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Candidíase Vulvovaginal

Estima-se que aproximadamente 75% das mulheres tenham um episódio de candidíase vulvovaginal ao longo da vida. A CA (Cândida albicans) é a espécie que mais comummente causa infecção sintomática, cerca de 90% dos casos. A CA coloniza de forma saprófita a orofaringe, intestino grosso e vagina. A doença clínica pode estar associada a doença sistémica como diabetes mellitus, VIH, obesidade, gravidez, medicação (antibióticos, corticóides e anticoncepcionais orais) e debilidade crónica.

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Melasma

O melasma corresponde ao aumento da pigmentação, localizado sobretudo nas áreas frontal e geniana. Atinge principalmente grávidas ou mulheres a tomar anticoncepcionais orais. Pode subdividir-se o melasma em epidérmico, com hipermelanose das camadas basal e suprabasais, e dérmico, no qual os melanófagos se localizam na derme superficial. O primeiro tem tom castanho-caramelo e é acentuado pela luz de Wood (UVA), enquanto no dérmico, de tom azulado, esta luz não intensifica a cor. Os pacientes com melasma epidérmico respondem melhor a tratamentos com despigmentantes, enquanto no melasma dérmico, o objectivo é eliminar o pigmento via transporte pelos macrófagos, pois aquele não está acessível às substâncias despigmentantes.

CS136454e 180x180 - Artrite Reumatóide

Artrite Reumatóide

A AR (artrite reumatóide) é uma doença sistémica auto-imune do grupo das doenças do tecido conjuntivo. Afeta todos os grupos etários, predominando, contudo, a sua incidência entre os 30 e 50 anos de idade. Ocorre três vezes mais em mulheres do que nos homens.
É caracterizada habitualmente por uma poliartrite simétrica e insidiosa das pequenas e grandes articulações dos membros, com elevada possibilidade de cronicidade e com potencial destrutivo do sistema osteoarticular.
A maior parte dos doentes (80%) tem em circulação no sangue fatores reumatoides (auto-anticorpos dirigidos para a fracção Fc das IgG humanas).
A doença, como todas as outras doenças do tecido conjuntivo ou conectivites, pode apresentar manifestações sistémicas, nomeadamente quebra do estado geral, com astenia, anorexia, emagrecimento e manifestações extra-articulares, como a presença de nódulos subcutâneos, de olho seco (xeroftalmia), boca seca (xerostomia), de episclerite. Vasculite pleurite, pericardite e fibrose pulmonar, entre outras. A gravidade da doença articular pode variar ao longo do tempo, sendo o resultado final, sobretudo na ausência de terapêutica adequada, a ocorrência de destruição articular, de deformação, incapacidade, e por vezes até a morte.
A AR atinge cerca de 0,8% da população geral (em Portugal 0,4%), sendo a doença sistémica auto-imune mais frequente. A intervenção terapêutica precoce pode alterar o curso da doença, originando remissões definitivas ou prolongadas e melhoria significativa do prognóstico funcional e vital.
A sua etiologia é desconhecida, estudando-se atualmente o papel dos agentes infeciosos, da imunogenética e de fatores imunorreguladores na génese da doença.

9988283 180x180 - Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Consensos e Opinião de Especialistas (Nível C)

Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Consensos e Opinião de Especialistas (Nível C)

– Contracepção oral combinada:
• Formulações com menos de 35 ug de etinilestradiol podem ser utilizadas nas mulheres com dislipidemia controlada.
• Considerar alternativa contraceptiva nas mulheres com LDL superior a 160 mg/dl, trigliceridemia superior a 250 mg/dl ou múltiplos factores de risco adicionais para doença coronária.
• Contra-indicado nas mulheres com doença coronária, insuficiência cardíaca congestiva ou na doença cerebrovascular (utilizar contraceptivos com progestagénio isolado).
– Acetato de medroxiprogesterona suspensão injectável:
• É apropriado e tem benefício não contraceptivo na anemia falciforme.
• O seu uso de longa duração em mulheres saudáveis não é uma indicação para avaliação da densidade óssea mineral.
• Individualizar a utilização prolongada em adolescentes (risco de osteoporose e fracturas.

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

– Contracepção oral combinada:
• Pode ser utilizada nas mulheres saudáveis e não fumadoras até aos 50-55 anos após avaliação dos riscos e benefícios.
• Não recomendado como 1.ª linha nas mulheres a amamentar devido ao impacto negativo dos estrogénios na lactação (considerar o seu uso só depois da lactação estar bem estabelecida).
• Pode ser utilizada na hipertensa, bem controlada, com menos de 35 anos, não fumadora e sem evidência de doença vascular de órgão alvo.
• Pode ser utilizada na diabética, com menos de 35 anos, não fumadora sem evidência de hipertensão, nefropatia, retinopatia ou outra doença vascular.
• Pode ser utilizada na mulher com enxaquecas sem sinais focais neurológicos, com menos de 35 anos e não fumadora (preferir progestagénio isolado, dispositivo intra-uterino ou métodos de barreira).
• Usar com precaução na mulher obesa com mais de 35 anos dado o risco aumentado de trombose venosa.
• Deve ser considerado o uso de profilaxia com heparina, antes de cirurgia major, nas utilizadoras.
– Contraceptivos orais com progestagénio isolado/acetato de medroxiprogesterona suspensão injectável:
• Pode ser iniciado com segurança nas mulheres a amamentar (6 semanas depois do parto) e nas mulheres que não amamentam (imediatamente).
– Contracepção hormonal:
• Não ocorre agravamento dos sintomas nas mulheres com perturbações depressivas.

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Tratamento (Trichomonas Vaginalis)

As guidelines do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) recomendam nitroimidazóis por via oral como tratamento de 1.ª linha. O metronidazol está aprovado pela FDA para ser utilizado em todos os trimestres da gestação. Os esquemas terapêuticos alternativos recomendados são:
– Metronidazol 2 g, p.o. dose única – taxa de cura de 92%.
– Metronidazol 500 mg, p.o. 12/12 horas durante 7 dias – taxa de cura de 95%.
– Timidazol 2 g p.o. dose única.
O parceiro sexual também deve ser tratado. As mulheres sem resposta à terapêutica inicial devem ser tratadas de novo com metronidazol 500 mg 12/12 horas durante 7 dias e se tal não for eficaz, metronidazol dose única 2 g/dia 3-5 dias. Se ainda assim a tricomoníase persistir, deverá referenciar-se o doente a um especialista.

DSC08456 180x180 - Terapêutica de substituição Hormonal (Alopecia Androgenética)

Terapêutica de substituição Hormonal (Alopecia Androgenética)

Nas mulheres pós-menopáusicas a associação de um estrogénio com um progestagénio sem actividade androgénica é uma opção terapêutica lógica se não existirem contra-indicações. Actuando no eixo hipotálamo-hipofisário estas associações reduzem a produção de androgénios pelo ovário. Os estrogénios condicionam também um aumento da síntese da sex hormone binding globuline (SHBG) e consequente diminuição da testosterona livre.

shutterstock 37066597 180x180 - Alterações Ósseas

Alterações Ósseas

O risco de osteomalacia e osteoporose correlaciona-se com o uso prolongado de AE. Não está determinado o intervalo de tempo necessário ou se existe reversibilidade. O risco é duas a três vezes superior aos dos indivíduos sem epilepsia e está particularmente aumentado nos idosos e mulheres pós-menopausa, indivíduos com crises acompanhadas de queda ou a tomarem VPA ou AE indutores do sistema enzimático hepático do citrocomo P450. Não existem estudos com os AE de 2ª geração. Parecem ser múltiplos os mecanismos pelos quais os AE podem levar à disfunção do metabolismo ósseo:
• Alteração na absorção gastrintestinal de cálcio.
• Indução do metabolismo hepático da 25-hidroxi-vit D em metabolitos inativos.
• Diminuição da hidrólise da vit D3 em 25-hidroxi-vit D.
• Inibição da hidroxilação renal da 25-hidroxi-vit D em 1,24-hidroxi-vit D.
• Efeito no próprio osso por aumento da actividade osteoclástica.
O diagnóstico é feito por elevado nível de suspeição ou por queixas de dores ósseas, fraqueza muscular ou fractura com traumatismo mínimo. Confirma-se, evidenciando hipocalcemia, aumento da fosfatase alcalina, diminuição dos níveis de 25-OH vitD, aumento da PTH e pela demonstração de alterações na densitometria óssea.
Perante o elevado risco de doença óssea precoce, deve-se estimular os indivíduos que tomam AE a ter hábitos de vida que impeçam a obesidade, com exercício físico, de preferência no exterior, de modo a beneficiarem da luz solar e a incluírem na dieta alimentos com suplementos de cálcio e vitamina D. De qualquer forma, os suplementos de cálcio (600-1000 mg/dia) e vitamina D (dose profiláctica 800-1600 Ul/dia, dose terapêutica 800-4000 Ul/dia) podem ajudar à prevenção da doença óssea. Embora não existam estudos respeitantes a indivíduos com epilepsia, o alendronato (70 mg/dia) e o risendronato (35 mg/dia) também podem ter um papel importante.


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cefaleia na mulher 180x180 - Enxaqueca

Enxaqueca

A enxaqueca ou migraine é uma das cefaleias mais frequentes. Afecta cerca de 20% das mulheres e 10% dos homens, nos países industrializados. Caracteriza-se por episódios de dor, que variam entre 4 e 72 horas no adulto (ou <4 horas, na criança), acompanhados de náuseas e/ou vómitos, fotofobia e sonofobia. A dor é tipicamente unilateral (sobretudo na região têmporo-orbitária), pulsátil, moderada ou intensa (dificultando ou impedindo as atividades diárias) e agrava com os esforços físicos ligeiros, como subir escadas, por exemplo. Em cerca de 20% dos "enxaquecosos", as crises são antecedidas por sintomas neurológicos transitórios, designando-se então por enxaqueca com aura. Na maioria dos casos a aura consiste em perturbações visuais (visão "ofuscada" ou escotomas cintilantes que dão lugar a uma hemianopsia), parestesias que se espalham progressivamente ao longo de um dos membros superiores e metade da face e alterações da linguagem. Os sintomas da aura instalam-se de forma progressiva (em mais de 5 minutos) e duram, habitualmente, menos de 1 hora. As auras também podem ocorrer sem dor de cabeça ("enxaqueca acefálgica"), sem que isso tenha significado particular. Contudo, as auras isoladas de início tardio (após os 40 anos), as de instalação mais abrupta ou de duração prolongada devem ser investigadas para excluir patologia vascular cerebral. A patogenia da enxaqueca é complexa e multifactorial, contando com a interveniência de fatores genéticos e ambientais. Algumas formas raras de migraine (enxaqueca hemiplégica familiar) resultam de mutações de genes responsáveis pela regulação dos canais iónicos da membrana celular, pelo que há quem defenda que a enxaqueca é uma "canalopatia neuronal". Porém, isso ainda não foi demonstrado para as formas mais frequentes de migraine. A predisposição genética condiciona uma maior excitabilidade e menor capacidade de habituação do córtex cerebral a determinados estímulos. Quando expostos a esses desencadeantes (variações hormonais, jejum prolongado, estímulos visuais, modificações dos padrões de sono), os doentes desenvolvem uma cascata de fenómenos de que resulta a crise. Nela intervêm mecanismos centrais (ativação do córtex visual, tronco cerebral e do sistema trigémino-vascular) e fatores periféricos resultantes da libertação perivascular de substâncias nociceptivas, como o CGRP (péptido relacionado com o gene da calcitonina) e a substância P, que provocam dilatação dos vasos cranianos, aumento da permeabilidade vascular e inflamação neurogénea perivascular. Por conseguinte, utilizam-se no tratamento da enxaqueca fármacos com ações muito diversas, como os neuromoduladores, agonistas serotoninérgicos, vasoconstritores e os anti-inflamatórios. A terapêutica farmacológica da enxaqueca pode ser sintomática (a realizar apenas durante a crise) ou profiláctica (terapêutica contínua para evitar as crises) e existem recomendações europeias e norte-americanas para ambas as intervenções.