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Tratamento (Vaginose Bacteriana)

Idealmente o tratamento para a VB deve inibir os anaeróbios mas não os lactobacilos.
Assim, temos como tratamento de 1.ª linha:
—> Metronidazol – 500 mg p.o. de 12/12 horas – 7 dias (taxa de cura de 95%).
—> Ou metronidazol – 2 g p.o. – dose única (taxa de cura de 84%).
Em alternativa:
—> Clindamicina creme a 2% – um aplicador (5 g) intravaginal ao deitar – 7 dias.
—> Clindamicina – 300 mg p.o. de 12/12 horas – 7 dias.
A preferência do tratamento local deve-se ao facto de provocar menos efeitos colaterais, tais como alterações gastrintestinais.
Não está demonstrado que o tratamento do parceiro optimize a resposta à terapêutica, pelo que não está recomendado.

reduzir riscos do uso de antibioticos para criancas e simples 1  2012 10 22151531 180x180 - Derivados Imidazólicos

Derivados Imidazólicos

—> Metronidazol – é um antibiótico sintético derivado do 5-nitroimidazol. Para além do seu interesse como fármaco antiparasitário, o metronidazol tem actividade bactericida através da sua activação em meio anaeróbio que leva à sua acumulação no interior das bactérias, resultando na oxidação dos componentes do citoplasma e na desnaturação do ADN. O facto de ter actividade selectiva para bactérias anaeróbias, incluindo C. difficile, torna-o um agente terapêutico de grande utilidade na terapêutica anti-infecciosa.
• Farmacologia – é bem absorvido por via oral, com uma biodisponibilidade de 80%.
A sua distribuição é boa na maioria dos tecidos, incluindo o osso, os fluidos seminal e vaginal, a placenta, o leite materno e o LCR (43% da concentração plasmática).
É eliminado sobretudo por via urinária (60 a 80%) e fecal, sendo os níveis pouco afectados em situações de insuficiência renal. Metabolização hepática de 30-60% (hidroxilação, oxidação e glucoronidação), pelo que a sua depuração está reduzida na disfunção hepática. No homem, a administração oral de 500 mg proporciona níveis plasmáticos de 11,5 a 13 mg/L com Tmax de 3 horas. A 11/2 é de cerca de 8 horas, quer p.o., quer e.v.
– Segurança – descrita a ocorrência de convulsões, neuropatia periférica, pelo que são recomendadas precauções particulares quando tiver de ser utilizado no tratamento de infecções do SNC (abcesso cerebral, por exemplo). Outras reacções adversas incluem disguesia (sabor metálico), glossite, reacção urticariforme, disúria e tenesmo urinário, pancreatite, febre medicamentosa, leucopenia (reversível) e trombocitopenia (rara, mas potencialmente irreversível). O metronidazol é carcinogénico no modelo animal, e foi descrito um aumento de risco de ocorrência de neoplasias intestinais na doença de Crohn em doentes medicados com metronidazol durante períodos prolongados.
– Interacções – o metronidazol inibe o metabolismo dos anticoagulantes orais e da fenitoína, aumentando as suas concentrações plasmáticas com potencial desenvolvimento de toxicidade. O fenobarbital reduz as concentrações do metronidazol, podendo comprometer a sua eficácia terapêutica. A cimetidina inibe o metabolismo do metronidazol. A co-administração de etanol e metronidazol induz um risco de reacções do tipo dissulfiram.
• Posologia e administração – estão disponíveis formulações orais sólidas (250 mg e 500 mg) e para administração parentérica (e.v.), 500 mg/unidade. Disponíveis formulações para uso tópico com interesse no tratamento de parasitoses. Útil no tratamento de infecções sistémicas ou localizadas quando se suspeite do envolvimento de anaeróbios, designadamente nos abcessos abdominais e do SNC, como adjuvante do tratamento cirúrgico. No tratamento da doença associada ao C. difficile, pode ser uma alternativa à vancomicina oral, embora com eficácia algo inferior, provavelmente devido à sua rápida e elevada absorção, reduzindo os níveis no lume intestinal.
A posologia recomendada, no adulto, é de 250 a 500 mg de 8/8 horas p.o., e 500 mg de 12/12 a 8/8 horas, e.v., recomendando-se uma dose de carga de 15 mg/kg na 1.ª toma. A dose diária não deve exceder 4 g. A sua utilidade no tratamento combinado da infecção por H. pylori tem sido reduzida devido à emergência de estirpes resistentes desta bactéria.

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Terapêutica Tópica (Rosácea)

– Metronidazol – em creme, gel ou emulsão, 0,75-1%, é o composto mais frequentemente utilizado, geralmente bem tolerado. E eficaz tanto no componente eritematoso como nas pápulo-pústulas. Deve aplicar-se inicialmente de manhã e à noite e, após o controlo da doença, deverá manter-se prolongadamente lxdia ou em dias alternados.
– Ácido azelaico – em gel a 15% tem uma eficácia semelhante à do metronidazol e deve ser aplicado de modo similar. Nas fases iniciais, em casos com componente inflamatório mais intenso, pode desencadear algum desconforto e ardor, que melhora com a continuação da terapêutica.
– Sulfacetamida sódica 10% com enxofre a 5% é uma associação eficaz para o tratamento da rosácea. Não está, contudo, comercializada no nosso país.
– Outros tópicos – o peróxido de benzoílo não tem indicação formal para utilização na rosácea. Contudo, nas formas pápulo-pustulosas, pode ser eficaz, em monoterapia ou associado à clindamicina, mas deve ser aplicado com cautela, dado poder provocar alguma irritação.
Os antibióticos tópicos, clindamicina ou eritromicina, em especial se associados ao metronidazol, podem também ser utilizados nas formas pápulo-pustulosas, com resultados aceitáveis.
Nas rosáceas provocadas pela aplicação de corticosteróide (rosácea esteróide), a aplicação dos inibidores da calcineurina (ver “Eczema Atópico”), tacrolimus e pimecrolimus, tem mostrado resultados interessantes, reduzindo a fase de rebound subsequente à interrupção do corticosteróide. Nas outras formas de rosácea a sua eficácia é variável.
Relatos recentes referem que a aplicação local de vasoconstritores nasais (oximetazolina) reduzem o componente telangiectásico da face, com efeito de algumas horas, não dando lugar a rebound posterior, o que, do ponto de vista cosmético e de conforto, poderá ser interessante.
– Medidas complementares – a utilização de protectores solares deve ser a regra, durante todo o ano. A maquilhagem correctora ajuda a melhoria cosmética, reduzindo o eritema e o aspecto congestivo da face.

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Doença fistulizante

É útil considerar dois tipos de fístulas: perianais e internas. No caso da DC perianal, os agentes de 1.ª linha incluem a ciprofloxacina, 500 mg/2xdia, ou o metronidazol, 250 a 500 mg/3xdia, com a junção do segundo antibiótico se o primeiro se revelar ineficaz. No caso de as fístulas encerrarem ou permanecerem drenantes, deverão ser prescritas tiopurinas e/ou terapêutica biológica. A terapêutica de manutenção deverá ser efectuada com o agente responsável pelo encerramento.
Os doentes com fístulas internas, devido ao facto de as mesmas resultarem geralmente de uma estenose a jusante, devem ser considerados para terapêutica cirúrgica primária, em relação a qualquer terapêutica médica.

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Antibióticos

Na CU, embora não existam ensaios controlados que confirmem o benefício de utilização de antibióticos, o seu uso é habitualmente recomendado em doença grave, com febre, requerendo hospitalização, especialmente se houver evidência de colite transmural, toxicidade sistémica ou colite fulminante com ou sem megacólon.
Na DC, os dois antibióticos mais vulgarmente utilizados são o metronidazol e a ciprofloxacina.
O metronidazol, em doses de 10 a 20 mg/kg/dia, como terapêutica primária, na doença de Crohn do cólon, tem eficácia idêntica à sulfassalazina; pode também ser utilizado na prevenção de recidiva pós-operatória, embora o seu uso prolongado leve a efeitos indesejáveis, que lhe retiram utilidade a longo prazo, neste contexto.