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Radioterapia 180x180 - Radioterapia

Radioterapia

A RT (radioterapia) é uma das modalidades fundamentais no tratamento do cancro, sendo uma especialidade multifacetada. A sua prática decorre das ciências médicas e, mais especificamente, do conhecimento amplo da oncologia. Está claramente associada a outras ciências com amplo desenvolvimento, como são a Física (das radiações) e a (radio)Biologia. Tendo já decorrido mais de 100 anos desde a descoberta da radioactividade, e mais de meio século desde o início da sua aplicação clínica sistematizada, a RT é ainda uma especialidade insuficientemente divulgada em Portugal, e por vezes ignorada, não obstante ser um dos pilares no manuseamento do cancro.
Por definição, RT é o uso controlado de radiações ionizantes para fins terapêuticos, principalmente de neoplasias malignas. As radiações dizem-se ionizantes por levarem à formação de iões nos meios sobre os quais incidem, induzindo modificações mais ou menos importantes nas moléculas nativas.
Apesar de a administração transcutânea – RT externa – ser a que é vulgarmente identificada com esta especialidade, existem outras formas de administrar radiações ionizantes: RT intracavitária e endoluminal (as fontes radioactivas são colocadas em cavidades naturais no organismo (por exemplo, útero, esófago); RT intersticial (as fontes radioactivas são introduzidas de forma cruenta nos tecidos (por exemplo, língua, Iábio, pele); plesioterapia (as fontes radioactivas são simplesmente colocadas sobre as lesões (por exemplo, lesões superficiais da pele ou mucosas).
Mesmo a RT externa sofreu modificações dramáticas desde os raios X de baixas energias (até 400 kVp), passando pela radiação gama do Cobalto-60, até aos raios X de energias entre 4 e 25 MV, produzidos pelos modernos aceleradores lineares. Estes feixes de radiação electromagnética e o uso de feixes de electrões permitem administrar doses terapêuticas em volumes muito precisos.

alopecia androgenetica femminile 180x180 - Terapêutica Cirúrgica (Alopecia Androgenética)

Terapêutica Cirúrgica (Alopecia Androgenética)

A terapêutica cirúrgica pode ser utilizada em casos seleccionados de AAG masculina ou feminina severos e naqueles que, não sendo severos, não são responsivos às terapeutas médicas. Podem ser feitos enxertos (7-30 cabelos), minienxertos (3-6 cabelos) e microenxertos (1-2 cabelos). Os enxertos não são aconselhados nos jovens, cuja alopecia pode progredir após a cirurgia. Pode ainda recorrer-se a técnicas de redução da área de alopecia e a retalhos de transposição.

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Tratamento (Alopecia Androgenética)

Os doentes com AAG devem ser esclarecidos acerca da patogénese desta alopecia e a escolha da terapêutica deve ser debatida com eles. Nos casos de alopecias ligeiras a moderadas, os tratamentos médicos disponíveis podem desacelerar, parar, ou mesmo everter a progressão da alopecia, mas necessitam de ser efectuados em permanência e por períodos muito prolongados. Os tratamentos cirúrgicos melhoram de imediato a densidade capilar, mas não alteram a evolução da alopecia. Podem ser coadjuvados pelas terapêuticas médicas.

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Educação (Osteoartrose)

Os doentes e, em determinadas situações, os seus familiares, amigos ou pessoas envolvidas no seu apoio domiciliário deverão estar corretamente informados acerca da natureza e do curso provável da doença, bem como das diferentes possibilidades terapêuticas.
Esta informação deverá ser veiculada na própria consulta nos seus aspetos mais relevantes e naturalmente reforçada através de folhetos informativos, cartazes, vídeos ou, idealmente, através de contactos telefónicos ou de cursos de formação (praticamente inexistentes em Portugal). Este tipo de medidas promove, de acordo com estudos recentes, uma redução da intensidade da dor e no recurso a consultas médicas, uma melhoria global na qualidade de vida a que se associa curiosamente uma redução nos custos. Os contactos telefónicos e os programas de formação constituem, ainda, um verdadeiro suporte social, tornando o doente mais auto-suficiente, utilizando os seus próprios recursos e promovendo uma maior adesão ao programa terapêutico ao facilitar a comunicação.

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Tratamento das Doenças Reumáticas

A Reumatologia é o ramo das ciências médicas que se dedica à profilaxia, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças do aparelho locomotor. A abordagem inicial dos doentes portadores de patologia reumática carece de uma avaliação clínica criteriosa, passando por uma colheita de história clínica minuciosa e por um exame objetivo pormenorizado.
Para o diagnóstico das diversas patologias do aparelho locomotor, o médico deve basear-se em princípios relativamente simples, de índole essencialmente clínica, complementando esses dados com os obtidos com os exames complementares de diagnóstico.
Possivelmente, mais nenhuma especialidade médica necessitará tanto dos dados obtidos com o inquérito e com o exame objetivo dos doentes, para obter os diferentes diagnósticos. A maior parte dos critérios definidos para a classificação e diagnóstico das diferentes entidades nosológicas reumatológicas são de índole clínica, quer se trate de doenças de natureza complexa como, por exemplo, as doenças do tecido conjuntivo, quer se trate de situações etiopatogenicamente mais simples, como os reumatismos de partes moles.
As doenças reumáticas englobam mais de 120 entidades nosológicas que interessa identificar. Cada doença requer um plano terapêutico integrado, por vezes com necessidade de recurso a diferentes especialidades médicas ou cirúrgicas e a outros técnicos de saúde. Uma correta identificação dos problemas é determinante para o êxito do tratamento.
Não é do âmbito deste trabalho a descrição pormenorizada do inquérito clínico e do exame objetivo em Reumatologia. Nestes se baseia, contudo, toda a atividade clínica dos médicos que se dedicam a este grupo de patologias.

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Hipersónias de Origem Central

São um grupo de doenças cujo sintoma predominante é a SDE (sonolência diurna excessiva) não provocada por distúrbios do sono noturno ou por alterações do ritmo circadiário. Incluem: narcolepsia, hipersónia idiopática, hipersónias recorrentes, síndroma de sono insuficiente, hipersónia associada a doenças médicas e drogas.
Na abordagem terapêutica destas patologias:
—> É fundamental um diagnóstico preciso. A causa mais frequente de hipersónia é a privação de sono (síndrome do sono insuficiente). Também a sonolência provocada por fármacos, patologia psiquiátrica e outras patologias do sono, particularmente patologias respiratórias ou movimentos periódicos do sono, devem ser cuidadosamente procuradas.
—> A terapêutica deve incluir não só tratamento do sintoma principal, a SDE, mas também o controlo de outros sintomas e alterações do sono.
—» E essencial a manutenção de uma boa higiene de sono.
—> Se a SDE não for controlada com os fármacos estimulantes, deve ser extensivamente procurada outra causa.
– Deve ser enfatizado o impedimento de conduzir até a sonolência estar controlada, bem como de realizar tarefas perigosas no trabalho e em casa.
– Dada a incapacidade associada a estas situações, deve ser fornecido apoio social e ocupacional e fomentada a participação em grupos de apoio.