Artigos

Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Analgésicos Opióides II

Analgésicos Opióides II

— Depressão respiratória – a depressão respiratória é um efeito que acompanha, de maneira constante e directamente relacionada com a dose, a acção analgésica e constitui o principal factor limitante para a administração livre de opióides à pessoa consciente. São quase sempre infundados os riscos de aparecimento de depressão respiratória e da adição (dependência psicológica), se forem prescritos por clínicos experientes e com regras, nomeadamente a titulação da dose. A própria dor e o estímulo cirúrgico actuam como um antagonista fisiológico dos efeitos depressores causados pelos opióides no SNC.
– Náuseas e vómitos – a náusea é o mais comum efeito secundário dos opióides, não apenas por haver uma estimulação directa do centro do vómito, mas também por aumento da sensibilidade vestibular.
– Alterações cardiovasculares – hipotensão e bradicardia são as mais comuns, devidas principalmente à libertação de histamina e à acção vagai directa, embora a vasodilatação arterial e a sequestração esplâncnica sanguínea também estejam implicadas.
– Alterações do tracto gastrintestinal – a acção dos opióides sobre o vago e sobre os receptores existentes no plexo mesentérico, bem como nas terminações nervosas colinérgicas, produz um atraso no esvaziamento gástrico e no trânsito intestinal, provocando obstipação numa maioria dos doentes, mesmo naqueles que apresentam função intestinal normal.
– Alterações do sistema geniturinário – a retenção urinária é uma ocorrência sempre possível após a administração de opióides, por inibição do reflexo de esvaziamento urinário, do aumento do tónus do esfíncter externo e do aumento do volume urinário da bexiga.
– Tolerância, dependência física e dependência psicológica – os opióides desenvolvem tolerância a quase todos os seus efeitos, com relativa rapidez, que varia com o tipo de efeito, com a potência do opióide e com a dose administrada. A tolerância não é exclusiva dos opióides e não significa que o fármaco tenha perdido a sua eficácia, mas sim que seja necessário um incremento na dose para a obtenção do mesmo efeito.
A ingestão crónica de um opióide pode levar a três tipos de consequências, que reflectem as diferentes relações que se podem estabelecer entre o fármaco e o doente: a tolerância, a dependência física e a dependência psicológica ou adição.
Diz-se que há tolerância, quando o uso frequente ou prolongado de um fármaco produz habituação do organismo, que passa a não responder da mesma maneira, tornando-se indispensável uma dose maior para a obtenção do efeito original.
Dependência física é um estado avançado de tolerância que traduz uma adaptação tal do organismo à presença do fármaco que a sua retirada ou a sua antagonização provoca uma síndrome de abstinência, obrigando o organismo a reajustar-se. O aparecimento desta síndrome de abstinência com a retirada do fármaco poderá ser a única evidência clínica de que uma tolerância passou a dependência física.
A dependência psicológica ou adição traduz uma necessidade compulsiva de obter e ingerir o fármaco ou droga, por efeitos psíquicos produzidos pelo seu consumo e não por razões de ordem clínica como, por exemplo, a existência de dor. Esta situação acaba por configurar um comportamento de abuso farmacológico.

fulllength diabetes 1 180x180 - Clínica (DM tipo 1)

Clínica (DM tipo 1)

Normalmente a DM tipo 1 inicia-se de uma forma aguda com poliúria, polidpsia, perda ponderal e cansaço fácil. Sintomas menos frequentes incluem náuseas, vómitos, visão turva e infecções cutâneas.
A cetoacidose é a forma de apresentação de 5-10% dos casos de DM tipo 1.
O desenvolvimento de DM tipo 1 é o culminar de um processo que pode levar anos e durante a fase pré-clínica pode-se detectar já anticorpos anticélulas p e alterações subtis da secreção de insulina e de intolerância a glicose.
A correcção da hiperglicemia (que impede o funcionamento das restantes células B) pode induzir um período de remissão em que um bom controlo glicémico pode ser conseguido através de baixas doses de insulina (fase de lua-de-mel).


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
26 17 orig 180x180 - Cefaleia de Tensão

Cefaleia de Tensão

E uma dor de cabeça com poucas características distintivas: bilateral, não pulsátil, ligeira ou moderada que interfere pouco com as atividades do dia-a-dia. Não tem sintomas acompanhantes de relevo (não há náuseas ou vómitos, embora possa haver sonofobia ou fotofobia) e a dor não agrava com o movimento nem com o esforço. Conforme a sua frequência, a cefaleia de tensão designa-se por episódica (<15 dias por mês) ou crónica (ocorre em mais de 15 dias por mês, por mais de 3 meses, ou seja, tem um padrão diário ou quase diário). Na sua patogenia intervêm fatores periféricos (a dor está em parte relacionada com excessiva contração dos músculos epicranianos) e fatores centrais (menor limiar de sensibilidade à dor). A terapêutica da cefaleia de tensão é essencialmente profiláctica, sendo os antidepressivos tricíclicos, sobretudo a amitriptilina (10-100 mg/dia), o medicamento mais bem estudado. A venlafaxina, em libertação prolongada, foi eficaz na prevenção desta cefaleia pelo menos num estudo controlado. Terapêutica sintomática: durante as crises mais intensas podem utilizar-se analgésicos ou AINEs, mas se a cefaleia é muito frequente, dever-se-ão evitar de forma a prevenir o abuso medicamentoso. A ergotamina e os triptanos não têm lugar no tratamento da cefaleia de tensão.

0PVZ7 1 180x180 - Terapêutica da DPOC Estável - vareniclina

Terapêutica da DPOC Estável – vareniclina

A vareniclina é a mais recente aposta na terapêutica da cessação tabágica. O fármaco é um agonista parcial dos recetores da nicotina, levando à libertação de dopamina no nucleus accumbens. Contudo, tem também uma função antagonista, que impede a libertação de mais dopamina se se associar nicotina (pelo cigarro ou por TSN) à vareniclina.
A dose recomendada é de 0,5 mg/dia do 1.° ao 3.° dias, 0,5 mg/2xdia do 4.° ao 7.° dias e posteriormente 1 mg/2xdia por um período recomendado de 12-24 semanas. O principal efeito adverso são as náuseas.
Tal com a bupropiona, deverá ser iniciada 1 semana antes da data marcada para deixar de fumar.

Febre falsa 1 180x180 - Sintomas Gerais (Complicações tromboembólicas)

Sintomas Gerais (Complicações tromboembólicas)

São vários os sintomas que sob esta epígrafe se poderiam incluir no contexto do doente oncológico: febre, anorexia e caquexia, fadiga, prurido, dor, náuseas e vómitos, alterações do trânsito intestinal, dispneia, efeitos neurocognitivos, edema e vários outros.

Como aliviar a dor de cabeça com exercícios 180x180 - SNC (Complicações da RT)

SNC (Complicações da RT)

Durante a irradiação cerebral não é frequente o aparecimento de intercorrências, já que as mais frequentes, cefaleias, náuseas, alterações do equilíbrio, se devem ao aparecimento ou agravamento de um edema cerebral, para o qual a maior parte dos doentes se encontra já a fazer tratamento. Pela sua condição inicial, estes doentes estão geralmente medicados com corticosteróides em doses elevadas. Não é aconselhável a redução da dose de corticóide durante a RT, devendo mesmo ser aumentada caso apareçam ou se agravem sintomas. Alguns radioterapeutas advogam a instituição de corticoterapia desde o início da RT, enquanto outros preferem aguardar pelo início dos sintomas. Ainda não foi provado qual das atitudes é a correcta.

CIRURGIA DO THOR INTESTINAL 005 180x180 - Diagnóstico (Obstrução Gastrintestinal)

Diagnóstico (Obstrução Gastrintestinal)

Clinicamente consiste na presença (no todo ou em parte) de distensão abdominal, náuseas, vómitos, dor abdominal, paragem de emissão de gases e fezes. A radiografia simples do abdómen é frequentemente o primeiro exame e sugere o nível da obstrução.

pancreas dolorido divulgaçao 180x180 - Clínica (Pancreatite Aguda)

Clínica (Pancreatite Aguda)

A dor abdominal é o sintoma mais frequente na pancreatite aguda, ocorrendo em cerca de 95% dos doentes. A localização da dor é sobretudo nos quadrantes superiores do abdómen com ou sem irradiação aos hipocôndrios ou ao dorso e que, por vezes, alivia com a flexão anterior do tronco. A maioria dos doentes apresenta igualmente náuseas e vómitos. O abdómen à inspecção pode-se encontrar distendido e nas pancreatites graves podem-se observar equimoses nos flancos (sinal de Grey Turner) ou na região peri-umbilical (sinal de Cullen) que estão em relação com o extravasamento local de exsudados pancreáticos. Na auscultação abdominal, os ruídos hidroaéreos podem estar diminuídos devido ao ileo que estes doentes frequentemente apresentam.

spilled bottle od pills 180x180 -  Triptanos

Triptanos

— Triptanos – são agonistas parciais dos recetores da serotonina (5HT1B/1D), e atuam a vários níveis na crise: central, na parede vascular e a nível periférico.
Constituem o grupo farmacológico mais eficaz e mais bem estudado, com grandes ensaios controlados e meta-análises. Produzem um alívio mais rápido e completo da dor e também das náuseas, da foto e da sonofobia, do que os outros fármacos usados no tratamento sintomático e são eficazes em 60% dos doentes que não respondem aos AINEs. Contudo, cerca de 30% dos doentes têm uma recorrência da crise nas 24 horas seguintes, que habitualmente cede a uma segunda toma de medicação. Os triptanos devem ser administrados após o início da cefaleia e não durante a aura, pois não têm qualquer eficácia sobre a aura, nem evitam a cefaleia subsequente. Os triptanos são também os fármacos mais caros para o tratamento sintomático da enxaqueca.


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
cefaleia na mulher 180x180 - Enxaqueca

Enxaqueca

A enxaqueca ou migraine é uma das cefaleias mais frequentes. Afecta cerca de 20% das mulheres e 10% dos homens, nos países industrializados. Caracteriza-se por episódios de dor, que variam entre 4 e 72 horas no adulto (ou <4 horas, na criança), acompanhados de náuseas e/ou vómitos, fotofobia e sonofobia. A dor é tipicamente unilateral (sobretudo na região têmporo-orbitária), pulsátil, moderada ou intensa (dificultando ou impedindo as atividades diárias) e agrava com os esforços físicos ligeiros, como subir escadas, por exemplo. Em cerca de 20% dos "enxaquecosos", as crises são antecedidas por sintomas neurológicos transitórios, designando-se então por enxaqueca com aura. Na maioria dos casos a aura consiste em perturbações visuais (visão "ofuscada" ou escotomas cintilantes que dão lugar a uma hemianopsia), parestesias que se espalham progressivamente ao longo de um dos membros superiores e metade da face e alterações da linguagem. Os sintomas da aura instalam-se de forma progressiva (em mais de 5 minutos) e duram, habitualmente, menos de 1 hora. As auras também podem ocorrer sem dor de cabeça ("enxaqueca acefálgica"), sem que isso tenha significado particular. Contudo, as auras isoladas de início tardio (após os 40 anos), as de instalação mais abrupta ou de duração prolongada devem ser investigadas para excluir patologia vascular cerebral. A patogenia da enxaqueca é complexa e multifactorial, contando com a interveniência de fatores genéticos e ambientais. Algumas formas raras de migraine (enxaqueca hemiplégica familiar) resultam de mutações de genes responsáveis pela regulação dos canais iónicos da membrana celular, pelo que há quem defenda que a enxaqueca é uma "canalopatia neuronal". Porém, isso ainda não foi demonstrado para as formas mais frequentes de migraine. A predisposição genética condiciona uma maior excitabilidade e menor capacidade de habituação do córtex cerebral a determinados estímulos. Quando expostos a esses desencadeantes (variações hormonais, jejum prolongado, estímulos visuais, modificações dos padrões de sono), os doentes desenvolvem uma cascata de fenómenos de que resulta a crise. Nela intervêm mecanismos centrais (ativação do córtex visual, tronco cerebral e do sistema trigémino-vascular) e fatores periféricos resultantes da libertação perivascular de substâncias nociceptivas, como o CGRP (péptido relacionado com o gene da calcitonina) e a substância P, que provocam dilatação dos vasos cranianos, aumento da permeabilidade vascular e inflamação neurogénea perivascular. Por conseguinte, utilizam-se no tratamento da enxaqueca fármacos com ações muito diversas, como os neuromoduladores, agonistas serotoninérgicos, vasoconstritores e os anti-inflamatórios. A terapêutica farmacológica da enxaqueca pode ser sintomática (a realizar apenas durante a crise) ou profiláctica (terapêutica contínua para evitar as crises) e existem recomendações europeias e norte-americanas para ambas as intervenções.