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Protecção das picadas de insectos

As precauções devem ter em atenção a biologia dos vectores (por exemplo, os mosquitos da malária fazem a refeição de sangue predominantemente à noite e os do dengue predominantemente durante o dia).
– Usar calças e camisas largas, claras e de textura dura.
– Aplicar repelente de insectos. Usar compostos com DEET (30-35% ou 10-15% para crianças). Aplicar da cabeça para baixo e incluso nas roupas. Não nas mucosas. Repetir após 3 ou 4 horas se necessário. Não colocar nas feridas ou pele com feridas. Não inalar ou engolir.
– Se possível, estar em quartos com ar condicionado e bem ventilados.
– Usar spray com insecticida ao anoitecer e à noite.
– Dormir sob mosquiteiro de preferência impregnado com permetrinas.

malária queda no jurua 1 180x180 - Quimioprofilaxia da Malária

Quimioprofilaxia da Malária

A quimioprofilaxia da malária é efectuada recorrendo a um grupo restrito de fármacos que incluem a mefloquina, a tetraciclina, o malarone, a cloroquina isolada ou associada ao proguanil e, mais raramente, a primaquina.
Nenhuma quimioprofilaxia é 100% eficaz, e as outras medidas preventivas são tão ou mais importantes, pelo que devem sempre ser consideradas em conjunto.

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Sintomatologia (Tripanossomíase Humana Africana)

Na clínica podem considerar-se três fases: fase local, fase hemolinfática e fase nervosa.
A fase local é originada pela picada de mosca, cancro de inoculação com características de maculopápula pruriginosa, por vezes hemorrágica. Raramente referida nos indivíduos autóctones de raça negra. As fases seguintes são mais bem definidas e longas para T.b. gambiense. A doença por T. b. rhodesiense é mais aguda e muitas vezes traduz-se por um quadro febril com poliserosites.
A febre tem características semelhantes às da malária. As adenopatias atingem sobretudo a região da nuca. As lesões cutâneas podem ser maculares, maculopapulares e pruriginosas.
As lesões neurológicas condicionam uma sintomatologia variada com cefaleias, alterações do comportamento, alterações motoras da marcha, sonolência e alterações de consciência até ao coma profundo.

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Considerações sobre a terapêutica da Malária grave (Perniciosa)

A terapêutica da malária grave é efectuada de acordo com a complexidade das suas alterações clínicas, fisiopatológicas e imunológicas.
A um tratamento etiotrópico adequado deve juntar-se a terapêutica preventiva ou compensadora das complicações, muitas vezes causa de morte ou de sequelas importantes.
A terapêutica das convulsões, edema pulmonar agudo, insuficiência renal, hipoglicemia e das supra-infecções bacterianas é sempre muito importante e deve ser devidamente adaptada ao nível dos cuidados de saúde disponíveis.
As complicações na malária são frequentes e definem várias formas de perniciosa. O seu tratamento é tão ou mais importante que o tratamento contra os plasmódios. Os principais indicadores de mau prognóstico/complicações são:
– Coma profundo.
– Convulsões repetidas.
– Sinais de insuficiência respiratória.
– Estado de choque. Hemorragias.
– Hipoglicemia.
– Aumento das bilirrubinas e/ou transaminases.
– Aumento da creatininemia e acidose.
– Aumento da lactacidemia.
– Parasitemias elevadas >500000 mm3.
– Mais de 5% de neutrófilos com pigmento malárico.

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Manifestações Clínicas (Paludismo ou Malária)

As manifestações clínicas da malária podem ir desde uma cefaleia de intensidade moderada até ao desenvolvimento de um edema pulmonar agudo, num doente moribundo.
O Plasmodium falciparum está na origem das formas mais graves de malária. Nenhum dos sinais e sintomas da malária por P falciparum é específico. O doente está em geral mais asténico e prostrado que na malária por P. vivax, e nestes casos a sequência “frio-calor-suores” não se encontra nunca tão bem definida.
Tratada correcta e precocemente, e sem complicações, raramente há risco de vida.

malária queda no jurua 1 180x180 - Malária ou Paludismo

Malária ou Paludismo

A malária ou paludismo é uma doença causada por protozoários intracelulares obrigatórios do género Plasmodium.
A transmissão de malária ocorre em mais de 100 países de Africa, Ásia, Oceânia, América Latina, em certas ilhas das Caraíbas e na Turquia. A incidência global anual de paludismo é de 200 milhões de casos. Só na África subsariana, há mais de 100 milhões de casos anuais, com uma mortalidade calculada em 1 milhão, sobretudo de crianças.
O P. falciparum é a espécie de plasmódio mais frequente nas regiões tropicais e subtropicais, predominando em África, Haiti e Nova Guiné. Esta espécie é a causa da grande maioria das mortes por malária. O P vivax existe em muitas regiões de clima temperado, mas também em regiões tropicais e subtropicais, predominando na América Latina e no subcontinente indiano, sendo mais raro em África, pois a maioria dos indivíduos de raça negra é geneticamente resistente a este parasita. O P malariae tem uma distribuição geográfica semelhante à do P falciparum, mas é muito menos frequente. O P ovale existe nas regiões tropicais, encontrando-se sobretudo em Africa e raramente noutros continentes.
O ciclo evolutivo dos plasmódios ocorre no Homem (ciclo assexuado ou esquizogonia) e no mosquito (ciclo sexuado ou esporogonia).

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Doenças Tropicais

As doenças tropicais ocorrem predominantemente em regiões com características ecológicas que permitem a sua transmissão. Atingem áreas das mais populosas do mundo.
O impacto que estas doenças têm na saúde dos povos é de tal modo impressionante que contribui em boa parte para a falta de desenvolvimento destas mesmas populações.
As populações em risco são da ordem dos 2300 milhões para a malária, 4000 milhões para as parasitoses intestinais, 600 milhões para a bilharziose e mais de 1200 milhões para as filaríases. As mortes só para a malária são de cerca de 2,5 milhões por ano e, sem uma terapêutica adequada as tripanossomíases, têm uma elevadíssima mortalidade.
Procede-se à descrição sumária da terapêutica médica de algumas das doenças tropicais, frequentemente observadas em Portugal.

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Vacinas

• Sem perigo – tétano, poliomielite (Sabine e Salk), sarampo, papeira, rubéola, Influenza, hepatite B, febre amarela e BCG (incluindo tuberculina).
• Contra-indicadas – tosse convulsa (vírus inteiro), febre tifóide e paratifóide ou cólera parentérica.
• Profilaxia da malária – foram observadas crises após o uso de cloroquina. Os efeitos tóxicos das sulfonamidas e pirimetamina podem ser aditivos com os dos anticonvulsivantes. A mefloquina pode transitoriamente provocar crises e alterar o metabolismo do VPA.