, nefrite ou anticorpos antifosfolípidos.
— Hipertrigliceridemia.
— Doença coronária.
— Insuficiência cardíaca congestiva.
— Doença cerebrovascular.

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Prognóstico (Neuropatia Óptica)

As nevrites ópticas resultantes de herpes zoster ou lúpus eritematoso sistémico apresentam pior prognóstico do que outras formas de nevrite.

Anemias hemoliticas 180x180 - Etiologia (Anemia Hemolítica)

Etiologia (Anemia Hemolítica)

—> Nos casos por anticorpos a quente, este é geralmente IgG e a causa pode ser idiopática, associada a neoplasia (habitualmente hematológica), associada a doença auto-imune como LED (lúpus eritematoso disseminado) ou outras, e associada a fármacos.
—> Nos casos a frio, o anticorpo é IgM; há formas agudas, habitualmente por infecção a Mycoplasma ou Epstein-Barr, e formas crónicas associadas a doença linfoproliferativa ou idiopática.

00555 0635 09 NLMIMAGE10 92304922 180x180 - Danazol (Lúpus)

Danazol (Lúpus)

– Danazol – este androgénio atenuado é útil no controlo da trombocitopenia (400-800 mg/dia). Ainda que a subida dos valores das plaquetas seja lenta, ao longo de semanas, o tratamento por períodos de 1 ano ou mais pode induzir remissões prolongadas.

Farmacocinetica 180x180 - Dapsona, talidomida e retinóides (Lúpus)

Dapsona, talidomida e retinóides (Lúpus)

—> Dapsona, talidomida e retinóides – estes fármacos podem ser usados nas lesões cutâneas resistentes aos antipalúdicos.

Ibu 180x180 - AINEs (Lúpus)

AINEs (Lúpus)

– AINEs – estão indicados no controlo sintomático das manifestações osteoarticulares sintomas constitucionais e na serosite. São o fármaco de 1ª escolha na doença ligeira.
Qualquer anti-inflamatório pode ser usado, mas é de salientar que estão relatados casos de meningite asséptica com o sulindac e com o ibuprofeno no LES. Nos doentes hipertensos ou com atingimento renal, há que ponderar adequadamente a relação risco/benefício dos AINEs a médio e longo prazo.

Protetor Solar 180x180 - Proteção solar (Lúpus)

Proteção solar (Lúpus)

– Proteção solar – as exacerbações do LES após exposição solar e a necessidade de utilizar uma proteção eficaz é outro dos aspetos a abordar com o doente. Os meios físicos de proteção contra os raios ultravioletas (UV) são os mais eficazes; nas áreas expostas deve ser aplicado um protetor solar com um fator não inferior a 30.

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Educação do doente (Lúpus)

– Educação do doente – deve ser fornecida informação sobre as características da doença, a necessidade da vigilância regular e como identificar sinais de “alarme”, tais como a febre ou a perda de peso inexplicada, a fadiga extrema ou a retenção hídrica, que implicam uma avaliação médica urgente. A fadiga é uma queixa comum, mas nem sempre se correlaciona com as agudizações da doença. Nestas circunstâncias pode ser necessário recorrer a períodos de repouso mais frequentes e, por vezes, à flexibilização do horário de trabalho.

Imagen 134 180x180 - Terapêutica (Lúpus)

Terapêutica (Lúpus)

Antes de estabelecer um plano terapêutico, há que avaliar a atividade da doença, a extensão do envolvimento, identificar o dano irreversível e a presença de patologias concomintantes. O tratamento do LES deve ser individualizado, dependendo do tipo e gravidade das manifestações clínicas e das características do doente. Se por um lado pode ser necessário atuar de forma agressiva quando existe envolvimento grave de órgãos vitais, há que evitar iatrogenias desnecessárias nas formas clínicas menos severas.
O reconhecimento de subgrupos com aspetos clínicos e problemas particulares é, portanto, da maior relevância.
Como a evolução do LES é imprevisível, podendo ocorrer exacerbações graves após anos de doença estável, todos os doentes necessitam de uma vigilância clínica e laboratorial regulares, no mínimo trimestralmente se a doença estiver estável. Para além do exame físico há que solicitar o hemograma, a função renal, urina tipo II, as frações C3 e C4 do complemento e o título dos anticorpos anti-DNA. As decisões terapêuticas são guiadas pelo conceito de atividade da doença, existindo vários instrumentos validados para a sua avaliação.