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parkinson 180x180 - Características clínicas (Distonias)

Características clínicas (Distonias)

—> Características clínicas – podem definir-se vários tipos de distonia dependendo dos fatores precipitantes, duração, sinais acompanhantes e resposta à terapêutica.
• Distonia com resposta à dopa (doença de Segawa) é uma forma de distonia de predomínio diurno acompanhada habitualmente de sinais parkinsónicos (familiar ou esporádica) e com excelente resposta à levodopa.
• Distonia mioclónica apresenta movimentos mioclónicos para além da distonia, tem início nas primeiras duas décadas de vida, com um envolvimento preferencial dos membros superiores e metade superior do corpo.
• Distonia paroxística cinesigénica apresenta-se como episódios distónicos de curta duração (menos de 5 minutos) desencadeados por movimentos súbitos ou ruídos.
• Distonia paroxística não cinesigénica (ou coreoatetósica) caracterizada por episódios distónicos com a duração de 2 minutos a 4 horas.

LEVETIRACETAM 81 90501 1 180x180 - Levetiracetam

Levetiracetam

Levetiracetam (LEV) – keppra – comprimidos de 250, 500 e 1000 mg e ampolas de 500 mg/5 ml.
• Indicação – está aprovado para terapêutica adjuvante em epilepsias com crises parciais, TCG do adulto e epilepsia mioclónica juvenil.
• Mecanismo de ação – embora não esteja completamente esclarecido, sabe-se que atua ligando-se de forma específica a uma proteína sináptica SV2A.
• Metabolismo e excreção – não é metabolizado e a excreção é renal.
• Administração – a dose média recomendada é de 1000 mg/dia mas pode aumentar-se até 3000 mg/dia. Doses inferiores devem ser administradas a idosos e insuficientes renais.
• Efeitos adversos e interações – não se conhecem efeitos acessórios idiossincráticos, nem interações medicamentosas. Os efeitos adversos conhecidos são dependentes de dose e incluem tonturas, irritabilidade, sonolência, depressão, psicose.

14119586 simbolo del cerebro humano representado por un medico cerca de las neuronas y la actividad de las ce 180x180 - Prognóstico

Prognóstico

Os indivíduos que desenvolvem epilepsia podem ser classificados em quatro grupos, de acordo com o prognóstico. Em cerca de um terço dos indivíduos, a epilepsia é de causa genética e o prognóstico é excelente, de tal forma que a epilepsia pode curar mesmo sem tratamento. Estas epilepsias ocorrem tipicamente em crianças. Outro terço dos doentes tem bom prognóstico, podendo, a maior parte, obter a cura da epilepsia pelo tratamento com AE. Entre outras, estão incluídas neste grupo algumas epilepsias parciais e a epilepsia com crises tónico-clónicas do acordar. Numa percentagem menor (10-20%), que inclui as restantes epilepsias parciais e a epilepsia mioclónica juvenil, o prognóstico é incerto porque os AE suprimem as crises mas não tratam a epilepsia. Nestas, “o desmame” da medicação AE, mesmo ao fim de vários anos, dá lugar, habitualmente, à exacerbação das crises. Finalmente, existe um grupo de doentes (cerca de 20%) com síndromes epilépticas e/ou doenças cerebrais graves, em que o tratamento (médico e cirúrgico) só controla parcialmente a ocorrência de crises.