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colite 1 180x180 - Colite esquerda

Colite esquerda

A terapêutica tópica com 4 g de messalazina constitui o tratamento de 1.ª linha. A junção de supositórios de messalazina pode ser necessária nalguns doentes, bem assim como formas orais de libertação preferencial no cólon; de notar, contudo, que as formas orais são menos eficazes e mais lentas no seu modo de actuação, em relação às formas tópicas. Existe correlação directa entre a dose e a eficácia da messalazina oral.
A terapêutica combinada de messalazina oral e tópica é superior em eficácia em relação à messalazina oral isoladamente, tanto na indução como na manutenção de remissão.
Os doentes intolerantes ou com resposta inadequada aos aminossalicilatos, podem necessitar de corticoterapia, preferencialmente na forma tópica, para indução de remissão.
A corticoterapia não é eficaz na manutenção da remissão.

intesti1 180x180 - Sulfassalazina

Sulfassalazina

A sulfassalazina permite induzir a remissão em 35 a 80% dos doentes com CU ligeira a moderada, na dose de 4 a 6 g/dia. A taxa de indução de remissão é dupla em relação ao placebo.
A sulfassalazina altera a absorção de folatos, pelo que estes devem ser administrados concomitantemente. Na manutenção de remissão, a dose de 2 g/dia é a mais equilibrada em termos de relação eficácia/efeitos adversos.
Na DC, a sulfassalazina confere benefício apenas em doentes com doença ileocólica ou afecção exclusiva do cólon, na dose de 3 a 5 g/dia, como indução de remissão, não tendo eficácia na manutenção de remissão.
Os vários compostos de messalazina oral têm eficácia superior ao placebo, na indução de remissão na CU ligeira a moderada, em doses superiores a 2 g/dia, com aumento de eficácia em doses progressivas até 4 g/dia. A messalazina oral é eficaz na manutenção de remissão, em doses semelhantes às utilizadas na indução de remissão.
Na DC a messalazina oral pode ser teoricamente eficaz em doentes com afecção do jejuno e ileo, ao contrário da sulfassalazina, permitindo induzir a remissão da DC ligeira a moderada, habitualmente em doses superiores às utilizadas na CU, = 3,2-4 g/dia. Contudo, alguns ensaios clínicos abordando a utilização de messalazina oral na DC não demonstram clara evidência de benefício em relação ao placebo, pelo que o seu uso é controverso). Na prática clínica, dada a escassa evidência de efeitos adversos, a messalazina oral é geralmente utilizada na fase inicial do tratamento da DC. Alguns trabalhos de meta-análise indicam que a messalazina oral é benéfica no tratamento de manutenção de remissão na DC, embora este benefício seja apenas observado em doentes com remissão induzida cirurgicamente, ileíte e/ou doença com duração prolongada.

intesti1 1 180x180 - Doença de Crohn do intestino delgado

Doença de Crohn do intestino delgado

Na DC ligeira a moderada, a messalazina é o fármaco habitualmente utilizado, excepto no ileo distal onde o budesonido tem eficácia superior. Na DC moderada a grave, a abordagem é semelhante à referida no parágrafo anterior. A cirurgia, no caso de afecção do ileo terminal, que atinja um curto segmento intestinal, deve ser considerada mais precocemente como alternativa terapêutica, em comparação com outras localizações da doença.

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Corticosteróides tópicos

Os corticosteróides tópicos na forma de enema ou em espuma são eficazes na terapêutica de indução de remissão em doentes com CU distal, embora com menor eficácia do que a messalazina tópica.
O uso combinado de corticosteróides e messalazina tópicos é frequentemente mais eficaz a curto prazo do que a sua utilização isolada.
Na DC, os corticosteróides tópicos podem ser utilizados de modo geral, isoladamente ou em combinação com agentes orais, em doentes com DC, que envolva o cólon distal.