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sonda nasogastrica1 180x180 - Indicações para alimentação entérica por sonda

Indicações para alimentação entérica por sonda

– Anorexia.
– Doenças neurológicas que não permitem alimentação oral.
– Doentes sob ventilação mecânica.
– Doentes médicos ou cirúrgicos graves com necessidades metabólicas elevadas
– Má-nutrição proteica ou calórico-proteica.
– Certas situações:
• Fístulas enterocutâneas – há relatos do maior benefício através de sonda colocada distalmente à fístula.
• Resseção intestinal extensa – o fornecimento de nutrientes por via intestinal favorece a adaptação intestinal.
• Doença de Crohn do intestino delgado.
Pancreatite aguda grave – considerada durante muito tempo indicação para NP, foi demonstrado que a dieta entérica, sobretudo por sonda jejunal, é bem tolerada, embora não esteja demonstrado o seu benefício relativamente à tradicional alimentação nasogástrica.

vacina 10241 180x180 - Conclusão (Adrenalina)

Conclusão (Adrenalina)

A adrenalina deve estar sempre presente, não apenas no algoritmo terapêutico dos quadros de anafilaxia, mas efectivamente disponível em todos os locais onde se prestem cuidados médicos, bem como na posse dos doentes de risco para a ocorrência destes quadros.

DSC 0244 180x180 - Tratamento (Alopecia Androgenética)

Tratamento (Alopecia Androgenética)

Os doentes com AAG devem ser esclarecidos acerca da patogénese desta alopecia e a escolha da terapêutica deve ser debatida com eles. Nos casos de alopecias ligeiras a moderadas, os tratamentos médicos disponíveis podem desacelerar, parar, ou mesmo everter a progressão da alopecia, mas necessitam de ser efectuados em permanência e por períodos muito prolongados. Os tratamentos cirúrgicos melhoram de imediato a densidade capilar, mas não alteram a evolução da alopecia. Podem ser coadjuvados pelas terapêuticas médicas.

alimentos infeccionam tatuagem 2 180x180 - Da Litíase Assintomática à Indisposição Pós-Prandial

Da Litíase Assintomática à Indisposição Pós-Prandial

A disfunção da vesícula biliar, que está associada frequentemente à litíase, pode ter manifestações clínicas despertáveis pela ingestão de alimentos, designadamente refeições gordurosas, ovos, laranjas, fritos e outros que a variabilidade individual evidencia. Referida como enfartamento pós-prandial, náuseas, azia, desconforto no epigastro/hipocôndrio direito, a inconstância e a aparente benignidade destas manifestações foi, na era pré-ecografia, muitas vezes rotulada como uma forma de “dispepsia”, aprendendo os médicos e os doentes a conviver com esse diagnóstico.
A grande acessibilidade à ecografia passou o diagnóstico de litíase da vesícula para fases da história natural muito precoces, antes do aparecimento dos sintomas ou enquanto paucisintomática. É neste contexto que se centra a ponderação da indicação para colecistectomia (quando e como), para as outras formas de tratamento ou apenas para aconselhamento não interventivo.
Na fase assintomática, não se demonstrou vantagem significativa que justifique a indicação sistemática para cirurgia, embora a maioria dos estudos comparativos tenham sido feitos antes da colecistectomia laparoscópica. Alguns trabalhos são favoráveis à colecistectomia em populações de risco aquando da possibilidade de colecistite aguda por terem, nestas situações, maior probabilidade de complicações (por exemplo, diabetes, pré-transplante renal) ou nas doenças com maior incidência de carcinoma da vesícula associado à litíase (por exemplo, quisto do colédoco, doença de Caroli, drenagem anómala dos canais pancreáticos, adenomas da vesícula, vesícula de porcelana, outros). Na esferocitose hereditária, na talassemia, na obesidade mórbida e, em geral, quando os doentes vão ser submetidos a uma intervenção cirúrgica abdominal, está aconselhado fazer a colecistectomia na mesma operação, se houver evidência de litíase.
Nesta fase assintomática, os doentes devem ser informados que, 3-4 em cada 10 passarão a ser sintomáticos ou terão um episódio agudo infeccioso nos 10 anos subsequentes.
O risco de desenvolver carcinoma da vesícula, nos doentes com litíase é geralmente baixo, 0,5-3%, aumentando 10 vezes se os cálculos forem >3 cm, o que normalmente só ocorre após uma longa duração da doença.
A associação de litíase (com ou sem sintomas) a pólipos vesiculares pode ser uma condicionante para propor a colecistectomia, com a intenção de prevenção oncológica.
Na fase sintomática, 1 em cada 5 doentes corre o risco de vir a sofrer cólicas biliares ou colecistites agudas, pelo que deve ser aconselhado a programar a colecistectomia.
A relação causa-efeito entre a litíase da vesícula e a síndrome clínica que descrevemos deve ser objectivada, principalmente quando surgem sintomas que podem indiciar outras doenças funcionais do tubo digestivo proximal (por exemplo, doença do refluxo, úlcera péptica, gastrite) ou a perturbações funcionais do cólon (por exemplo, doença diverticular) que podem estar associadas (por exemplo, tríade de Saint) – a colecistectomia só vai controlar os sintomas dependentes do mau funcionamento da vesícula, embora muitas vezes os doentes melhorem da sintomatologia acompanhante.

o que e gravidez psicologica ce5669883dcfb1a6ad8e5cd89302c5b0 1 180x180 - Gravidez e Contraceção (Insuficiência Cardíaca)

Gravidez e Contraceção (Insuficiência Cardíaca)

A gravidez pode conduzir à deterioração da IC por aumento do volume sanguíneo e débito cardíaco. A maioria dos fármacos usados no tratamento da IC estão contraindicados na gravidez.
O risco da gravidez é considerado geralmente superior ao risco associado ao uso de contracetivos.
Aconselha-se a discussão da contraceção e gravidez planeada com os médicos, de forma a tomar uma decisão informada.
Nas doentes com IC grave, classe III-IV da NYHA, o risco de morbilidade e mortalidade materna é elevado, pelo que a gravidez é desaconselhada.