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Doença Valvular (Avaliação Pré-Operatória)

A insuficiência valvular é em geral passível de ser tolerada com terapêutica médica, as estenoses mitral e principalmente a aórtica cerrada associam-se com frequência a choque cardiogénico e EM, devendo ser consultada a cardiologia para a necessidade de correcção do defeito valvular pré-operatório.

icone rounded 180x180 - Triagem Prognóstica e Referência a Neurocirurgia

Triagem Prognóstica e Referência a Neurocirurgia

Mais de 80% dos TCE que solicitam atenção médica (a maioria no contexto de um serviço de urgência) são traumatismos ligeiros. A observação e encaminhamento destes doentes pode e deve ser efetuada ao nível das estruturas dos cuidados primários de saúde. Só os casos selecionados de doentes que careçam de observação especializada ou da realização de exames complementares mais sofisticados (por exemplo, TC cranioencefálica) devem ser enviados ao hospital de referência. A observação neurocirúrgica destes doentes deverá constituir a exceção e não a regra.
Os TCE sem PC e com exame neurológico normal têm alta após observação, devidamente alertados para o eventual aparecimento de sinais de agravamento neurológico que determinem o regresso ao médico ou ao serviço de urgência, e que devem constar de um folheto informativo a fornecer aos doentes no momento da alta: cefaleias de intensidade e frequência progressivas apesar da medicação instituída, manutenção ou agravamento do estado nauseoso, vómitos, alteração do estado de consciência, ou qualquer situação que configure um novo défice neurológico (por exemplo, alteração da linguagem ou da força dos membros).
Exceções a esta conduta devem ser salvaguardadas na presença de fatores de risco associados a maior incidência de lesão intracraniana, que incluem doentes idosos (mais de 65 anos), crianças pequenas (menos de 2 anos), amnésia pós-traumática mantida, doentes sob ação de substâncias depressoras do sistema nervoso (fármacos, drogas ou álcool) e doentes que vivam sós ou em local isolado e distante de um centro onde possam recorrer de forma expedita para observação médica.
Nestes casos deve-se optar por um período de vigilância clínica de 24 horas ou, caso esteja disponível, pela realização de TC cranioencefálica que obvia esse período de internamento na ausência de alterações.
Doentes com estados que interfiram com a coagulação (antiagregação, anticoagulação oral, discrasias hemorrágicas) têm indicação formal para realizar TC cranioencefálica.
Todos os TCE ligeiros que tenham de facto sofrido uma perda de conhecimento ou que apresentem GCS 13 ou 14 devem efetuar TC cranioencefálica à entrada. Poderão ter alta se a TC cranioencefálica for normal com as mesmas recomendações.
No primeiro mês após o traumatismo, estes doentes ocasionalmente referem queixas persistentes de cefaleia moderada, dificuldade na memória ou concentração, que se enquadram numa síndrome pós-concussional e resolvem espontaneamente sem implicações na conduta a seguir.
Se o traumatismo tiver ocorrido no contexto de uma atividade desportiva, esta está contra-indicada pelo período mínimo de 1 semana.
No grupo dos TCE ligeiros ou moderados, importa realçar os doentes com etilismo agudo, cujo comportamento ou depressão do estado de consciência devem ser valorizados e não atribuídos de forma displicente ao seu estado de embriaguez.

SII 180x180 - Diarreia Aguda

Diarreia Aguda

A grande maioria das diarreias agudas resolve espontaneamente sem necessidade de recorrer a observação médica.
Qualquer uma das seguintes características define a gravidade de uma diarreia e a consequente necessidade de cuidados médicos:
—> Diarreia aquosa profusa com desidratação (mucosas secas, baixo débito urinário, taquicardia).
—» Disenteria, caracterizada como a emissão de fezes com muco e sangue.
-> Febre (>38,5 °C, axilar).
—> Emissão de seis ou mais dejecções de fezes não moldadas em 24 horas ou doença com duração superior a 48 horas.
—> Diarreia com dor abdominal intensa em doente com mais de 50 anos de idade. Diarreia no idoso (70 ou mais anos de idade) ou em doentes com imunossupressão (SIDA, transplantados, sob quimioterapia ou corticoterapia).
O aspecto mais importante a considerar numa diarreia aguda, independentemente da sua etiologia, é a desidratação que, estando presente, deve ser rapidamente tratada. A terapêutica de eleição para a correcção dos desequilíbrios hidroelectrolíticos provocados por uma diarreia aguda é a reidratação oral, que deve ser feita com soluções contendo glucose e electrólitos (a OMS recomenda a seguinte composição para 1 L de solução de reidratação oral: 3,5 g de NaCl, 2,5 g de NaHC03, 1,5 g de KC1 e 20 g de glucose).
A evidência clínica que suporta a indicação de reidratação oral para todos os doentes com diarreia e desidratação encontra-se muito bem documentada, tendo inclusivamente esta indicação terapêutica sido considerada por alguns autores como o avanço médico mais importante do século XX.
A história clínica e epidemiológica é fundamental para podermos avaliar as probabilidades etiológicas de uma diarreia aguda e podermos indicar uma terapêutica adequada.
Uma diarreia aguda com 48 ou mais horas de duração, especialmente se acompanhada de febre e fezes sanguinolentas, é muito provavelmente causada por agentes bacterianos como Shigella, Salmonella ou Campylobacter, e sendo assim deve colher-se fezes para exame bacteriológico antes de iniciar uma terapêutica antibiótica empírica. Este procedimento é importante não só em termos epidemiológicos, como também para que possamos ter um teste de sensibilidade aos antibióticos, pois é comum verificarem-se diferentes susceptibilidades de um mesmo agente bacteriano em diferentes locais geográficos e/ou em diferentes alturas.
Embora não se considerem causas frequentes de diarreia aguda, algumas situações clínicas não infecciosas e/ou extra-intestinais podem apresentar-se de forma aguda, como é o caso de:
—> Doença inflamatória do intestino.
—» Isquemia intestinal por trombose das artérias mesentéricas.
—> Suboclusão intestinal.
—> Abcesso pélvico.
-» Anemia perniciosa, pelagra, malária, doença de Whipple, diabetes mellitus, esclerodermia, diverticulose do intestino delgado, síndrome de mal-absorção.

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PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO

Constitui uma emergência médica e em situações life saving é necessário introduzir drenagem torácica sem prévia radiografia do tórax.

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Conclusões (Terapêuticas Psicofarmacológicas)

Importa recordar que a evolução da psicofarmacologia é indissociável do extraordinário desenvolvimento das neurociências, com múltiplas áreas de aplicação à psiquiatria.
Esta evolução não tirou lugar às modalidades de intervenção psicológica, psicossocial e social, mas obrigou à redefinição dos respectivos papéis no quadro de uma disciplina que definitivamente se assumiu como um ramo da medicina e uma especialidade médica por direito próprio.
Neste contexto, a psicofarmacologia tornou-se uma área de saber partilhado entre a psiquiatria e as restantes especialidades médicas, havendo um corpo de conhecimentos básicos – aqui revistos numa perspectiva essencialmente prática – que não pode ser descurado pela formação médica geral.

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Terapêutica Médica (Prolapso da Válvula Mitral)

Medidas gerais – evitar o café, chá, tabaco e anovulatórios, e encorajar o exercício regular.
Profilaxia da endocardite bacteriana.
Bloqueante – indicado no controlo das precordialgias, ansiedade e palpitações.
Aspirina (75-325 mg) recomendada em pacientes com PVM :
AIT em ritmo sinusal e sem bombos auriculares.
65 anos, FA mas sem história de IM, HTA ou falência cardíaca.
Pós-AVC com contraindicação para anticoagulantes.
Em ritmo sinusal com critérios ecocardiográficos de PVM de alto risco (indicação não completamente estabelecida).
Anticoagulantes orais (INR 2’°-3’0) estão indicados nos doentes com PVM e:
Idade 65 anos em FA e com HTA, sopro de IM ou história de falência cardíaca.
No pós-AVC.
AIT de repetição, apesar da terapêutica com aspirina.

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Terapêutica Médica (Estenose Valvular Aórtica)

Nenhuma terapêutica médica é necessária para os doentes com EA assintomáticos com exceção da profilaxia da endocardite bacteriana.
A atividade física intensa (desporto de competição) deve ser interdita aos pacientes com estenoses moderada e grave.
A terapêutica da EA sintomática do adulto é cirúrgica (substituição valvular aórtica por prótese).
Contudo, se surgirem sintomas (insuficiência cardíaca, angor, FA (fibrilhação auricular)), estes devem ser controlados com terapêutica médica convencional até serem rapidamente submetidos a eventual cateterismo cardíaco e cirurgia:
—> Diuréticos – podem ser usados para tratar sintomas de congestão pulmonar.
—> Digitálicos – utilizam-se como inotrópicos ou para controlo da frequência ventricular se existir FA.
-> Vasodilatadores/IECA – para tratar a hipertensão e insuficiência cardíaca e melhorar a distensibilidade do VE. Devem ser usados com precaução em conjunto com os diuréticos pelo risco de baixar muito a pré-carga, particularmente nos ventrículos muito hipertrofiados.
Bloqueantes e antagonistas do cálcio – devem ser evitados nos pacientes com estenose aórtica grave sintomática pelos seus efeitos inotrópicos negativos.
Prevenção da progressão da EA – os lípidos parecem ter um papel no desenvolvimento e progressão da doença sugerindo um benefício das estatinas. Alguns estudos com rosuvastatina em pacientes com EA demonstraram alguma eficácia no retardar do seu desenvolvimento.

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Terapêutica Médica (Estenose Valvular Mitral)

Medidas gerais – restringir a atividade física intensa e o desporto de competição na EM moderada/grave.
Profilaxia – da febre reumática e da endocardite bacteriana.
Diuréticos – são úteis se existir evidência de edemas e sintomas de congestão pulmonar.
Bloqueantes e antagonistas do cálcio (verapamil e diltiazem) – podem ser benéficos nos doentes em ritmo sinusal com sintomas que surjam com o esforço ou frequências cardíacas mais rápidas, não estando indicados os digitálicos nestas circunstâncias.
Digitálicos – não modificam a hemodinâmica nos doentes em ritmo sinusal, mas são muito úteis no controlo da frequência ventricular quando existe FA ou quando há evidência de falência ventricular direita.
Arritmias e embolias – controlar/tratar.

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Indicações para Cirurgia de Revascularização Miocárdica Urgente ou Emergente

ICP sem sucesso, com persistência da dor ou com instabilidade hemodinâmica em pacientes cuja anatomia coronária é passível de cirurgia.
EAM com isquemia, persistente ou recorrente, refratária à terapêutica médica, em pacientes com anatomia coronária passível de cirurgia, uma área miocárdica substancial em risco e que não são candidatos a ICP ou a trombólise.
Como procedimento concomitante à correção cirúrgica de uma CIV (comunicação interventricular) ou de uma insuficiência valvular mitral pós-enfarte.
Choque cardiogénico nas primeiras 36 horas de EAM com TST, bloqueio de ramo esquerdo ou enfarte posterior, com doença grave de três vasos ou doença do tronco comum, com anatomia coronária passível de cirurgia e que esta possa ser realizada nas primeiras 18 horas de choque.
Arritmias ventriculares potencialmente fatais na presença de doença >50% do tronco comum e/ou doença de três vasos.
Como estratégia primária de reperfusão em pacientes com anatomia coronária favorável, não candidatos a ICP ou trombólise, nas primeiras horas (6 a 12) de um EAM com ST em evolução, particularmente se houver doença multivaso severa ou doença do tronco comum.

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Controlo e Seguimento

Instituída a terapêutica, o doente com litíase deve ser controlado com intervalos regulares.
A necessidade desta vigilância assenta em três pontos:
– Controlar a resposta ao tratamento, eventualmente acertar a dose e verificar a evolução e atividade da própria doença litiásica.
– Controlar e minimizar os efeitos secundários dos medicamentos administrados por longos períodos e eventualmente adicionar terapêuticas corretivas (por exemplo, potássio se está a fazer tiazidas).
– Não esquecer que com o passar do tempo o período de adesão ao tratamento, à dieta e à hidratação baixa. O exame de rotina e os conselhos renovam a confiança do doente na continuidade dos mesmos.
– Em todos os doentes com litíase recorrente ou complicada, se assintomáticos, aconselhamos, no mínimo, uma visita médica anual.