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Pneumonia Adquirida na Comunidade

Amplamente utilizada na prática e investigação clínicas, a designação “pneumonia adquirida na comunidade” (PAC), não corresponde a uma entidade nosológica com características clínicas e microbiológicas específicas. Estudos epidemiológicos recentes, baseados em técnicas de biologia molecular, indicam que mais de metade dos casos incluídos num ensaio clínico de PAC são de etiologia virai Neste contexto, e face às actuais preocupações com a resistência microbiana, resultante, em grande parte, da utilização não justificada de antibióticos, é de salientar a importância do diagnóstico correcto da pneumonia com base em elementos de ordem clínica e laboratorial, particularmente através da radiografia do tórax.
A grande importância actual das infecções do tracto respiratório, incluindo a pneumonia, como factor condicionante da prescrição antibiótica, particularmente em regime ambulatório, justifica a multiplicidade de recomendações (guidelines) para o seu tratamento.
Esta multiplicidade decorre das diferenças quanto aos antibióticos recomendados para o tratamento de um conjunto de agentes etiológicos que é, essencialmente, semelhante para as diferentes regiões geográficas que são abrangidas, e que se baseia em considerações relativas à susceptibilidade desses agentes aos antibióticos mais frequentemente prescritos. Neste panorama, as recomendações publicadas pela ERS (European Respiratory Society), que apoiam, no essencial, as publicadas pela SPP (Sociedade Portuguesa de Pneumologia), são consideradas como as mais ajustadas ao tratamento da PAC no nosso país.

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TBMR (Tuberculose)

À semelhança do que se recomenda, na generalidade, para o tratamento das infecções por agentes resistentes aos antimicrobianos, o tratamento da TBMR deve ser individualizado de acordo com as características clínicas e microbiológicas de cada caso. No entanto, podem padronizar-se algumas situações, para as quais estão disponíveis recomendações específicas.
Devem incluir-se, inicialmente, 4-6 fármacos, dando prioridade aos que mantêm eficácia contra a estirpe envolvida e incluindo um fármaco injectável (estreptomicina, amicacina, canamicina, capreomicina) que deve ser mantido até 6 meses após a negativação das culturas.
Os exames directos e culturais devem ser realizados mensalmente até à negativação e o teste de sensibilidade aos antibacilares (TSA) realizado de 3 em 3 meses, considerando-se a possibilidade de falência do esquema instituído quando houver persistência da sintomatologia clínica ou da positividade dos exames microbiológicos. As estratégias de optimização do tratamento devem incluir a possibilidade de doseamento dos níveis séricos dos fármacos, bem como da sua tolerância clínica e laboratorial, com ajuste da dose ou do esquema terapêutico sempre que justificado. A importância da adesão ao tratamento justifica a recomendação da TOD neste contexto.