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Mioclonias

O termo “mioclonias” designa movimentos involuntários musculares bruscos, “como se fossem provocados por um choque elétrico”.
—> Etiologia – a causa das mioclonias pode ser cortical, subcortical, espinal ou do nervo periférico. A observação de mioclonias deve fazer referenciar o doente a um neurologista, dada a multitude de diagnósticos diferenciais, com terapêuticas (eventualmente curativas da patologia de base) e prognósticos variados.

DSC 0199 180x180 - Tendinite Bicipal

Tendinite Bicipal

A tendinite é uma entidade clínica e anatomopatológica com características comuns de dor e inflamação local, disfunção e degenerescência envolvendo tipicamente o local de inserção do tendão no osso. Resulta frequentemente de movimentos repetitivos, mas pode também fazer parte do quadro clínico de doenças reumáticas inflamatórias ou metabólicas como as doenças por deposição de microcristais (isto é, gota).
Existem duas camadas musculares no ombro: a superficial e a profunda. A camada profunda é constituída pelos músculos da coifa dos rotadores (supra-espinhoso, infra-espinhoso, pequeno redondo e infra-escapular) e pelo tendão da longa porção do bicípite. A função desta camada muscular é estabilizar de forma dinâmica a cabeça do úmero na fossa glenoideia durante os movimentos do ombro, permitindo ao mesmo tempo, os movimentos de rotação (infra-escapular, pequeno redondo e infra-espinhoso) e abdução (supra-espinhoso). No início da abdução ou elevação do ombro, o músculo delltóide, mais volumoso, tem tendência a empurrar a cabeça do úmero em direção ao acrómio. Os músculos da coifa e o tendão do bicípite funcionam como depressores da cabeça umeral, contrariando a tendência para a sua migração superior.
A síndrome do desfiladeiro subacrómio-coracoideu consiste na compressão da coifa dos rotudores, do tendão da longa porção do bicípite e/ou da bolsa subacromial, entre a cabeça do úmero e a abóbada osteoligamentar acrómio-coracoideia formada pelo acrómio e pelo ligamento coraco-acromial. Parece resultar da inflamação de uma ou, frequentemente, de todas estas estruturas originando a tendinite da coifa dos rotadores, a bursite subacrómio-deltoideia e a tendinite bicipital. A tendinite da coifa resulta quase sempre da lesão do tendão do supra-espinhoso. A complicação mais comum é a rutura parcial ou total do supra-espinhoso.
A síndrome do desfiladeiro manifesta-se com dor na face ântero-externa do ombro, que se agrava à noite com o decúbito sobre o lado afetado, e com os movimentos ativos do ombro, sobretudo na flexão (entre 60° e 120°), na abdução, e na rotação interna, e menor dor nos movimentos passivos. Não costuma existir tumefacção, rubor ou calor no ombro. Radiologicamente, o espaço entre a cabeça umeral e a superfície inferior do acrómio pode ser inferior a 8 mm. Na tendinite da coifa dos rotadores, o exame objetivo revela à palpação um ponto doloroso ao nível da inserção do supra-espinhoso no troquíter. Na bursite subacrómio-deltoideia existe um ponto doloroso na palpação da zona de inserção do músculo deltóide no úmero. A palpação dolorosa da zona da goteira bicipital está associada à tendinite bicipital. Quando o tendão do supra-espinhoso está envolvido, a abdução ativa do ombro é dolorosa e limitada entre 60° e 120° (sinal do arco doloroso). A abdução contra-resistência é sempre dolorosa. As manobras de Yergason (supinação contra-resistência do cotovelo com a flexão do mesmo) e de Speed (flexão contra-resistência do ombro com o cotovelo em extensão) reproduzem a dor ao nível da goteira bicipital, na tendinite bicipital.

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Sintomas (Neuropatia Óptica)

– Perda súbita de visão num dos olhos.
– Perda da visão cromática.
– Dor durante os movimentos oculares.

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Tiques

-> Sintomatologia – os tiques são movimentos rápidos, complexos (tiques motores), ou sons produzidos pela passagem de ar pelo nariz, boca ou faringe (tiques fónicos ou vocais). Os tiques são movimentos irresistíveis, e embora possam ser controlados voluntariamente, este controlo leva a uma angústia crescente que só é aliviada quando se produz o tique. Os tiques podem ocorrer isoladamente de forma transitória e não necessitar de tratamento. Apenas quando interferem com a vida de relação devem ser controlados. Esta interferência é frequente quando os tiques se tornam crónicos e, sobretudo, quando aparecem no contexto da síndrome de Tourette (TS). Na TS os tiques são motores e vocais complexos, e associam-se muito a coprolália e copromímia (palavrões e gestos obscenos). A TS associa-se muitas vezes a perturbações do comportamento, com OCD (sintomatologia obsessivo-compulsiva) e com ADHD (défice de atenção com hiperactividade).

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Hemibalismo

O hemibalismo consiste em movimentos involuntários dos membros, unilaterais, de predomínio proximal, violentos e com carácter de arremesso. Os membros superiores estão mais frequentemente envolvidos e o compromisso axial é raro. É frequente a associação com movimentos coreicos, o que condiciona o facto de alguns autores incluírem as duas entidades no mesmo espectro de movimentos involuntários hipercinéticos.
Etiologia. A causa mais frequente de hemibalismo são os enfartes isquémicos ou hemorrágicos do núcleo subtalâmico contralateral. Contudo, qualquer lesão estrutural independentemente da sua natureza (inflamatória, infeciosa, neoplásica, auto-imune, traumática, etc), envolvendo o núcleo subtalâmico, estriado, Pallidum, substância nigra ou tálamo, pode ser causa de hemibalismo.

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Diagnóstico (Osteoartrose)

O principal sintonia da OA é a dor tipicamente de ritmo mecânico, ou seja, a dor que se desencadeia ou se intensifica com a atividade. Associa-se o fenómeno do gelling, rigidez que sobrevêm pela manhã ou após períodos de inatividade prolongada e que tem uma duração inferior a 30 minutos. A medida que a doença progride, os doentes passam a referir sensação de crepitação e diminuição da amplitude de movimentos com maior dificuldade para a realização das suas tarefas habituais. Sintomas sistémicos como fadiga, anorexia ou perda ponderal são raros. No exame objetivo é possível detetar uma diminuição na velocidade e/ou amplitude de movimentos, crepitação, dor na palpação das interlinhas articulares ou das epífises ósseas adjacentes, hipertrofia ou deformação óssea.
A radiologia convencional constitui ainda hoje o método de eleição para o diagnóstico e acompanhamento da evolução da OA. A diminuição da interlinha articular, a condensação do osso subcondral, os geodes e os osteófitos constituem os sinais radiológicos da doença. As imagens deverão ser sempre comparadas com as contralaterais, e, no caso das articulações dos membros inferiores, obtidas em carga. Em determinadas situações será necessário recorrer a incidências especiais. É importante chamar a atenção para a má correlação clínico-radiológica existente.
A avaliação laboratorial não é fundamental para o diagnóstico de OA, mas ajuda a excluir outras situações e a monitorizar os eventuais efeitos acessórios da terapêutica a instituir. Não existe nenhuma substância nos líquidos biológicos que possa ser usada para o diagnóstico/monitorização da OA.

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BURSITE ANSERINA

A bolsa anserina situa-se na face ântero-interna do joelho. A inflamação desta bolsa serosa é a mais frequente das afeções periarticulares do joelho. É frequentemente bilateral e a inflamação pode surgir após microtraumatismos repetidos, sendo mais frequente nos obesos. Associa-se frequentemente à gonartrose.
Manifesta-se por dor na face interna do joelho. Habitualmente agrava-se com os movimentos, nomeadamente com a marcha.
No exame objetivo, a pressão local abaixo da interlinha femorotibial interna e atrás da tuberosidade anterior da tíbia desencadeia dor local intensa. A dor exacerba-se pela flexão e rotação externa contrariadas do joelho.

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Tratamento (Contratura de Dupuytren)

Os doentes com doença de menor gravidade devem executar movimentos contrariados de hiperextensão passiva dos dedos envolvidos e evitar pegar em instrumentos com força, utilizando para esse fim, quando possível, uma proteção almofadada para a palma da mão.
Pode recorrer-se à infiltração local intra-aponevrótica com corticóide e anestésico se houver dor incomodativa, ou na perspetiva de controlar ou atrasar o processo evolutivo.
O tratamento cirúrgico só deve ser considerado em fases mais avançadas, em que há flexão significativa dos dedos com impotência funcional, uma vez que a taxa de recidivas é elevada.

tala para punho e polegar 180x180 - Tratamento (Dedo em gatilho)

Tratamento (Dedo em gatilho)

O tratamento inicial passa por medidas de proteção articular tais como: evicção de movimentos repetitivos, repouso frequente, utilização de talas e de ajudas técnicas de suporte para a execução de tarefas dependentes da articulação afetada. Uma das medidas mais importantes é a imobilização com tala de apoio. Medidas fisiátricas semelhantes às da tenossinovite de DeQuervain podem ser aplicadas.
Para o alívio da dor pode recorrer-se aos AINEs orais e tópicos. A injeção local na região peritendinosa com uma mistura de corticosteróide e anestésico é geralmente necessária. A injeção local é suficiente, na maioria dos casos, para o alívio imediato da dor.
A intervenção cirúrgica é raramente necessária, para casos refratários à terapêutica médica.

cotovelo 180x180 - Tratamento (Bursite Olecraniana)

Tratamento (Bursite Olecraniana)

Deve evitar-se a aplicação de pressão sobre o cotovelo, não apoiando o cotovelo em superfícies duras e recorrendo ao uso de cotoveleiras caso o doente esteja em risco de traumatismos repetidos. Os movimentos repetitivos devem ser evitados e o repouso frequente dos cotovelos durante períodos curtos pode ser benéfico.
Para o tratamento sintomático pode recorrer-se aos AINEs orais. Na ausência de resposta aos tratamentos anteriores ou perante recidivas, a injeção local com corticosteróides é uma boa alternativa. Deve ser excluída a infeção em todos os casos.
No caso de haver infeção, a bursite passa a ser chamada de bursite séptica. Nunca se deve injetar corticosteróides sem primeiro excluir a infeção localizada. A bursite séptica deve ser tratada com antibiótico oral ou e.v., de acordo com o exame bacteriológico.
A remoção cirúrgica da sinovial pode ser necessária nos casos de bursite crónica, recidivante, com fibrose da bolsa.