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PNEUMONITE INDUZIDA POR FÁRMACOS (Entidades Nosológicas)

A utilização pela medicina moderna de enorme variedade de fármacos faz com que a toxicidade pulmonar venha sendo cada vez mais relevante.
Os padrões de apresentação não são sempre idênticos, podendo manifestar-se de diferentes maneiras. O tempo de exposição também é muito variável, com lesões acontecendo com pouco tempo de utilização; outras ao fim de muitos anos. A suspensão da sua utilização pode fazer regredir os sintomas, mas nem sempre isso é verdadeiro, quer pela gravidade (como a indução dum ARDS e falência respiratória aguda), quer pela cronicidade dos efeitos (fibrose pulmonar).

076 180x180 - Manutenção da Via Aérea

Manutenção da Via Aérea

A manutenção da via aérea constitui uma manobra essencial em medicina de emergência. Corresponde ao A do algoritmo ABC no suporte básico de vida, exigindo a primeira preocupação na reanimação de um doente crítico. A hipoxia cerebral para além de 3 a 5 minutos resulta em lesões cerebrais irreversíveis, justificando a necessidade da prioridade na obtenção de uma via aérea desimpedida e funcional.

MEDICINA394F23A 1 180x180 - Não Iniciar ou Interromper a Terapêutica de Suporte de Vida

Não Iniciar ou Interromper a Terapêutica de Suporte de Vida

O médico é frequentemente confrontado com a necessidade de iniciar ou prolongar uma modalidade terapêutica, num doente de prognóstico vital muito reservado e em quem esta nova terapêutica provavelmente não trará qualquer benefício. Nestes casos, em que a terapêutica proposta eventualmente não deve ser iniciada ou deve ser suspensa, importa perguntar:
– É legítimo não iniciar ou suspender um tratamento que poderá, se efectuado, manter a vida do doente por mais algum tempo.
– Quem decide e com que critérios.
– Que tipo de cuidados se podem suspender.
– Em que tipo de doentes?
Estas decisões são tomadas numa atmosfera plena de sinais contraditórios:
– Os tratamentos envolvem sempre um custo económico e físico considerável, pelo que há que esperar algum benefício da sua aplicação.
– Assistimos a um incremento dos processos judiciais por má prática médica, a que respondemos com uma medicina defensiva, que nos leva a utilizar toda a nossa capacidade técnica independentemente das vantagens esperadas.
– Somos incentivados a poupar e racionar recursos.
– Ênfase na autonomia dos doentes na escolha das opções terapêuticas que desejam receber em detrimento do princípio da beneficiência, em que o médico escolhia por eles e para seu bem.
– Discussão popular, em geral mal orientada, de conceitos de bioética como a autonomia, qualidade de vida, eutanásia…
A importância deste tópico é ilustrada em estudos recentes relatando que, em 35% dos óbitos em enfermarias hospitalares e em 70% dos óbitos nas UCI, foi decidida, em função do prognóstico do doente e a anteceder a sua morte, suspender a terapêutica activa.

oftalmologia 180x180 - Oftalmologia

Oftalmologia

Em Oftalmologia, as doenças mais banais e as mais graves com frequência se confundem e se sobrepõem, facto agravado pelo não raro paradoxo de as condições aparentemente mais dramáticas serem as menos críticas e as mais silenciosas cursarem com perda irreparável da visão.
Perante esse cenário, e face a um doente com queixas oculares, importa ter sempre presente que é ao médico oftalmologista que compete saber reconhecê-las, orientá-las e tratá-las eficazmente.
Naquilo que diz respeito aos estudantes de Medicina ou Enfermagem, aos médicos não oftalmologistas, aos enfermeiros e outros profissionais da saúde, o importante é a capacidade de reconhecer esses quadros, de os ter presentes no espírito e de os saber orientar adequadamente.
Não existindo perigo de morte para o doente, a visão está, com frequência, ameaçada e a fragilidade das células nervosas retinianas não se compadece com o passar das horas ou com a indecisão do diagnóstico. Portanto, em Oftalmologia o tempo é essencial.

Saùde Viagem 180x180 - Vacinação em Viajantes

Vacinação em Viajantes

A frequência elevada com que as populações humanas se deslocam entre regiões diferentes quanto ao clima e à ecologia microbiana, por motivos de trabalho ou de lazer, levou ao desenvolvimento da chamada “Medicina do viajante”, existindo, já, numerosos centros que proporcionam consultas nesta área. Nestas, para além da gestão dos problemas gerados pela adaptação de patologias individuais preexistentes aos recursos clínicos específicos da região para onde se viaja, deve ser ponderada a necessidade de tomar medidas de prevenção contra patologias frequentes no local de destino, incluindo a necessidade de vacinação contra doenças infecciosas, a qual varia de acordo com o estado prévio de imunização individual e com as condições que afectam o risco de transmissão (região, estação do ano, duração da estadia, entre outras). Nesta secção, não cabendo estabelecer os critérios para essa ponderação, são apenas abordadas as características das principais vacinas disponíveis, no âmbito do tema da vacinação em adultos.

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Diagnóstico (Tuberculose)

Apesar da aplicação dos avanços da tecnologia ao diagnóstico em Medicina, o da doença tuberculosa apresenta, ainda, deficiências consideráveis. O apresenta os critérios para a definição de caso de TB recomendados pelo European Centerfor Diseases Control (ECDC). A suspeita clínica de TB deve ser considerada em casos de doença febril arrastada, particularmente quando associada a febre e hipersudorese de predomínio vespertino, sendo importante pesquisar a existência de lesões pulmonares mesmo nos casos em que a sintomatologia respiratória não seja significativa. De salientar que, em Portugal, a TB é a intercorrência infecciosa mais frequente no contexto da SIDA, com cerca de 15% dos casos de TB associados a esta infecção viral em 2003, e que as formas de apresentação clínica, neste contexto, são, com maior frequência, extrapulmonares. A radiografia simples do tórax é o método imagiológico de eleição nos casos suspeitos, devendo a TC ser utilizada para esclarecimento de dúvidas quanto à existência de lesões na radiografia simples do tórax e não para a avaliação inicial. A observação de infiltrados hiperdensos heterogéneos envolvendo os ápices pulmonares é muito sugestiva de TB, sobretudo se coexistirem lesões cavitadas, mas o diagnóstico diferencial com outras etiologias, infecciosas ou neoplásicas, deve ser sempre efectuado. As formas de apresentação clínica e radiológica menos características são frequentes, particularmente no contexto de imunodeficiência associada à infecção por VIH, em relação directa com o grau de disfunção imunitária. Também o achado clínico e imagiológico de um derrame pleural deve levar à ponderação da TB como etiologia, podendo a pleurisia tuberculosa evoluir sem lesões parenquimatosas evidentes.
O isolamento do MT em cultura, a partir de qualquer produto biológico, deve ser sistematicamente tentado, a fim de permitir a confirmação do caso e o teste da sensibilidade aos antibacilares de 1.ª linha e, se necessário, de 2.ª linha. No caso da TB pulmonar (TBP), a forma mais frequente e também a que se associa à manutenção da doença na comunidade, devem ser obtidas amostras adequadas de expectoração, se necessário através de colheita broncoscópica. O exame directo da expectoração, quer através da coloração de Ziehl-Nielssen. quer através de microscopia de imunofluorescência (auramina-rodamina, mais sensível e tão específico como a microscopia óptica, embora mais dispendioso), é muito útil para identificar os casos com risco de transmissão, mas não permite o diagnóstico da doença não contagiosa, nem da TB latente. Mesmo assim, estima-se como necessária uma concentração de 10000 bacilos/ml de expectoração para que a microscopia com a coloração de Ziehl-Nielssen possa ser considerada positiva com 95% de probabilidade, ilustrando as limitações deste método de diagnóstico na identificação dos casos contagiosos.
Estão disponíveis técnicas de amplificação do ácido nucleico (AAN) com maior sensibilidade e especificidade do que a microscopia, podendo detectar até 50% dos doentes com TBP activa e com microscopia negativa. Os testes podem ser completados em poucas horas, e a sua negatividade, quando associada a uma microscopia negativa, tem valor preditivo negativo próximo de 100%. A possibilidade adicional de detecção por AAN, no mesmo tempo, da presença de genes associados à resistência à rifampicina e a isoniazida representa um avanço significativo para a possibilidade de detecção precoce de TBMR em doentes com risco elevado, desde que venham a demonstrar sensibilidade e especificidade adequadas no contexto clínico. Os testes de AAN poderão ser aplicáveis a outros produtos biológicos (liquor, pele, gânglio linfático), embora não sejam tão sensíveis para o líquido pleural. Não têm interesse em doentes sob tratamento, porque a positividade pode persistir durante meses apesar da inviabilidade dos bacilos.

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Efeitos Adversos da Transfusão

O que fazer quando se suspeita de uma reacção à transfusão? Atitude a tomar em todas as reacções transfusionais:
– Parar de imediato a transfusão e deixar uma veia canalizada para a terapêutica indicada.
– Informar o serviço de medicina transfusional e proceder de acordo com os procedimentos instituídos.
– Devolver o que resta da transfusão e colher amostra para o serviço de medicina transfusional e laboratório, etc.

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Terapêutica Transfusional

Até agora o recurso terapêutico à transfusão não é substituível e, por isso, esta deve ser aplicada apenas quando necessário e os riscos versus benefícios devem ser avaliados no sentido de não pôr em perigo a vida do doente. O desafio para os serviços de medicina transfusional é o de possuírem um sistema de qualidade efectivo, focando e avaliando os pontos críticos da cadeia transfusional e maximizando assim a segurança transfusional.

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Cuidados Paliativos (CP) e Tratamento da Dor

A medicina paliativa, no seu esforço académico actual, tem duas prioridades bem definidas. A primeira é a que diz respeito à expansão do conhecimento no controlo sintomático (tal como a abordagem da dor refractária intratável e outros sintomas relacionados com o cancro), a segunda diz respeito à transferência do conhecimento e à investigação em inovação da educação (nomeadamente no que tem a ver com a formação para a percepção do sofrimento e da morte, etapa essencial para o desenvolvimento do conceito de vida com dignidade).
Os cuidados paliativos, segundo a OMS (2002), começariam quando a cura já não é possível e definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias.
São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.
Numa perspectiva mais recente pretende-se uma integração desde o início do diagnóstico da doença oncológica, num sentido cooperativo muito mais precoce. As perspectivas de mudança das necessidades dos doentes em diferentes fases da sua trajectória da doença obrigam a inter-relacionar conceitos de “terapêutica de suporte”, “cuidados paliativos” e “cuidados em fim de vida”.
As infra-estruturas organizacionais da prática de excelência destes cuidados requerem cooperação e coordenação com médicos de outras áreas (incluindo radioterapia, cirurgia, fisiatras, psico-oncólogos, anestesistas de unidade de dor e medicina paliativa bem como profissionais de enfermagem, assistência social, psicologia, terapeutas ocupacionais, agentes da pastoral, e outros.

Dicas ayurvedicas para dor nos joelhos 180x180 - Medicina Física e Terapêutica Ocupacional

Medicina Física e Terapêutica Ocupacional

Os meios físicos, nomeadamente a utilização do calor, do frio e dos ultra-sons, podem resultar em benefício dos doentes, aliviando a dor e exercendo atividade anti-inflamatória.
O repouso corporal, nomeadamente articular, pode diminuir a resposta inflamatória sistémica, sendo uma das armas terapêuticas que deve ser utilizada. O repouso e a inatividade articular de uma ou mais articulações deve ser utilizado criteriosamente, nomeadamente através da utilização de talas de repouso. Logo que a inflamação diminua, deve ser ponderado o início de um plano de exercícios de intensidade crescente.
A programação de um plano de exercícios coordenado por uma equipa de profissionais competentes ajuda a preservar a função articular, mantendo a amplitude dos movimentos, aumentando a massa muscular e a massa óssea. A perda de massa muscular e a osteopenia nos doentes com AR originadas pelo desuso articular, pela ação de mediadores inflamatórios e pela iatrogenia terapêutica são fatores decisivos em termos prognósticos, que urgem ser combatidos.
As medidas de proteção articular e a utilização de ortóteses e de utensílios de ajuda ajudam a prevenir a deformação articular, mantendo a articulação em posição fisiológica e facilitam a adaptação dos défices funcionais do doente à sua vida de relação.