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Membranas

As técnicas contínuas de substituição renal utilizam hemofiltros cujas membranas dialisantes são compostas por substâncias sintéticas ou semi-sintéticas como: polisulfona, poliamida, polimetilmetacrilato ou um copolímero de acrilonitrilo e metalilsulfonato de sódio (AN69). São membranas com poros maiores do que as membranas celulósicas e são hidrofóbicas. Estas membranas permitem a passagem de moléculas maiores do que as que atravessam as membranas de celulose utilizadas na hemodiálise convencional.
As membranas sintéticas têm ainda a vantagem de serem mais biocompatíveis, não desencadeando reações imunológicas que poderiam, elas próprias, amplificar a liberação de citoquinas e ativar o sistema do complemento.
Os hemofiltros ou dialisadores têm um desenho estandardizado e são constituídos por milhares de fibras de dimensões capilares da membrana semipermeável, montadas em paralelo no interior de um invólucro cilíndrico constituído por um material plástico rígido. O sangue, depois de entrar numa câmara numa das extremidades do dispositivo, é distribuído através destas fibras capilares da membrana dialisante. Depois de ter percorrido o capilar, o sangue coleta-se numa câmara na outra extremidade do dialisador, regressando ao doente através da tubuladura extracorporal. O compartimento do ultrafiltrado ou da solução dialisante é todo o espaço que rodeia o exterior dos capilares. Este compartimento tem, habitualmente, duas aberturas. Uma delas serve para fazer chegar a solução dialisante, enquanto a outra é responsável pela saída do efluente.

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Otite Média Com Derrame (Otite Serosa)

Presença de derrame no ouvido médio, sem sinais inflamatórios da membrana timpânica.
Geralmente assintomático, é mais frequente em crianças em idade pré-escolar e escolar.
O diagnóstico é feito por otoscopia, podendo ser confirmado pela presença de uma hipoacusia de transmissão no audiograma e por um timpanograma plano. Nas crianças, a única terapêutica médica comprovadamente eficaz é a antibioticoterapia prolongada associada a uma higiene nasal cuidadosa. No caso de persistência do derrame por mais de 6 meses, associada a hipoacusia de transmissão que condicione alterações no desenvolvimento da criança, ou a presença de otites médias agudas de repetição, a terapêutica é cirúrgica (miringocentese com colocação de tubos transtimpânicos e adenoidectomia).
Quando presente em adultos, principalmente se unilateral, implica a exclusão de patologia da nasofaringe, nomeadamente neoplasia.

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Perfuração Traumática da Membrana Timpânica

A manipulação do CAE (por exemplo, cotonete) e traumatismo directo ou traumatismo craniano (fractura do rochedo) são as causas mais frequentes de perfuração traumática da membrana timpânica. Pode manifestar-se por otalgia, otorragia, hipoacusia e, caso seja associada a traumatismo do ouvido interno, acufeno ou vertigem. Se a otoscopia revelar a presença de um coágulo na área da perfuração, este não deve ser retirado; não deve ser feita qualquer medicação tópica ou permitida a entrada de água. Deve ser feito antibioterapia profiláctica por via oral e vigilância cuidadosa por otoscopia sob visão microscópica. Geralmente, há encerramento espontâneo da perfuração, até às 3 semanas após o traumatismo.

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Características Farmacológicas (Anestésicos Locais)

Os AL são fundamentalmente utilizados pela sua capacidade de interromperem a transmissão nervosa, interferindo nos processos de excitação e condução dos nervos a qualquer nível, impedindo a despolarização da membrana, acontecimento obrigatório para que a passagem do influxo nervoso se processe.
Estruturalmente, consistem num grupo lipofílico aromático (anel benzénico) ligado por uma cadeia intermédia a um grupo hidrofílico aminado. Conforme a ligação da cadeia intermediária seja éster ou amida, assim estaremos perante um anestésico local de categoria diferente (tipo éster ou tipo amida).
O bloqueio reversível da condução todos os tipos de fibras e terminações nervosas, bem como a vasodilatação conseguida através de um efeito de relaxamento sobre a musculatura lisa, são seguramente os dois aspectos primordiais da actuação clínica destes fármacos.
Potência e duração de acção são as duas características mais marcantes de cada AL, dependendo a primeira da sua solubilidade lipídica (quanto mais lipofílico, mais potente) e a segunda do grau de ligação às proteínas (quanto maior for a ligação às proteínas, maior é o tempo de encerramento dos canais de sódio).

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Endocardite Infecciosa

Trata-se de uma infecção do endocárdio, implicando a presença de microrganismos (bactérias, fungos) ao nível desta membrana. Embora se localize quase sempre ao nível das válvulas cardíacas, o processo infeccioso pode, excepcionalmente, envolver a parede das cavidades ou comunicações intercavitárias congénitas. A presença de material prostético é um importante factor de risco para a ocorrência de endocardite infecciosa (El), condicionando quer os agentes etiológicos mais frequentemente envolvidos, quer a abordagem terapêutica. Por isso, é útil distinguir a endocardite infecciosa em válvula nativa (EIVN) da endocardite infecciosa em válvula prostética (EIVP). A distinção clássica entre endocardite aguda, subaguda e crónica, com base numa sobrevida de menos de 6 semanas, menos de 3 meses ou mais de 3 meses após o diagnóstico, pode ter alguma utilidade para a orientação de terapêutica empírica.

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Daptomicina

É um antibiótico natural pertencente à classe dos lipopéptidos, cujo espectro antibacteriano apenas inclui bactérias GR+, mas apenas apresenta alguma utilidade no tratamento de infecções estafilocócicas, incluindo por SARM.
—> Farmacologia – a sua acção resulta, presumivelmente, da capacidade de se ligar à membrana celular das bactérias GR+, na presença de cálcio, causando a sua despolarização e inibindo a síntese proteica. Parece actuar preferencialmente na fase de crescimento exponencial das bactérias, o que pode prejudicar a sua acção ao nível das vegetações cardíacas. Apenas disponível para utilização parentérica (e.v.), apresenta boa penetração no fluido inflamatório de lesões cutâneas. Tem uma elevada ligação às proteínas séricas. E eliminada quase exclusivamente por filtração glomerular, pelo que não deve ser utilizada em doentes com qualquer grau de disfunção renal, mas não necessita de ajuste na insuficiência hepática. Tem uma t1/2 de 17,3 horas.
– Segurança – a ocorrência de rabdomiólise foi descrita desde a fase inicial de desenvolvimento da daptomicina. Reacções adversas comuns nos ensaios clínicos incluem cefaleias, náuseas, vómitos, exantema, elevação da CK e das provas de função hepática, bem como reacções no local da injecção.
– Interacções – as interacções não estão estudadas, embora apresente um baixo potencial para interacções com fármacos metabolizados no fígado. Deve ser utilizada com precaução quando em combinação com fármacos nefrotóxicos.
– Posologia e administração – a daptomicina está aprovada para tratamento de infecções estafilocócicas da pele e tecidos moles (4 mg/kg/dia, toma única) e situações de sépsis por estafilococos e no tratamento da endocardite direita por estafilococos, incluindo SARM (6 mg/kg/dia), embora os dados de eficácia sejam escassos. Deve ser usada apenas em casos em que haja falência aos restantes fármacos. Está disponível para uso e.v., em ampolas de 350 mg. A duração do tratamento é de 14 dias (sépsis, infecções dos tecidos moles), não estando a duração ideal determinada para a endocardite direita.

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Esferocitose Hereditária

Conjunto de doenças genéticas diversas que têm em comum a alteração da estrutura de membrana, de que resulta uma fragilidade do eritrócito e hemólise. A anemia é habitualmente moderada, há frequentemente esplenomegalia e uma história familiar de anemia hemolítica. O diagnóstico é sugerido pela morfologia – esferocitose com Coombs negativo. O tratamento clássico é a esplenectomia, mas nem todas as formas de esferocitose necessitam de cirurgia (quando necessária, habitualmente há também indicação de colecistectomia).


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Glóbulos vermelhos 180x180 - Patologia do Glóbulo Vermelho

Patologia do Glóbulo Vermelho

A patologia do GV (glóbulo vermelho) é diversa, abundante, pode manifestar-se por anemia (o mais frequente) ou poliglobulia, pode ser congénita ou adquirida e pode ter origem em alterações da membrana, da molécula de hemoglobina ou dos mecanismos enzimáticos do glóbulo vermelho. Nem sempre produz sintomas e por vezes só há manifestações quando há exposição a factores provocadores.
O diagnóstico faz-se essencialmente por análise quantitativa e qualitativa do sangue periférico – hemograma e plaquetas, contagem de reticulócitos, morfologia do sangue periférico, parâmetros hematométricos (por exemplo, VGM (volume globular médio), RDW (red cell distribution width) – uma medida calculada automaticamente que traduz o grau de anisocitose; esta é a informação base a partir da qual pode ser orientado o estudo subsequente.
De um ponto de vista clínico podemos classificar a patologia do GV como:
—> Patologia quantitativa, defeito – anemia (hematócrito <36% na mulher e <41% no homem): • Anemia por produção deficiente: -Deficiência de substrato (ferro, BI2, folatos). - Disfunção da stem cell (mielodisplasia, anemia aplástica). - Desregulação (eritropoietina). - Infiltração medular (fibrose, infecção, malignidade). • Anemia por destruição ou perda: - Hemorragia. - Hemólise. —> Patologia quantitativa, excesso – poliglobulia.

Tegretol 100mg kapsul 180x180 - Tegretol e tegretol CR e genérico

Tegretol e tegretol CR e genérico

– CBZ – tegretol e tegretol CR e genérico – comprimidos de 200 e 400 mg; solução oral de 100 mg/5 ml.
• Indicação – é indicada no tratamento das epilepsias parciais e TCG. Não deve ser usada nas epilepsias de ausências e mioclónicas por não ter efeito ou agravar as crises.
• Mecanismo de ação – atua nos canais de sódio da membrana celular.
• Metabolismo e excreção – é metabolizada no fígado pelo sistema do citocromo P450 e tem esta via de excreção preferencial.
• Administração – a dose inicial deve ser de 100-200 mg (com os alimentos), em 2 tomas diárias quando se usa a forma de libertação controlada e 3-4 nas outras formas. A dose deve ser incrementada até aos 10-20 mg/kg/dia nos adultos que é habitualmente a dose média de controlo (níveis séricos terapêuticos: 4-12 ug/dl).
• Efeitos adversos e interações – a titulação tem como objetivo minorar os efeitos secundários dependentes da dose e que são os mais comuns: sonolência, irritabilidade, diplopia, visão enevoada, cefaleias, náuseas e ataxia. As reacções idiossincráticas são raras: eritema maculopapular, síndrome de Stevens-Johnson, epidermólise necrotizante, leucopenia, hepatite tóxica, hiponatremia, anemia aplástica. O metabolismo da CBZ é aumentado por outras ISE e inibido pela eritromicina, propoxifeno, cimetidina, isoniazida, diltiazem, verapamil. A sintomatologia de intoxicação, devida à inibição por outro medicamento, pode ser de tal forma aguda, que é suscetível de ser tomada por outra doença. Este fármaco induz o metabolismo da ETX, VPA, PHT, PB/PRM, contraceptivos orais (CO) e CNZ, diminuindo os níveis séricos. A interação com a PHT é imprevisível, contra-indicando a associação destes dois AE.

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Cricotomia

Este procedimento permite a manutenção de uma via aérea definitiva através de uma incisão através da membrana cricotiroideia. Está contraindicada nas crianças com menos de 12 anos. Neste grupo etário este segmento da via aérea é o mais estreito, e a cicatrização posterior leva a sequelas permanentes.
Após anestesia local, uma incisão cutânea vertical com cerca de 3 a 4 cm é feita na pele de forma a expor a membrana cricotiroideia. Após a sua exposição, é feita uma incisão com cerca de 1 cm na membrana, que é dilatada com uma pinça hemostática ou tesouras curvas. Quando a abertura o permitir, introduz-se um tubo de traqueostomia n° 4.