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Antibabypille 180x180 - Contracepção Hormonal

Contracepção Hormonal

O controlo voluntário da fertilidade assume contornos de maior importância na nossa sociedade, em que a expectativa dos casais passa em muitos casos por ter apenas um ou dois filhos. Assim sendo, a contracepção ocupa uma parte substancial da vida reprodutiva da mulher. O conceito de saúde reprodutiva implica que as pessoas possam ter uma vida sexual satisfatória e segura e que tenham a capacidade de se reproduzir e decidir se, quando e com que frequência o fazem. Esta última condição pressupõe o direito de homens e mulheres a serem informados e terem acesso a métodos de planeamento familiar da sua escolha, que sejam seguros e eficazes. As actividades de planeamento familiar constituem uma componente fundamental da prestação de cuidados em saúde reprodutiva. Os métodos de contracepção utilizados dependem de múltiplos factores, como a idade, existência de doenças crónicas, condições socioeconómicas ou inclusive características culturais do meio em que o casal se insere.
O uso de contracepção hormonal faz parte da prática clínica e dos programas de planeamento familiar há mais de 40 anos e foi uma das intervenções de saúde pública com mais sucesso no século XX. Actualmente são numerosas as opções de contracepção hormonal, sendo igualmente múltiplas as vias de administração. Os modernos contraceptivos hormonais têm menores riscos, mesmo em mulheres com patologia, e apresentam mesmo consideráveis benefícios não contraceptivos. Para evitar os riscos e obter esses benefícios, o clínico deverá sempre ter em conta, quando prescreve um contraceptivo hormonal, a medicina baseada na evidência, especialmente em mulheres com determinados factores de risco ou patologias (idade superior a 35 anos, hábitos tabágicos, hipertensão, dislipidemias, diabetes, enxaquecas, doença fibroquística da mama, fibroadenoma ou história familiar de cancro da mama, leiomiomas uterinos, amamentação, medicação concomitante, período pré-operatório, antecedentes de tromboembolismo venoso, estados de hipercoagulabilidade, terapêutica anticoagulante, obesidade, lúpus eritematoso sistémico, anemia falciforme, depressão e infecção por VIH).

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Derrame Pleural

A neoplasia que mais frequentemente se associa a derrame pleural é o carcinoma da mama, na mulher, e do pulmão, no homem. Mas pode-se observar derrame pleural em praticamente todos os tipos de neoplasia. No entanto, mesmo no doente com doença neoplásica disseminada, dever-se-á excluir outra causa para além da metastização pleural.

gravidez mitos verdades remedios 180x180 - Gravidez e puerpério

Gravidez e puerpério

—> Gravidez e puerpério – a gravidez de uma mulher com epilepsia é considerada de risco e deve ser vigiada num centro em que seja possível a colaboração do epileptologista e obstetra. O risco de malformação major (por exemplo, defeitos do tubo neural, lábio leporino, fenda palatina, malformação cardíaca e óssea) é o dobro do estimado para a população em geral. As malformações minor também são comuns, mas se a gravidez for devidamente planeada e a administração de acido fólico (5 mg/dia) se iniciar pelo menos 4 semanas antes da conceção, as complicações para a mãe e para o feto podem ser minimizadas.
Alguns princípios devem ser observados:
• Apesar de ser consensual que todos os AE são teratogénicos, a medicação não deve ser interrompida nem mudada em doentes sem crises.
• A dose deve ser ajustada para a mínima eficaz, administrada em várias tomas ao dia, usando preferencialmente as formas de libertação prolongada e evitando a politerapia. Se a doente engravida sem este tipo de preparação, mesmo assim deve ajustar-se a medicação e iniciar folatos.
• Embora o risco de malformação fetal possa ser maior em casos de politerapia, deve ser explicado à grávida que nenhum medicamento deve ser interrompido, porque a consequente ocorrência de crises seria também uma ameaça para a saúde fetal.
• Quando adequado, os níveis plasmáticos dos AE devem ser determinados com intervalos pelo menos trimestrais e as doses ajustadas. Em Portugal são raros os centros em que é possível dosear a LTG, no entanto, seria importante que todas as grávidas a tomar LTG tivessem acesso a este exame dado que, por alteração da ligação às proteínas, o nível sérico diminui consideravelmente ao longo da gravidez, sobretudo no último trimestre. Existe, portanto, necessidade de aumentar consideravelmente as doses de LTG e de voltar a diminuí-las logo após o parto, dado que este efeito se anula e podem ocorrer sinais de toxicidade.
• Habitualmente, como em qualquer gravidez de alto risco, é realizado um diagnóstico pré-natal, quer com medições de alfa-feto-proteína, quer com amniocentese
• Na altura do parto, as mulheres que tomem CBZ, PB, PRM ou PHT têm risco aumentado de hemorragia e deve ser administrada vitamina K oral (10 mg/dia), nas últimas 4 semanas de gravidez ou 1 mg i.m. ao recém-nascido na altura do nascimento.
• O parto deve ser no hospital por eventuais complicações periparto.
• Os recém-nascidos de mães que tomem AE sedativos na altura periparto (altas doses de CBZ ou VPA, PB/PRM, benzodiazepinas) podem ter alteração transitória da consciência, com deficiência de sucção e/ou sintomas de privação.
A maior parte dos AE passam para o leite materno em percentagem reduzida a moderada, mas as vantagens da amamentação são maiores do que as desvantagens. Deve ter-se cuidado com a sedação do recém-nascido, em casos em que a mãe toma altas doses de PB/PRM ou DZP. Outro dos raros problemas do aleitamento diz respeito às mulheres que tomam LTG. Uma vez que esta passa em grande percentagem para o leite materno e estão pouco estudados os efeitos no recém-nascido, estas devem abster-se de amamentar. Alguns cuidados adicionais devem também ser tomados por estas mães: enquanto amamentam devem estar sentadas e idealmente outra pessoa deve estar presente; em casos de epilepsia sensível à privação e/ou interrupção do sono, as mamadas noturnas devem ser administradas por outra pessoa.


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urologia 180x180 - Síndrome Uretral

Síndrome Uretral

Caracterizada por piúria e sintomas urinários na mulher, com culturas < 100000 bactérias/ml. Estas mulheres podem ter IU por Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum ou mais raramente Neisseria gonorrhoeae; devemos obter culturas do endocérvix específicas para estes agentes e tratar com doxiciclina 100 mg 12/12 horas durante 7 dias, azitromicina 1 g dose única (4 comprimidos de 250 mg), ou na grávida com eritromicina 500 mg 6/6 horas.

Cistite recidivante 180x180 - CISTITE RECORRENTE NA MULHER

CISTITE RECORRENTE NA MULHER

É devido a reinfeção exógena, na maioria dos casos por bactérias do tubo digestivo.
Usamos a mesma estratégia diagnostica, mas suspeitamos de anomalia do aparelho urinário, o que exige uma tentativa de cultivar urina e obtenção de uma ecografia renal e vesical.
O tratamento é iniciado com os mesmos fármacos e depois corrigido conforme o teste de sensibilidade aos antibióticos, devendo durar 2 semanas. Se as recorrências são em número superior a três a quatro – um, com aparelho urinário imagiologicamente normal, após esterilização da infeção com terapêutica convencional, iniciamos terapêutica supressiva, para o que elegemos TMP/SMX 80 mg/400 mg à noite em dias alternados (só após o coito se as IU têm relação com a atividade sexual), ou nos 7 dias perimenstruais nas IU catameniais. A nitrofurantoína, 1 comprimido à noite, ou a norfloxacina 1 comprimidio de 400 mg à noite são alternativas para esta terapêutica supressiva, cujo objetivo não é “curar” a infeção, mas “suprimi-la”, mantendo o inoculo bacteriano a um nível baixo controlado, que não provoque sintomas locais ou sistémicos.

sintomi della cistite 1024x830 180x180 - Cistite Não Complicada na Mulher

Cistite Não Complicada na Mulher

Sintomas urinários baixos, sem febre ou sem lombalgia. Para o diagnóstico, basta um exame microscópico da urina; dispensamos culturas pois 85% são por E. coli e 15% por Staphylococcus saprophyticus, o que admite o tratamento empírico.
O tratamento recomendado inclui TMP/SMX 160/800 mg 12/12 horas, ou, se há alergia às sulfamidas, o trimetoprim 100 mg 12/12 horas durante 3 dias. As quinolonas, mais caras, são uma boa segunda opção (3 dias de ciprofloxacina, 250 mg 12/12 horas, norfloxacina 400 mg 12/12 horas ou levofloxacina 500 mg 1xdia), apesar de nos últimos anos ter havido um número crescente de estirpes resistentes. A terapêutica com dose única aumenta substancialmente o número de recaídas.
O tratamento com nitrofurantoína macrocristais 50 mg 6/6 horas ou 100 mg 8/8 horas, no mínimo 7 dias, é eficaz em 85% dos E. coli isolados, mas não é mais económico e não cobre Klebsiella, Proteus ou Enterobacter, mais frequentes em cistites complicadas. Doentes diabéticos, com idade superior a 65 anos, IU recorrentes, ou usando diafragmas contracetivos requerem cultura pré-tratamento e a extensão da terapêutica por 7 dias.
A nível local, qualquer antibiótico a que mais de 15 a 20% dos isolados bacterianos sejam resistentes deve ser abandonado em terapêutica empírica.


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obesa 180x180 - Obesidade e síndrome metabólica (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

Obesidade e síndrome metabólica (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

A obesidade, sobretudo a gordura visceral abdominal, está associada ao risco metabólico e CV, condicionando um aumento da morbilidade e mortalidade total e CV. A perda de peso está recomendada aos obesos, com índice de massa corporal (IMC) >30 kg/m2 e para os que têm excesso de peso, com IMC >25 kg/m2. A medida do perímetro abdominal dá-nos informação adicional sobre o risco CV.
A síndrome metabólica, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), pode ser definida desde 2005 para a população europeia pela presença de obesidade central (perímetro abdominal >94 cm no homem e >80 cm na mulher) e pelo menos dois dos seguintes critérios: 1) intolerância à glicose ou diabetes mellitus; 2) pressão arterial sistólica >130 mmHg e/ou PA diastólica >80 mmHg ou HTA tratada; 3) hipertrigliceridemia 150 mg/dl, ou hipertrigliceridemia tratada; 4) colesterol HDL <40 mg/dl no homem e <50 mg/dl na mulher, ou tratamento para este distúrbio lipídico. Para a perda de peso e redução do perímetro abdominal sugere-se ajuda profissional num Programa adequado de modificação nutricional e de exercício físico. A redução do peso corporal permite obter redução da pressão arterial, colesterol total e glicemia e um aumento do colesterol HDL.